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Sírio-Libanês: nove anos de excelência em saúde na capital federal

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Instituição se consolida na história de Brasília com um atendimento que começou na Oncologia e cresceu com a cidade, incorporando um novo centro oncológico, um de diagnósticos e um Complexo Hospitalar

Hospital Sírio-Libanês em Brasília

Quando iniciou sua operação em Brasília com o Centro de Oncologia na Asa Sul, em 2011, o Sírio-Libanês começava uma história inédita em seus quase 100 anos de atuação no país. Era a primeira vez que ultrapassava as fronteiras de São Paulo para se instalar em outra região. A presença foi ampliada em 2014 e 2016, com um novo Centro de Oncologia e o Centro de Diagnósticos. Agora, a instituição celebra o 60º aniversário da capital federal como parte de sua história, comemorando também o primeiro ano de funcionamento de sua nova unidade, um hospital completo que consolida ainda mais seus serviços de excelência em saúde.
“O Sírio-Libanês foi muito bem recebido pelos pacientes e pelos profissionais de Brasília, uma cidade acolhedora feita de gente do Brasil inteiro. Temos aqui um histórico do qual nos orgulhamos muito”, afirma Dr. Gustavo Fernandes, Diretor Geral do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. “O começo, em 2011, foi pela Oncologia, uma área forte no hospital. Eu, Dr. Rodrigo Medeiros e Dr. Alessandro Leal éramos médicos muito jovens e crescemos com o serviço aqui na capital. O hospital confiou em nós, apostou e hoje temos um serviço líder no Centro-Oeste. São 15 médicos titulares, todos com doutorado e formações internacionais”, celebra, ao comentar sobre a equipe que atua nas unidades da 613/614 Sul e da QI 15 do Lago Sul.
Depois da Oncologia, vieram outros serviços, como a Radioterapia, em 2013. Com ela, o Sírio-Libanês trouxe para Brasília um dos aceleradores lineares mais moderno do mundo, o TrueBeam STX. Cada equipamento pode atender até 80 pacientes por mês, com uma enorme precisão tecnológica para atingir os tumores, o que torna alguns tratamentos contra o câncer mais rápidos e com menos efeitos colaterais.
Com o tempo, o setor de Oncologia cresceu, incorporando áreas como a Oncogenética e os Cuidados Paliativos. No Departamento de Oncogenética, é investigada a possível influência hereditária em alguns tipos de câncer. Assim, com o conhecimento prévio da predisposição a determinado tumor, pode-se estimular a mudança de hábitos de vida e, por meio de um plano de exames periódicos, detectá-lo precocemente, aumentando as chances de cura.
No Programa de Cuidados Paliativos do Sírio-Libanês, hoje referência nacional, uma equipe multidisciplinar promove a qualidade de vida de pacientes, apesar das dificuldades provocadas pela doença ou pelo tratamento. O programa, desenvolvido conforme definido em 2002 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), teve início na Oncologia, e depois foi estendido para as demais especialidades do Sírio-Libanês.
Centro de Diagnósticos
“Em 2016, foi inaugurado o Centro de Diagnósticos. Um grupo de radiologistas e médicos nucleares, com a liderança do Dr. Edgar Franco Neto, vem construindo uma história muito bonita nessa área, com níveis de satisfação e qualidade muito altos”, destaca Dr. Fernandes.
Com estrutura ampla na 613/614 Sul, equipe especializada e os equipamentos mais avançados do país, o Centro de Diagnósticos oferece desde exames laboratoriais até serviços como PET/CT, tomossíntese (mamografia 3D), ressonância magnética, biópsias e tratamentos guiados por imagem, que podem ser realizados em regime ambulatorial, sem necessidade de internação. Os laudos e resultados ficam disponíveis online, tanto para médicos quanto pacientes, graças a uma solução de última geração para armazenamento de dados.
Complexo Hospitalar
Em fevereiro de 2019, o Sírio-Libanês expandiu mais uma vez sua operação na capital federal, com um hospital geral na 613 Sul. Já referência no diagnóstico e tratamento oncológico, a instituição passou a oferecer em Brasília e região a mesma excelência em outras especialidades médicas, como cardiologia, neurologia, ortopedia e emergências por meio do Pronto Atendimento. O complexo dispõe de centro cirúrgico de última geração, UTIs humanizadas, leitos confortáveis e funcionais, além de corpo clínico e profissionais altamente especializados.
“Saímos de um nicho, que são os pacientes com câncer, e passamos a fazer um nível de atendimento mais complexo e geral. Trouxemos a expertise de São Paulo, utilizando profissionais daqui e adequando à realidade local”, explica Dr. Fernandes. São seis salas de cirurgia equipadas com os mais modernos recursos, além de 144 leitos e 31 UTIs distribuídos em 30 mil metros quadrados.
