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sexta-feira, 17/07/2026

Vendas no comércio do DF crescem 1,6%

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O volume de vendas no comércio varejista do Distrito Federal aumentou 1,6% em maio de 2026 em comparação com abril. Esse crescimento mostra uma recuperação após uma queda no mês anterior e está acima da média nacional, onde o crescimento foi de apenas 0,1%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação teve o maior aumento, com 238,8%.

Quando comparado a maio de 2025, o volume de vendas cresceu 6,2% e, acumulando o ano, o aumento foi de 7,0%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,9%. Já no comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, material de construção e atacado de alimentos, o volume de vendas ficou estável em maio, mas subiu 6,3% na comparação anual.

Segundo a pesquisadora e professora de economia da PUC-SP, Cristina Helena Pinto de Mello, o Distrito Federal tem uma economia mais estável graças a fatores como o mercado de trabalho firme e a influência do setor público, o que pode explicar o desempenho melhor que o restante do país. Ela destaca que é importante acompanhar se esse crescimento será mantido nos próximos meses.

Das oito categorias avaliadas, seis apresentaram aumento nas vendas em comparação a 2025. Após o setor de equipamentos para escritório, informática e comunicação, que liderou com 238,8%, vieram livros, jornais e papelaria (38,9%) e artigos de uso pessoal e doméstico (15,2%). Esse crescimento pode estar relacionado a compras específicas do setor público, renovação de equipamentos ou maior adoção do trabalho híbrido.

Cristina Helena Pinto de Mello ressalta que é difícil determinar uma causa exata sem um estudo detalhado dos dados históricos, para entender se houve alguma sazonalidade ou particularidade nessa alta. Ela sugere que o aumento pode indicar uma tendência de renovação tecnológica e adaptação ao trabalho híbrido.

Outros setores que se destacaram foram o de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (6,3%), móveis e eletrodomésticos (5,0%) e artigos farmacêuticos e de perfumaria (4,4%). Por outro lado, os setores de combustíveis e lubrificantes (-3,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,8%) tiveram queda nas vendas, sendo que este último teve sua primeira retração após duas altas seguidas.

Cristina Helena Pinto de Mello também comenta que esse crescimento nas vendas pode refletir um aumento na renda real das famílias ou uma elevação das suas necessidades. Contudo, ela alerta para a necessidade de cautela, já que o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias pode indicar que esse cenário não deverá se manter por muito tempo.

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