Nossa rede

Tecnologia

“Vamos liderar a migração para a internet 5G”, diz presidente da Motorola

Publicado

dia

O lançamento do Moto G 100, a volta ao segmento de celulares topo de linha e a expansão dos negócios para áreas como relógios

Moto G100: smartphone tem preço sugerido de 3.999 reais, 43% menos do que o iPhone 12 mais simples (Motorola/Divulgação)

José Cardoso começou a trabalhar na Motorola em 2000. Nessa época, nem mesmo o grande sucesso da empresa naquela década, o Razr V3, existia ainda. O mundo era muito diferente: o salário mínimo era de 151 reais, o Windows mais novo era o fiasco do ME, The Sims era novidade e o StarTac ainda era um celular para poucos. De lá para cá, tudo mudou muito, especialmente no mercado de celulares.

Se o Razr se tornou o aparelho mais vendido da Motorola naquela década, o Moto G, lançado em 2013, se tornou o produto mais vendido da história da empresa. Ele chegou ao mercado por 650 reais com configuração de hardware parecida com a de rivais que custavam o dobro do preço. De quebra, ainda vinha com uma interface do sistema Android muito parecida com a oferecida pelo Google, o que era especialmente importante em uma época de acordos comerciais abundantes entre fabricantes, operadoras e empresas para personalizar o visual do telefone e pré-instalar aplicativos.

No cargo de presidente da Motorola no Brasil desde que Sérgio Buniac assumiu a liderança global da companhia, em abril de 2018, Cardoso acompanhou de perto a evolução do Moto G nos últimos anos. Depois que a Motorola passou das mãos do Google para a Lenovo, o ritmo de lançamentos acelerou – e de novidades também. O Moto G logo virou o foco da empresa, que deixou de lado o segmento de celulares altamente sofisticados dominado por Apple e Samsung. Com isso, em 8 anos, o produto ganhou nove gerações. Até hoje. Agora, o smartphone mais vendido da empresa sobe de patamar em uma versão comemorativa da sua décima edição, mas sem perder a premissa de levar recursos de aparelhos mais caros a uma faixa de preço mais acessível.

Custando 43% menos do que o iPhone 12 mais simples, a 3.999 reais, o Moto G 100 chega com recursos como câmeras com zoom, lente macro e ultra grande-angular (a lá GoPro), tela com taxa de atualização de imagem de 90 Hz, acima do padrão de 60 Hz, e compatibilidade com redes de internet 5G. E mais: o celular, pela primeira vez no mercado de celulares brasileiro, tem uma fragrância – como um carro novo. O produto vem, de fábrica, com um cheiro suave e doce. Por dentro, o aparelho conta com o processador Snapdragon 865, um componente antes encontrado apenas em celulares da categoria chamada de premium, no jargão do mercado.

Confira, na íntegra, a entrevista com José Cardoso, presidente da Motorola no Brasil, sobre a situação dos mercados brasileiro e global, a volta ao segmento de celulares topo de linha e a expansão dos negócios para áreas como relógios (ainda em 2021).

José Cardoso: Começamos 2021 com o pé no acelerador. Temos ambição de crescimento no ano e estamos mantendo o plano para o país neste ano, assim como planos com clientes. A demanda por eletrônicos tem crescido durante a pandemia. Surgiram novas necessidades e passamos a precisar de mais memória, processamento, câmera no celular, por diversas razões, como vida pessoal, estudo ou trabalho. Na transformação digital, temos trabalhado para dar suporte aos nossos parceiros durante esta fase. No ano passado, demos passos importantes na linha premium com o Edge e o Razr. Buscamos crescer acima do ritmo de crescimento do mercado brasileiro neste ano. Para isso, precisamos de novos produtos, atuação forte junto aos canais de venda e inovação. Vale notar que cerca de 30% das vendas de Motorola são por canais online.

A Motorola leva agora o Moto G a um novo patamar. Qual é a expectativa com o novo produto agora com recursos vistos apenas em smartphones que custam quase 10 mil reais?

O Moto G 100 continua a ser um smartphone incrível com um preço surpreendente. Ele entrega itens de produtos de 8 mil reais por 4 mil. O novo Moto G 100 leva a promessa do Moto G em outra categoria. No ano passado, lançamos modelos acima do Moto G, como o G Plus e o 5G, e eles foram muito bem aceitos no Brasil. O consumidor entende premissas que a franquia entrega. Se podemos usar o Moto G para crescer junto ao Edge no segmento premium, por que não? E o Moto G 100 é uma celebração da décima edição da linha. Há muitos fãs que tiveram vários modelos do smartphone. Nesse movimento para o premium (acima de 3 mil reais), o segmento intermediário continuará a ser atendido. Para ele, temos os lançamentos que chegam junto ao 100, que são os modelos G10 e G30.