Os avanços tecnológicos na medicina, unidos a uma equipe capacitada, boa estrutura física e atendimento humanizado garantem, por exemplo, intervenções cirúrgicas menos invasivas. Um exemplo é a cirurgia robótica, com recuperação mais rápida e redução nos riscos de infecções, entre outros benefícios. Outra tecnologia de destaque é a ressonância magnética intraoperatória, que permite monitorar, em tempo real, por meio de imagens, o processo cirúrgico cerebral, mostrando com exatidão as estruturas relacionadas à lesão.
Saúde Pública
A tecnologia empregada no Sírio-Libanês também é usada em prol da saúde pública, um compromisso da instituição desde a chegada a Brasília. Nesse sentido, oferece tratamento radioterápico a pacientes encaminhados pelo Hospital da Criança de Brasília José de Alencar. Em outro acordo estabelecido com o Governo do Distrito Federal, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que necessitavam de radioterapia foram atendidos de forma totalmente gratuita.
O Sírio-Libanês também apoia o desenvolvimento da saúde pública por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), mantido em parceria com o Ministério da Saúde. Um dos exemplos é o suporte ao SUS no combate à covid-19. Com recursos de telemedicina, o Sírio-Libanês atua orientando profissionais de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) na regulação das filas para consultas na Atenção Secundária à Saúde (especialistas).
Covid-19
Ainda em relação à covid-19, antes mesmo de o novo coronavírus chegar ao Brasil, o Sírio-Libanês já havia se preparado para enfrentar a pandemia. “Em São Paulo, começamos a nos preparar um mês antes, ao criarmos um comitê de crise. Então, quando apareceram os primeiros pacientes, já tínhamos protocolo e estrutura”, explica Dr. Gustavo Fernandes.
Desde então, diariamente, o corpo médico do Sírio-Libanês realiza videoconferência para discutir protocolos, atendimento e distribuição de material para o enfrentamento da covid-19. “Deu tempo para Brasília se preparar. Até o momento, tivemos mortalidade é zero. Isso se deve à assistência e à estrutura que não está estressada”, finaliza.
Ampla cobertura de convênios
O Hospital Sírio-Libanês em Brasília ampliou a lista de convênios credenciados e conta agora com quase 50 operadoras cadastradas, como Bradesco Saúde, Mediservice, Unimed Norte Nordeste, Saúde BRB, Allianz, Central Nacional Unimed (CNU), FAPES, Gama Saúde, Plan-Assiste (MPF, MPDFT, CNM, MPT e MPM), STF e TJDFT, além da lista de convênios internacionais que recentemente incorporou as operadoras ASA, Euro Center, Henner e Sunmed. BACEN, Pró Ser STJ, PLA/JMU, Senado Federal e SulAmérica foram as últimas operadoras cadastradas.
Com isso, mais beneficiários podem contar com a infraestrutura completa do hospital e, principalmente, com o Pronto Atendimento adulto, importante porta de entrada para os cuidados emergenciais. Vale ressaltar que a lista de planos atendidos nas duas unidades de Oncologia e no Centro de Diagnósticos permanece a mesma de sempre na capital federal – as coberturas completas podem ser conferidas em http://bit.ly/PlanosHSL-Brasilia.
Inovação: hospital realiza seu primeiro transplante alogênico de medula
A equipe do Hospital Sírio-Libanês está comemorando uma conquista até então inédita para a unidade de Brasília. Na semana passada, teve alta o primeiro paciente a ser submetido a um transplante alogênico de medula. “Esse é um dos procedimentos de maior complexidade na medicina, mas tem potencial de curar uma série de doenças. E o paciente não teve nenhuma complicação”, celebra o Dr. Volney Vilela, onco-hematologista responsável pelo transplante.
Na medicina, há dois tipos principais de transplantes de medula: o autólogo e o alogênico. No primeiro, já realizado outras vezes pelo Sírio-Libanês no DF, são utilizadas as células-tronco do próprio paciente. No segundo, essas células vêm de um doador, idealmente de um irmão ou irmã com composição genética semelhante. “O do nosso paciente foi um transplante alogênico haploidêntico, ou seja, o filho doou para o pai. Nesse caso, a compatibilidade é de 50%. Mas foi um sucesso”, destaca o Dr. Vilela, que é também responsável técnico do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).
O médico acredita que o Sírio-Libanês em Brasília pode se tornar uma referência para transplantes no Centro-Oeste e também para outras regiões do país.
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Saúde

