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terça-feira, 05/05/2026

Trump chama Zelensky de difícil e critica aliados da Otan

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que mantém uma boa relação com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apesar de considerá-lo uma pessoa difícil.

“Ele é uma pessoa difícil, um cara complicado. Mas eu gosto do Zelensky. Sempre tive uma boa relação com ele”, disse Trump.

Essa declaração aconteceu em meio a discussões sobre o apoio militar dos EUA a Kiev, diante do aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Tentativa de trégua

  • As falas de Trump coincidem com uma nova tentativa de cessar-fogo temporário entre Rússia e Ucrânia.
  • Zelensky reagiu à proposta de trégua feita pela Rússia para os dias 8 e 9 de maio, afirmando que “a vida humana é muito mais importante do que qualquer celebração”.
  • O líder ucraniano declarou que Kiev está disposta a interromper os combates antes da data sugerida, propondo uma pausa a partir da meia-noite entre os dias 5 e 6 de maio.
  • O anúncio acontece próximo ao Dia da Vitória, uma comemoração militar na Rússia que marca a derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, com grandes desfiles em Moscou.

Apesar das críticas, Trump elogiou a resistência dos militares ucranianos contra a Rússia, afirmando que eles têm mostrado mais força do que os países europeus que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Eles conseguem lutar. São melhores do que qualquer um dos nossos aliados da Otan”, declarou o presidente dos EUA.

Trump também fez críticas à Europa, dizendo que a aliança militar ocidental não esteve ao lado dos Estados Unidos durante o recente confronto com o Irã.

“A Europa tem sido muito decepcionante”, afirmou.

Ele ainda comentou que os Estados Unidos vendem equipamentos militares para países europeus e para a Otan, que depois repassam esse material para a Ucrânia.

As declarações de Trump foram feitas em um momento de pressão crescente sobre Washington para continuar o apoio militar à Ucrânia.

Recentemente, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou a liberação de 400 milhões de dólares em ajuda militar aprovada pelo Congresso após semanas de atrasos.

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