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terça-feira, 05/05/2026

Rubio anuncia fim da fase ofensiva contra Irã e prioriza reabertura de Ormuz

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira (5/5) que a operação militar iniciada em fevereiro contra o Irã foi encerrada. Agora, o foco dos Estados Unidos está na reabertura e garantia da segurança do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio mundial de petróleo.

Segundo Rubio, a fase ofensiva, chamada Epic Fury, alcançou seus objetivos conforme notificado ao Congresso. O país segue agora com o “Projeto Liberdade”, uma iniciativa para proteger embarcações comerciais na região do Golfo e evitar ataques no Estreito de Ormuz.

“Estamos trabalhando no Projeto Liberdade nesse momento. O que pode acontecer no futuro é apenas especulação”, afirmou Rubio. A Casa Branca informou ao Congresso que as hostilidades diretas com o Irã foram encerradas após o cumprimento do prazo de 60 dias que exigiria autorização legislativa para continuar a operação militar.

No entanto, Rubio não descartou a possibilidade de retomar ações militares caso o cessar-fogo seja quebrado ou as negociações sobre o programa nuclear iraniano fracassem.

Negociações e riscos nucleares

As tensões permanecem focadas no enriquecimento de urânio pelo Irã. Rubio destacou que qualquer acordo diplomático deve abordar não apenas o enriquecimento, mas também o destino do material armazenado em locais profundos.

Ele criticou o programa nuclear iraniano, afirmando que o país representa um risco global e poderia manter o mundo como refém se conseguir desenvolver uma arma nuclear.

“O presidente considera estranho que isso não seja visto como um risco inaceitável”, afirmou Rubio.

Estreito de Ormuz ainda vulnerável

O Estreito de Ormuz continua sendo uma área sensível na crise atual. A região, vital para o transporte de petróleo, tem sido palco de tensões entre forças iranianas e operações navais lideradas pelos Estados Unidos.

Rubio ressaltou que vários países manifestaram interesse em apoiar o “Projeto Liberdade”, mas que Washington ainda é a principal força responsável pela operação. “Somos o único país capaz de projetar poder naquela região do mundo do jeito que estamos fazendo agora”, concluiu.

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