OMS: hidroxicloroquina só deve ser usada sob estrita supervisão médica

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Medicamento contra malária não tem eficácia cientificamente comprovada para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus

Cloroquina: OMS suspendeu no mês passado por falta de benefícios para os pacientes (Brasil2/Getty Images)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou nesta sexta-feira um aumento recorde diário em casos de coronavírus no mundo, com 228.102 novas infecções em 24 horas.

Os países com os maiores números de novos casos foram Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, de acordo com um relatório diário.

O recorde anterior da OMS para novos casos em 24 horas era de 212.326 infecções, em 4 de julho. As mortes permaneceram estáveis, em cerca de 5.000 por dia.

Os casos globais de coronavírus excederam 12 milhões na quarta-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, superando outra marca na disseminação de uma doença que já matou mais de 555.000 pessoas em sete meses.

OMS também registrou nesta sexta-feira um aumento recorde diário em casos de coronavírus no mundo, com 228.102 novas infecções em 24 horas.

Os países com os maiores números de novos casos foram Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, de acordo com um relatório diário.

O recorde anterior da OMS para novos casos em 24 horas era de 212.326 infecções, em 4 de julho. As mortes permaneceram estáveis, em cerca de 5.000 por dia.

Os casos globais de coronavírus excederam 12 milhões na quarta-feira, de acordo com uma contagem da Reuters, superando outra marca na disseminação de uma doença que já matou mais de 555.000 pessoas em sete meses.

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Saúde

China alerta para nova pneumonia mais mortal que a covid-19

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Nova epidemia já teria matado 1.772 pessoas e infectado mais de 100.000 pessoas no Cazaquistão. Governo local diz que alerta é equivocado

China: segundo a embaixada, mais de 100 mil pessoas já foram contaminadas por essa nova pneumonia (cnsphoto/Reuters)

Um novo surto de doença respiratória, potencialmente mais letal que a covid-19, pode estar começando na Ásia.

A embaixada chinesa no Cazaquistão alertou ontem seus cidadãos no país sobre uma nova “pneumonia desconhecida”.

Segundo a China, no primeiro semestre deste ano 1.772 pessoas morreram da doença este ano, 628 delas apenas em junho. Cerca de 100.000 pessoas já teriam sido contaminadas.

“Essa taxa de mortalidade da doença é muito maior que a da covid-19 e as autoridades do Cazaquistão estão conduzindo um estudo comparativo do vírus sobre o qual ainda não há definição”, afirmou a embaixada chinesa, segundo o jornal South China Morning Post

O ministro da Saúde do Cazaquistão respondeu nesta sexta-feira, pelo Facebook. Alexei Tsoi afirmou que a informação divulgada pela China é “incorreta”.

Segundo ele, a conta oficial inclui todos os tipos de pneumonias já conhecidas, incluindo as causadas por vírus e bactérias.

Ele não especificou quantos dos casos tratados como pneumonia podem na verdade ser de covid-19, nem entrou em detalhes sobre se há ou não uma nova doença em circulação no país.

A Organização Mundial da Saúde afirmou ao diário chinês que tem conhecimento apenas da circulação da covid-19 no Cazaquistão, e que a doença causada pelo novo coronavírus pode explicar o aumento nos casos de pneumonia no país.