A Motorola está apostando, também, em uma fragrância no Moto G 100. Por quê?

A fragrância é uma identidade que a Motorola está realizando em teste piloto. Queremos criar uma experiência diferenciada no smartphone. O olfato também faz parte da experiência de compra de um produto novo e isso não foi explorado na indústria de tecnologia.

A Motorola passou muito tempo fora do segmento ocupado pelo iPhone, mas voltou no ano passado. Como tem sido o desempenho nessa categoria específica?

O segmento premium no Brasil cresceu 53% em valor no ano passado, segundo o IDC. A participação total no mercado foi de 15,4 para 21,8%. A Motorola dobrou a participação no segmento premium (acima de 3 mil reais). Na categoria do G9 Plus e 5G, que custam até 3 mil, a Motorola tem 40% de parcela de mercado. A franquia G tem ido bem porque tem uma percepção grande de valor pelo consumidor.

Qual será a estratégia da Motorola para a virada do 4G para o 5G?

Nós já começamos a, entre aspas, democratizar a tecnologia com o Moto G 5G. Abaixo de 5 mil reais, a Motorola tem 100% do mercado de 5G. O total, são 55% segundo o IDC. Lideramos o mercado de 5G no Brasil hoje. Essa inovação vai ser cada vez mais relevante e vamos liderar o processo de migração para a rede 5G no Brasil.

Além de celulares novos, o que mais está no radar da Motorola para 2021?

A primeira Moto Store no mundo será aberta no Brasil. Hoje, já temos quiosques espalhados pelo país, mas estamos entrando no segmento premium, com produtos e serviços, e buscamos uma forma de proporcionar mais experiências para o consumidor. A primeira loja deve ser lançada no segundo trimestre.

Com o Ready For, vocês estão viabilizando experiências como o celular fazendo as vezes de um notebook. Há esse movimento na indústria, desde abordagens similares até laptops com processadores desenvolvidos para dispositivos móveis. Você acredita que o celular pode, em alguns casos, substituir o notebook?

“Substituir” é uma palavra forte. Somos parte da Lenovo e conhecemos os dois campos. O ideal é extrair o melhor dos dois aparelhos. O que a Motorola e a Lenovo podem oferecer são as sinergias dos aparelhos. Para a geração mais nova, o celular atende a muitas necessidades, mas não todas. Por exemplo, na hora de digitar um texto, o computador ainda pode ser melhor. Mas o celular tem benefícios como a facilidade do transporte no bolso.

Como está hoje a participação do mercado brasileiro no contexto da Motorola mundial?

A Motorola está entre os três principais mercados da Motorola global. No Brasil, está de forma sólida em segunda posição. Com o brasileiro Sérgio Buniac como CEO global da empresa,  vimos uma retomada de crescimento em todas as regiões, EUA, China e Europa, no ano passado. Vemos uma evolução clara na empresa como um todo. O Brasil deve continuar a ser importante e também a ser um laboratório de novas experiências, como já fizemos no passado.

Por que o Brasil, um país com tantos desafios, como a logística, foi escolhido como um mercado de testes para a empresa?

Esse é um movimento que vem das lideranças da Motorola que sempre tentaram inovar no Brasil. A empresa sempre se sentiu confortável a fazer testes no Brasil e tudo correu de forma positiva. Sempre buscamos trazer coisas novas para o consumidor brasileiro e temos usado o mercado nacional para validar novidades e levá-las ao mercado global.

Falando sobre dispositivos além do celular, a Motorola já teve outras categorias de produtos, como relógios inteligentes. Há, também, fones de ouvido da marca. Como estão essas categorias hoje e o que podemos esperar para o futuro?

No segmento premium, o consumidor pede outros equipamentos e serviços além do celular. Temos feito estudos para desenvolver novidades. No ecossistema, temos um plano ambicioso de aumentar a cobertura com fones de ouvido e outros equipamentos, como relógios inteligentes. Será algo que será aumentado neste ano. O usuário do G também está envolvido emocionalmente com a marca e busca algo a mais além do smartphone.

 

 

 

 

 

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Tecnologia

Apple lança fundo de 200 milhões de dólares para frear mudanças climáticas

Publicado

dia

Por

A iniciativa é parte do esforço da companhia em se tornar neutra na emissão de carbono até 2030

Mais verde: cadeia de produção da Apple ainda é o maior concentrador de emissão de poluentes (Mladen Antonov/Getty Images).

No ano passado, a Apple estabeleceu uma meta para que todo seu negócio seja 100% neutro em carbono até 2030. A companhia quer eliminar 75% das emissões de gases poluentes em sua cadeia de suprimentos.

