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sexta-feira, 17/04/2026

Seminário do CGEE fala sobre inteligência climática no Brics

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O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), promoveu um seminário na quinta-feira (16) para tratar da inteligência climática no grupo Brics. O evento reuniu especialistas que discutiram as tendências e oportunidades para o Brasil frente às mudanças climáticas no cenário mundial.

Esta iniciativa faz parte das celebrações dos 25 anos do CGEE e busca apoiar a tomada de decisões embasadas em pesquisas científicas. O debate também ampliou a cooperação científica entre os países do Brics, bloco formado por 11 nações que juntos representam mais de 40% da população mundial e cerca de 41% do PIB global em termos de poder de compra.

Na abertura, Carlos Matsumoto, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTI, ressaltou a importância de coletar informações claras para fortalecer a cooperação internacional. Para ele, conhecer bem as informações e definir claramente as vantagens esperadas dessas parcerias é essencial.

Anderson Gomes, presidente do CGEE, destacou o desafio de transformar o conhecimento científico em ações práticas. Segundo ele, embora existam bons estudos, ainda é difícil fazer com que esses conhecimentos cheguem a quem realmente precisa para tomar decisões. Por isso, o CGEE tem intensificado seu trabalho junto a ministérios e outros órgãos para apoiar políticas baseadas em evidências.

No seminário, foi lançada a oitava edição do Informe OCTI, que traz análises mais aprofundadas sobre inteligência climática. O estudo aponta que essa área está crescendo rapidamente, influenciada pela combinação entre ciência do clima, inteligência artificial e tecnologias energéticas. Entre 2022 e 2025, foram publicados mais de 32 mil artigos sobre o tema, sendo que quase 55% deles contam com participação dos países do Brics.

O número de publicações aumentou bastante nesse período, com avanços em áreas como engenharia, ciências ambientais e modelagem climática. O Brasil tem destaque em temas como bioenergia, agricultura resistente e estudos sobre biomas como a Amazônia e o Cerrado. Porém, o levantamento também mostra que a produção científica está concentrada em poucos países e que faltam parcerias entre os membros do bloco. Isso indica que há espaço para fortalecer a cooperação e buscar soluções conjuntas para os desafios climáticos.

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