Segundo a CNN, a capital do país, Nursultan, mais que dobrou os casos de pneumonia em relação a junho de 2020. A China afirmou que pretende trabalhar junto com o país no combate ao surto.

O Cazaquistão tem oficialmente 50.000 casos de covid-19, e recentemente adotou medidas mais rigorosas de distanciamento social após um avanço no contágio — a quinta-feira foi o dia com mais novos casos, 1.962.

Romper a cortina de fumaça em torno do Cazaquistão não deve ser fácil. O país é um dos mais fechados do mundo. A capital foi rebatizada com o atual nome ano passado, em homenagem a Nursultan Nazabayev, que deixou o cargo um dia antes após governar o país desde o fim da União Soviética, 30 anos atrás.

Ele ainda é presidente do Conselho de Segurança e chefe do partido que domina o parlamento, o que lhe garante poder total sobre o país da Ásia Central. O Cazaquistão tem 17 milhões de habitantes e faz fronteira, entre outros, com a China e a Rússia (onde o atual presidente, Vladimir Putin, acabou de passar uma lei que lhe permite ficar no poder por mais duas décadas).

 

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Saúde

Remdesivir reduziu mortalidade de coronavírus em 62%, diz Gilead

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Com a novidade, as ações da Gilead subiram em 17% e impulsionaram o Ibovespa; teste clínico ainda será realizado para confirmar efeitos

Frasco de remdesivir: indicação para quem já foi infectado pelo coronavírus (Ulrich Perrey/Reuters)

 

A biofarmacêutica americana Gilead Sciences anunciou nesta sexta-feira (10) dados adicionais sobre o antiviral experimental remdesivir, primeiro tratamento promissor na luta contra o novo coronavírus.

Entre eles está o fato de que o remédio apresentou uma redução de 62% no risco de mortalidade em casos do vírus, dado que ainda precisa ser confirmado em estudos clínicos — uma vez que ele foi totalmente comparativo com dados do que é chamado de Real-World Cohort (grupo do mundo real, em tradução livre). Ou seja, que não estavam sendo controlados pelos pesquisadores.

A análise feita pela Gilead foi do ensaio SIMPLE-Grave, em Fase 3 de testes, que incluiu 312 pacientes tratados com a medicação e outros 818 com características parecidas, mas que receberam os tratamentos padrão contra a covid-19.

Em pacientes tratados com a droga, a a taxa de mortalidade ficou em 7,4% no 14º dia da infecção. Já o outro grupo teve uma taxa de mortalidade de 12,5%.

Os resultados da análise comparativa também mostraram que 74,4% dos pacientes tratados com remdesivir se recuperaram na segunda semana, versus 59% dos pacientes que recebem tratamento padrão.

A maioria dos pacientes estava na América do Norte, na Europa e na Ásia. A pesquisa também verificou os efeitos da medicação nos pacientes que são de grupos considerados marginalizados nos Estados Unidos, como hispânicos e negros.

A pesquisa criou uma escalda de 0 a 7 que mediu a progressão da recuperação desses pacientes. Se houvesse uma melhora de dois pontos, poderia ser considerado que o remdesivir gerou algum resultado positivo.  Entre esses grupos, as taxas de melhora clínica no dia 14 foram de 84% em pacientes afro-americanos, 76% em pacientes brancos hispânicos, 67% em pacientes asiáticos, 67% em pacientes brancos não-hispânicos e 63% por cento em pacientes que não se identificaram com nenhum desses grupos.

Com a novidade, as ações da Gilead subiram em 17% e impulsionaram o Ibovespa.

Empresa apresentará os resultados na Conferência Virtual COVID19 como parte da 23ª Conferência Internacional sobre Aids.

O que é o remdesivir?

O remdesivir é um produto antiviral que está sendo estudado em vários ensaios clínicos internacionais em andamento. Em reconhecimento à atual emergência de saúde pública e com base nos dados clínicos disponíveis, o status de aprovação do remdesivir varia de acordo com o país.

Nos países em que o remdesivir não foi aprovado pela autoridade regional de saúde, o remdesivir é um medicamento experimental e a segurança e eficácia do remdesivir não foram estabelecidas.

