O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, localizado na região metropolitana de Porto Alegre, RS, está com as visitas suspensas depois que 36 aves morreram em um período de duas semanas. A Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema-RS) descartou a possibilidade de gripe aviária como causa das mortes e segue investigando o que pode ter ocorrido.
As apurações começaram no dia 13 de maio, quando 15 cisnes foram encontrados mortos no lago do zoológico. Desde então, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) inspecionou o local e colheu amostras para análise. A suspeita inicial apontou para uma síndrome respiratória nervosa (SRN) entre as aves, conforme apurado por um laboratório federal em Campinas.
A última ave foi encontrada morta no dia 29 de maio, e desde então não há novos casos registrados. A Secretaria da Saúde colheu novas amostras que foram enviadas ao Ministério da Saúde para exames complementares.
“O Estado aguarda o resultado dos exames pelo órgão federal. As secretarias envolvidas estão atuando com responsabilidade no monitoramento e na investigação das causas das mortes”, informou a Sema-RS.
O zoológico só deve ser reaberto após a confirmação da causa das mortes e a garantia de segurança para os visitantes e os animais.
Contexto do surto em 2025
No ano passado, em 15 de maio, o Governo do Rio Grande do Sul já havia fechado o Parque Zoológico de Sapucaia do Sul após a morte repentina de 38 cisnes e patos, em meio ao primeiro caso confirmado de gripe aviária em uma granja comercial da região. Naquela ocasião, foram tomadas medidas de isolamento e saneamento para conter o avanço da doença.
Posteriormente, o zoológico foi reaberto com protocolos rigorosos para monitoramento sanitário, controle biológico e melhorias na infraestrutura, visando garantir a saúde dos animais e visitantes.

