O setor de reabilitação do Hospital de Apoio de Brasília (HAB) é um ponto de referência no atendimento a pessoas com sequelas neurológicas. A equipe multiprofissional trabalha para ajudar pacientes a retornarem à vida normal após lesões na medula, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e traumas na cabeça.
Segundo a médica fisiatra Janaina Bauabe, o objetivo não é apenas a recuperação e alta hospitalar, mas alcançar a máxima independência possível para que o paciente possa se movimentar, alimentar-se, comunicar-se e, quando possível, voltar ao trabalho.
O atendimento é completo, com treinamento para cuidadores, apoio social e orientações sobre direitos e benefícios. A fisioterapia ajuda na recuperação dos movimentos, enquanto a fonoaudiologia acompanha quem tem dificuldades na fala, funções faciais e alimentação. A fonoaudióloga Gabrielle Barbosa destaca que o diferencial está no atendimento intensivo diário durante a internação.
A terapeuta ocupacional Kailani Lima ressalta que o foco é fortalecer a autonomia dos pacientes nas tarefas diárias básicas, como se alimentar, tomar banho, vestir-se e dormir. A psicologia faz avaliações das habilidades mentais e sociais, cuidando também do emocional durante a recuperação. A assistência social acolhe as famílias e orienta sobre os direitos sociais.
A enfermagem é fundamental para o funcionamento da unidade, cuidando da preparação dos pacientes para atendimentos, aplicação de remédios e assistência constante. A enfermeira Daniela Martins Bittes comenta que há um trabalho educativo contínuo com pacientes e cuidadores.
Os resultados aparecem em histórias como a de João Martins Casimiro, 66 anos, que sofreu um AVC e apresenta melhorias significativas, saindo do hospital caminhando e alimentando-se sozinho. Outro paciente, Aquiles Dutra da Silva, 65 anos, está em reabilitação após cirurgia na coluna e mantém a esperança de recuperação.
Para ser internado na ala de reabilitação, o paciente deve seguir critérios clínicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), como estabilidade, potencial para melhorar funções e capacidade de participação nas terapias. Pessoas que necessitam de suporte de vida avançado, ventilação mecânica invasiva, tratamento para infecções ativas ou que estejam clinicamente instáveis não são notificadas para essa unidade.
*Com informações da Secretaria de Saúde