No Estados Unidos, o remdesivir recebeu uma autorização emergencial apenas para o tratamento de pacientes com suspeita ou infecção por covid-19 grave.

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Vacina contra coronavírus recebe autorização para novo teste no Brasil

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Anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, João Doria, em seu perfil no Twitter; fase 3 é a mais avançada antes da distribuição de uma vacina

Vacina: governo paulista gastará cerca de 83 milhões de reais com parceria (Taechit Taechamanodom/Getty Images)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), anunciou em seu perfil no Twitter na manhã desta quinta-feira (9), que a fase três de testes clínicos para a vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac, foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A vacina começará a ser testada em brasileiros já nas próximas semanas. Em entrevista coletiva nesta semana, Doria informou que o processo de testagem da CoronaVac começará em 20 de julho em São Paulo, Brasilia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A princípio, a fase custará R$ 83 milhões aos cofres do governo paulista.

João Doria
Bom dia, pessoal. Excelente notícia: a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) aprovou a realização da terceira fase de ensaios clínicos da vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto Butantan com o laboratório Sinovac Biotech.

A potencial vacina será testada em um estudo com 9 mil voluntários brasileiros, liderado pelo Instituto Butantan. Os voluntários, que serão exclusivamente os profissionais de saúde, poderão se inscrever a partir do dia 13 de julho, por meio de um aplicativo que ainda será lançado.

Para poder se candidatar, o profissional precisa ter mais de 18 anos, não ter contraído o novo coronavírus, não estar grávida ou planejar engravidar e não ter outras doenças. O voluntário também não pode participar de outros estudos.

A fase três de testes é a última antes da distribuição da vacina e consiste em estabelecer que a vacina produz a imunidade contra um determinado vírus.

A AstraZeneca e a Oxford também testarão sua vacina por aqui, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A Organização da Saúde (OMS) acredita que essa é a opção mais avançada no mundo em termos de teste.

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Coronavírus causa sérios problemas neurológicos em pacientes, diz estudo

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Pesquisa aponta que alguns problemas neurológicos têm sido desencadeados pela covid-19, como inflamação cerebral, delírios e até AVCs

Pessoas com trajes de proteção em Melbourne 06/07/2020 AAP Image/James Ross/via REUTERS (James Ross/Reuters)

Um estudo publicado na revista científica Brain, especializada em neurologia, sugeriu que os médicos do mundo todo devem ficar atentos a mais uma complicação que pode ser fatal em infecções causadas pelo novo coronavírus. Segundo eles, alguns problemas neurológicos têm sido desencadeados pelo vírus, como inflamação cerebral, delírios, problemas no sistema nervoso e até AVCs.

43 pacientes com sintomas leves ou graves da doença foram analisados pelos cientistas no Reino Unido. Em alguns casos, de acordo com a observação dos profissionais, os sintomas neurológicos foram os primeiros ou os principais a serem apresentados nos casos de covid-19.

Uma das pacientes observada pelo estudo tem 55 anos e não tinha nenhum histórico prévio de doenças psiquiátricas. Ela chegou ao hospital apresentando febre, tosse, dores musculares, falta de ar e também falta de olfato e paladar.

Com um caso mais leve, ela quase não precisou de oxigenação mecânica e teve alta três dias depois. No dia seguinte a sua saída no hospital, o marido dela começou a reparar que ela havia adotado um comportamento esquisito, como colocar e tirar repetidamente o casaco, bem como ter alucinações e ver leões nas paredes.

Outra paciente, de 47 anos e também sem histórico de doenças neurológicas, sentiu o lado esquerdo de seu corpo formigando e apresentou forte dor de cabeça antes de ser internada — o que pode significar que os efeitos acontecem antes e depois da internação.

Com essa análise, eles foram capazes de observar que uma condição ameaçadora chamada de doença desmielinizante do Sistema Nervoso Central (SNC), ou Acute Disseminated Encephalomyelitis (Adem, na sigla em inglês) aumentou durante a primeira onda de infecções no país britânico. Antes da pandemia, os casos de Adem eram dois ou quatro por semana nos meses de abril e maio.

