O governo brasileiro disponibilizou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, que está em visita oficial ao Brasil nesta semana. Ela chegará em Brasília nesta quarta-feira (27/5) para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa decisão foi tomada devido à pouca oferta de voos entre Brasil e Suriname, que são realizados apenas duas vezes por semana, não atendendo à agenda das autoridades dos dois países. Além disso, não existe voo direto entre as capitais Paramaribo e Brasília, apesar da proximidade geográfica dos países.
O Palácio Itamaraty informou que essa medida foi adotada para evitar qualquer constrangimento à presidente do Suriname. O chanceler surinamês, Melvin Bouva, enfrentou uma viagem de quase 20 horas para chegar ao Brasil, incluindo uma escala de oito horas em Aruba, antes de iniciar os preparativos para a visita da mandatária.
Melhora na conectividade entre Brasil e Suriname
Durante a visita, será discutida a melhoria da conexão entre os países, incluindo o projeto chamado Rota das Guianas. Esse programa visa integrar os estados brasileiros do Amapá, Pará, Amazonas e Roraima com Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa por meio de rotas terrestres, aéreas e marítimas.
Essa iniciativa busca facilitar o acesso ao Brasil a países vizinhos que, apesar de fronteiriços, têm dificuldades de conexão. Aumentar a oferta de voos também está na pauta, pois atualmente apenas as companhias Gol e Suriname Airways operam na rota, mas sem voos diretos.
Durante a visita, representantes das companhias aéreas Gol e Latam foram convidados para um almoço oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Jennifer Geerlings-Simons no Palácio Itamaraty.
