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quarta-feira, 27/05/2026

Queda dos homicídios no Distrito Federal é a maior do Brasil em 10 anos

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Em Brasília

O Distrito Federal conseguiu um feito importante na área de segurança, registrando a maior diminuição na taxa de homicídios no Brasil na última década. Segundo dados do Atlas da Violência 2026, entre 2014 e 2024, a capital federal teve a maior redução nos casos de assassinato no país, ficando em terceiro lugar no ranking das unidades federativas com menor violência letal em 2024, com uma taxa de 10,3 homicídios por 100 mil habitantes, atrás apenas de São Paulo (6,6) e Santa Catarina (8,1).

O estudo também considerou os “homicídios ocultos”, que são mortes violentas inicialmente registradas como causas indeterminadas e depois classificadas como assassinatos. Nessa análise, o Distrito Federal viu a taxa cair de 31 para 10,9 mortes por 100 mil habitantes no período de 2014 a 2024, uma queda de 64,8%. Com isso, a capital federal passou a ocupar a segunda posição entre os estados com as menores taxas de homicídios estimados, superando São Paulo.

Esses dados foram divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), responsáveis pelo Atlas da Violência 2026, um estudo que oferece estatísticas detalhadas sobre violência e segurança no Brasil para ajudar na criação de políticas públicas eficazes.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que acompanha esses números com atenção e atribui essa redução a um trabalho constante que envolve a integração das forças de segurança, além de investimentos em inteligência, tecnologia, monitoramento e ações de prevenção baseadas em dados.

Segundo a secretaria, o Ministério da Justiça e Segurança Pública indicou Brasília como a capital mais segura do país no início de 2024, levando em conta os crimes violentos letais intencionais, o que reforça a eficácia das políticas públicas implementadas no Distrito Federal nos últimos anos.

Entre as estratégias adotadas estão o fortalecimento da cooperação entre as forças de segurança, aumento do videomonitoramento, investimentos em inteligência e análise criminal, além de ações de prevenção localizadas e monitoramento constante dos indicadores para direcionar operações e políticas.

A participação da população também é destacada por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), que aproximam a comunidade das autoridades e ajudam a identificar rapidamente as necessidades locais, contribuindo para criar soluções preventivas em cada região. Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública, ressalta a importância da integração entre instituições e da continuidade das políticas públicas.

“Os dados mostram que o Distrito Federal tem avançado consistentemente na proteção da vida e no combate ao crime. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto das forças de segurança, investimentos permanentes em tecnologia e capacitação e da participação da sociedade por meio dos Consegs e do acompanhamento estratégico dos dados. Sabemos que o maior desafio é manter essa tendência de queda, especialmente com o crescimento urbano e a dinâmica da criminalidade. Continuaremos agindo de forma preventiva, integrada e baseada em evidências para garantir mais segurança aos moradores do DF”, afirmou o secretário.

A Secretaria reforça que a redução na violência resulta de políticas públicas permanentes, cooperação entre órgãos de segurança e participação da sociedade, sempre monitorando os dados para melhorar as estratégias de prevenção e combate ao crime, focando na proteção da vida e segurança dos habitantes do Distrito Federal.

Outros dados relevantes

Apesar da redução na maioria dos indicadores de violência no Distrito Federal, o estudo aponta aumento na violência interpessoal contra idosos. A taxa de notificações envolvendo pessoas idosas subiu de 33,3 para 55 por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024, um crescimento de 65,2%. Em números absolutos, os casos aumentaram de 93 para 220, um crescimento de cerca de 137%.

Por outro lado, o Distrito Federal teve desempenho destacado na diminuição da violência armada. Em 2024, registrou o menor percentual do país de homicídios cometidos com arma de fogo, com 40,6%, enquanto a média nacional foi de 70,1%. O número absoluto de homicídios por arma de fogo caiu de 633 em 2014 para 125 em 2024, uma redução de 80,3%.

Os dados ainda mostram quedas nos homicídios de mulheres, jovens e pessoas negras. Os assassinatos de mulheres caíram de 60 para 34 no período, com uma redução de 22,7% só entre 2023 e 2024. A violência contra pessoas negras retraiu 64,5%, passando de 710 para 252 casos.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, houve uma queda expressiva: os homicídios nessa faixa etária diminuíram de 453 para 89 casos entre 2014 e 2024, quase 80% de redução.

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