O estudo ainda é preliminar e, de acordo com os próprios cientistas, ainda precisa ser mais aprofundado para entender melhor como o SARS-CoV-2 é realmente capaz de afetar o cérebro humano e quais serão os tratamentos adotados para lidar com a complicação.

O efeito neurológico do coronavírus

No final de junho, outro estudo feito por cientistas das universidades britânicas de Liverpool, Southampton, New Castle e a College London apontou que os pacientes mais graves do novo coronavírus podem desenvolver problemas cerebrais e correm mais risco de ter derrames.

Segundo a pesquisa, feita com 125 pacientes hospitalizados no ápice da crise do vírus no Reino Unido em abril, seis a cada dez corriam o risco. Desses, 62% sofreram derrames durante a hospitalização e quase um terço desenvolveu sintomas parecidos com demência ou psicose.

No entanto, os pesquisadores admitem que o estudo é ainda muito preliminar para ter conclusões 100% assertivas, mas que isso pode jogar luz nos problemas neurológicos menos conhecidos que a doença respiratória pode engatilhar em determinados casos.

Um dos motivos que pode levar um infectado a ter derrames é o desenvolvimento de coágulos sanguíneos, efeito colateral bastante conhecido e estudo em casos de covid-19, o que pode levar a um derrame fatal caso eles migrem para o cérebro e cortem o fornecimento de sangue ao restante do corpo. Ainda não há nenhum estudo que confirme exatamente o por que de os coágulos se formarem em quadros mais severos da doença e causarem inflamações.

Essas inflamações nas principais artérias podem estar, inclusive, por trás dos efeitos psiquiátricos do vírus em alguns casos.

Dos pacientes estudados pelas universidades acima que apresentaram casos cerebrovasculares, 74% tiveram acidente vascular cerebral isquêmico, 12% uma hemorragia intracerebral e 1% vasculite, que é uma doença capaz de inflamar os vasos sanguíneos.

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Saúde

Recuperados da covid-19 mantêm cuidados mesmo após infecção

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Ainda não há evidências de que quem contraiu o novo coronavírus não se contamina novamente

Coronavírus: “Depois de ter passado, não quero vivenciar isso de novo”, diz paciente recuperada (Wolfgang Rattay/Reuters)

Na casa da artista plástica e produtora cultural Leticia Tandeta, 59 anos, no Rio de Janeiro, quase todos foram infectados em meados de maio. Ela, o marido, o filho e o irmão. “Ficamos praticamente todos doentes ao mesmo tempo. A sorte foi que todos tivemos sintomas brandos, ninguém teve falta de ar ou uma febre absurdamente alta”, diz. A única que não adoeceu foi a mãe de Leticia, que tem 93 anos. A família tomou o cuidado de isolá-la e de separar tudo que era usado por ela.

“Hoje é estranho porque não sabemos se estamos imunizados ou não”, diz Leticia. “Os médicos dizem que provavelmente temos algum tipo de imunização, talvez de um mês, dois meses, três”. Por causa das incertezas, ela diz que a família continua tomando cuidados como sair de casa o mínimo possível, apenas quando necessário, usando sempre máscara. Já ter contraído a doença, no entanto, traz um certo tipo de relaxamento: “Não é que a gente relaxe nos cuidados, mas há um certo relaxamento interno sim”.

De acordo com o infectologista Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, mesmo quem já teve a doença deve continuar tomando cuidado. “Não temos certeza, por enquanto, de que quem teve covid-19 uma vez não terá novamente. É importante que quem já teve a doença continue se prevenindo. Continue com as medidas preventivas, usando máscaras, higienizando as mãos e evitando aglomeração”.

As pessoas que já foram infectadas, de acordo com Weissmann, assim como as demais, podem ajudar a propagar o vírus caso não tomem os devidos cuidados. “Mesmo a pessoa que não estiver infectada, se ela puser a mão em um lugar contaminado, ela pode carregar o vírus. Por isso é importante estar sempre higienizando as mãos, lavando com água e sabão ou com álcool 70%”, orienta.