Nesta quinta-feira (15), foi dado um passo importante na busca desse objetivo. A empresa anunciou um novo Fundo de Restauração (“Restore Fund”) de 200 milhões de dólares, que desenvolverá “novas iniciativas financeiramente viáveis para remover carbono da atmosfera”.

O projeto, realizado em parceria com a Conservation International e o Goldman Sachs, também visa incentivar outras empresas a seguir seu exemplo e iniciar outros projetos de restauração florestal.

O projeto deve corresponder com 25% do total almejado pela Apple, eliminando 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono anualmente da atmosfera.

A empresa afirma que os clientes também podem apoiar projetos florestais e de remoção de carbono. Para cada compra feita com o Apple Pay até o Dia da Terra (22 de abril), a Apple fará uma doação para a Conservation International.

 

 

Ver mais

Tecnologia

Positivo vai fabricar e distribuir computadores da Compaq no Brasil

Publicado

dia

Por

A Positivo irá fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one da Compaq

Positivo: na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39% (Cesar Ferrari/Reuters)

A Positivo Tecnologia comunicou na noite de quarta-feira acordo para licenciamento e incorporação das operações da marca de computadores Compaq em território brasileiro, sem divulgar os valores do negócio. A marca de computadores pertence à HP Inc.

A companhia vai fabricar e comercializar modelos de notebooks, desktops e all-in-one Compaq, marca da HP Inc., empresa resultante da fusão entre a Compaq Computer Corporation (CPQ) e a Hewlett-Packard Company (HP)”, detalhou.

Na quarta-feira, antes da divulgação do fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Positivo fecharam em alta de 16,39%, a 10,51 reais, entre as maiores altas da bolsa nesta sessão.

Além de computadores, tablets — segmento que a empresa voltou a explorar no quarto trimestre de 2020 —, celulares e dispositivos para aplicações de casa inteligente, a Positivo também tem pela frente encomendas de urnas eletrônicas, depois que venceu licitação em julho do ano passado do Tribunal Superior Eleitoral.

A empresa afirmou que já tem encomendas para 147.000 urnas eletrônicas, um faturamento esperado de cerca de 650 milhões de reais, para entrega confirmada neste ano e em 2022. A expectativa é 40% do faturamento esperado ocorra neste ano.

 

Ver mais

Tecnologia

Facebook e Instagram criam selo para alertar sobre tratamento sem eficácia

Publicado

dia

Por

Nas próximas semanas, conteúdos que falam sobre tratamentos sem eficácia para combater o coronavírus receberão uma mensagem alertando o usuário

Em nota, o Facebook afirma que mais de 16 milhões de postagens contendo desinformação já foram removidas (Lucas Agrela/Site Exame)

Na última terça-feira (13), o Facebook anunciou mais um de seus esforços para combater a desinformação sobre o coronavírus em suas plataformas, incluindo o Instagram.

Agora, postagens sobre tratamentos sem eficácia comprovada irão ter a seguinte mensagem embaixo: “Alguns tratamentos não aprovados para covid-19 podem causar danos graves”, com a Organização Mundial da Saúde (OMS) como fonte oficial e um link para a Central de Informações da plataforma. O alerta estará disponível em inglês, português, espanhol, árabe, francês e indonésio e será lançado nas próximas semanas.

A iniciativa é uma de várias ações do Facebook para tentar conter a desinformação, especialmente sobre a pandemia. Atualmente, qualquer conteúdo relacionado ao coronavírus recebe uma mensagem anexada direcionando o usuário a Central de Informações.

“O Facebook conta com agências verificadoras de fatos parceiras que analisam conteúdos que, quando marcados como falsos, são rotulados no Facebook e no Instagram e tem seu alcance reduzido”, explica a empresa em nota. “Além disso, a plataforma remove alegações comprovadamente falsas sobre a doença, como por exemplo, que ela foi criada por humanos e que pegar covid-19 é mais seguro do que tomar a vacina.”

Ainda de acordo com a nota, mais de 2 bilhões de pessoas em 189 países usaram a Central e mais de 16 milhões de publicações contendo desinformação sobre a covid-19 no Facebook e no Instagram foram removidas.

Desinformação é tema do Congresso dos EUA

O combate a desinformação aumentou consideravelmente nas redes sociais após o governo dos Estados Unidos começar uma série de audiências para discutir o papel das plataformas digitais em disseminar desinformação. Mark Zuckerberg e os presidentes do Google e do Twitter, Sundar Pichai e Jack Dorsey, participaram de várias delas durante 2020.

