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quinta-feira, 28/05/2026

Vacinação contra febre amarela é intensificada no ABC após caso em macaco

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Depois que um macaco em Santo André foi confirmado com febre amarela, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aumentou a vacinação contra essa doença na região do Grande ABC.

O Centro de Vigilância Epidemiológica divulgou recentemente que a observação dos macacos é fundamental para controlar a febre amarela na natureza, pois casos em animais podem indicar que o vírus está circulando antes de aparecer em pessoas.

De março a abril deste ano, nove pessoas foram infectadas com febre amarela em São Paulo, cinco delas vieram a falecer. Estas pessoas não tinham recebido a vacina contra a doença, conforme informou a SES-SP.

Vacinação no Grande ABC

Em Santo André, a vacina contra febre amarela é recomendada para pessoas a partir dos seis meses de idade. Crianças entre 6 e 8 meses recebem a chamada “dose zero”, que é um complemento inicial e não substitui as doses normais do calendário vacinal. Idosos com mais de 60 anos, grávidas e mulheres que estejam amamentando devem ser avaliados por médicos antes de receber a vacina.

Essa recomendação também se aplica para São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Nesses locais, a vacinação é indicada para quem tem mais de 9 meses e ainda não tomou a vacina ou tem o esquema incompleto.

A vacina é gratuita e faz parte do calendário regular de vacinação. Normalmente, a aplicação ocorre em dose única aos 9 meses, com reforço aos 4 anos. Quem tem mais de 5 anos e não tem registro de vacinação deve receber uma dose única.

Pessoas que receberam a dose fracionada em 2018, durante um surto, devem procurar uma unidade básica de saúde para avaliar a necessidade de reforço.

O que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença causada por um vírus e transmitida por mosquitos infectados. Ela tem dois ciclos: o silvestre, onde macacos são os principais hospedeiros e os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes são os transmissores, e o urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, não há transmissão urbana desde 1942.

Embora os macacos sejam afetados no ciclo silvestre, eles não transmitem a doença diretamente para as pessoas. A febre amarela só é transmitida por mosquitos infectados.

Sintomas da febre amarela

Os sintomas iniciais incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

Em casos graves, podem ocorrer sangramentos, falência de vários órgãos e icterícia, que é uma coloração amarelada da pele e dos olhos.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 15% dos infectados podem desenvolver formas graves, e entre 20% a 50% desses casos podem levar à morte.

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