Síndrome da Fadiga Crônica

Em março, a psicóloga Joanna Franco, 37 anos, teve dores no corpo, tosse seca, dor de cabeça, febre alta, dificuldade de respirar, perda de olfato e paladar, diarreia e vômito. Na época que recebeu o diagnóstico clínico de covid-19, o Brasil começava a adotar medidas de isolamento social. Morando sozinha em Niterói, ela cumpriu todas as regras de quarentena e de isolamento social. Os sintomas passaram. Para garantir que não transmitiria o vírus para ninguém, ela ainda permaneceu em isolamento por cerca de 40 dias. Foi então que percebeu que não estava totalmente recuperada, estava muito cansada. “Vinha um cansaço, parecendo que eu tinha subido ladeiras, uma sensação de que isso nunca ia acabar, que não ia sair de mim. Fiquei bem prostrada”.

Quase três meses depois, ela diz que se sente melhor, que está conseguindo retomar uma rotina de exercícios físicos, que antes eram impossíveis. Depois de passar pelo que passou, ela redobrou todos os cuidados que já vinha tendo. “Depois de ter passado, não quero vivenciar isso de novo e não quero que outras pessoas vivenciem”, diz.

O cansaço que Joanna sentiu após se recuperar da doença pode ter sido a chamada Síndrome da Fadiga Crônica, que tem sido relatada por pessoas que foram contaminadas pela covid-19, segundo o neurologista, pesquisador do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) e da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gabriel de Freitas. O principal sintoma é o cansaço, mas pode haver alteração na pressão, na frequência cardíaca e insônia. “O que predomina é a  fadiga, o cansaço. A pessoa não consegue trabalhar, não consegue voltar à atividade”, afirma.

A síndrome não é exclusiva do novo coronavírus, mas ocorre também por causa de outros vírus. Ela pode durar até cerca de um ano, é mais frequente em mulheres entre 40 e 50 anos e que tiveram covid-19 pelo menos de forma moderada. Mas, de acordo com Freitas, ainda há muitas dúvidas pelo fato de ser uma doença recente. Para o tratamento, geralmente é recomendada psicoterapia, atividades físicas, antivirais e antidepressivos.

“Essa síndrome traz uma angústia muito grande para as pessoas porque fadiga não é um sintoma mensurável. Não se consegue mensurar por exame. Muitas vezes é mal compreendido”.

Gabriel diz que a pandemia pode ser mais complexa do que se pensa e defende que todos os cuidados possíveis sejam adotados. “Parece que não é estar recuperado e ponto final. Talvez essas pessoas tenham mais sintomas. A Síndrome da Fadiga Crônica pode ser apenas um deles. Acho que a gente não tem essa informação. É possível que existam complicações a médio e a longo prazo. O que alguns autores colocam é que as medidas de isolamento social são importantes não só para evitar a morte. A gente tem que levar em consideração e colocar nessa equação as complicações a médio e longo prazos”.

Medo e ansiedade

Além de lidar com os sintomas da covid-19 e com as consequências da doença, muitas pessoas estão lidando com sintomas de ansiedade, de acordo com a psicóloga da equipe de coordenação de saúde do trabalhador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marta Montenegro. “A covid-19 é uma doença muito nova, recente, um vírus cujas informações foram se construindo nesse processo de pandemia. Os próprios profissionais de saúde estavam tentando entender as formas de cuidado e isso deixa as pessoas muito inseguras. O ser humano se sente mais seguro se tiver previsibilidade do que vai acontecer. Essa incerteza sobre formas de contaminação, se pode ou não se contaminar de novo, deixa as pessoas vulneráveis”, explica.

De acordo com a psicóloga, buscar informações confiáveis ajuda a lidar melhor com a pandemia. “Buscar informação válida, de fontes confiáveis. Isso alivia sintomas emocionais. Às vezes, as pessoas estão em casa recebendo informações que nem sempre são as melhores e  acabam ficando muito confusas. Depois de três meses, acham que só estão protegidas dessa forma. Isso acaba gerando um medo de sair de casa. No outro extremo, há pessoas saindo como se não tivessem o vírus, em um processo de negação por dificuldade de lidar com a situação. São dois extremos. Existe o vírus. É necessário manter medidas de biossegurança, mas isso não pode paralisar as pessoas”, acrescenta.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

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