No final do último mês, os três CEOs foram na Câmara dos Representantes pela primeira vez desde a invasão do Capitólio no dia 6 de janeiro, ataque que não teria sido possível sem as redes sociais. Zuckerberg defendeu uma reforma na legislação norte-americana, afirmando que é preciso cobrar mais responsabilidade das plataformas pelo conteúdo, mas que uma “imunidade” deve ser mantida para as redes sociais que têm mecanismos de controle corretos.

“Em vez de receber imunidade, as plataformas devem ser cobradas para demonstrar que têm sistemas para identificar conteúdo ilegal e removê-lo. As plataformas não devem ser responsabilizadas se uma parte específica do conteúdo burla sua detecção – o que seria impraticável para plataformas com bilhões de postagens por dia –, mas devem ser obrigadas a ter sistemas adequados implementados para lidar com conteúdo ilegal”, diz Zuckeberg na carta. Ele sugere que a definição de um “sistema adequado” seja feita por um órgão independente.

Ver mais

Tecnologia

Amazon anuncia fundo de risco de US$ 250 milhões para startups da Índia

Publicado

dia

Por

O fundo será voltado para startups que querem ajudar pequenas empresas a digitalizar suas operações

Ver mais

Tecnologia

Instagram testa novo modelo de contagem de likes, e dará opções a usuários

Publicado

dia

Por

Mudanças vêm após resposta mista de usuários, que gostaram do fim das curtidas, mas também sentiram dificuldade em medir tendências na rede

Instagram: nova política de contagem de curtidas trará mais opções aos usuários (Charles Platiau/Reuters)

O Instagram anunciou nesta quarta-feira, 14, que irá iniciar uma nova rodada de testes, desta vez globalmente, da política que esconde a contagem de curtidas em publicações feitas na plataforma. O Brasil foi um dos primeiros mercados a testar a função, começando em 2019.

Os novos testes anunciados hoje serão para uma pequena parcela dos usuários da rede e contam com diferenças em relação ao modelo que foi implementado inicialmente.

Os usuários que receberam a novidade terão algumas opções definidas pela plataforma para determinar como querem apresentar as curtidas, ao contrário da proposta inicial que escondia os likes de outras pessoas.

“Uma pequena parcela das pessoas poderá decidir qual a melhor opção de experiência individual no Instagram: não visualizar o número de curtidas em publicações de outras pessoas, desativar a contagem para suas próprias publicações ou manter a experiência original, exibindo o número total de curtidas em ambos”, disse a rede social em nota.

De acordo com o Instagram, a decisão foi motivada pela resposta dos usuários da rede ao teste. Enquanto muitos se sentiram menos pressionados com a remoção das curtidas — o intuito inicial da plataforma, conforme anunciado em conferência do Facebook em 2019 —, algumas pessoas disseram que sentiam dificuldade em identificar tendências e conteúdos populares no Instagram.

“Continuaremos a coletar o feedback da nossa comunidade e seguiremos trabalhando com especialistas para determinar a melhor abordagem para um tema tão complexo”, disse a rede, que reiterou que estuda também implementar mudanças na contagem de curtidas e reações no Facebook.

Ver mais

Tecnologia

Notebook de R$ 2.199 com SSD? Esta marca tornou isso realidade

Publicado

dia

Por

O aparelho alia o componente de memória de alta velocidade a um conjunto voltado ao custo benefício

Ultra: notebooks vêm com tecla dedicada para a Netflix (Ultra/Divulgação)

A Ultra é uma das cerca de 20 marcas da Multilaser, uma companhia brasileira que vende atualmente cerca de 5 mil produtos e está presente em mais de 40 mil pontos de venda pelo país. A Ultra atuava antes no segmento corporativo e, agora, diante da demanda gerada pelo home office no mercado de notebooks, a linha de produtos da marca chega ao varejo.
O aparelho mais simples da companhia tem 4 GB de RAM, processador quad-core Intel Pentium e sistema operacional Windows 10. O dispositivo tem uma tecla dedicada à abertura do serviço de streaming de vídeo Netflix, algo que a também brasileira Positivo Tecnologia já fez no passado.
Notebook ultra 300

(Ultra/Divulgação)

A linha 500 Series também chega ao mercado brasileiro, mas com especificações técnicas e preços mais altos. Por 3.999 reais, o aparelho conta com SSD de 480 GB, processador Intel Core i5 10210U (10ª geração) e 8 GB de RAM. Com tela Full HD de 15,6 polegadas, o laptop também vem com o sistema Windows 10.

Os novos aparelhos da Ultra chegam ao mercado para competir com o Samsung Flash, uma linha de notebooks que também busca alinhar a oferta do SSD a notebooks com preços de menos de 3 mil reais. Os produtos estão no mercado desde 2019.

Ver mais

Hoje é

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?