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Primeiro-ministro do Iraque pede a retirada das tropas da Otan do país

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O premiê garantiu afirmou que a medida visa manter a soberania do Iraque, segundo comunicado

Iraque: líderes debateram a crise que afeta o Oriente Médio, após a morte na sexta-feira do general Qasem Soleimani (Nazanin Tabatabaee/Reuters)

Bagdá — O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdel Mahdi, informou, por meio de telefonema dado nesta terça-feira, ao secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, o desejo do governo e do Parlamento do país da retirada das tropas internacionais do território, em meio a escalada de tensão no Oriente Médio.

O premiê garantiu afirmou que a medida visa manter a soberania do Iraque, segundo comunicado.

Abdel Mahdi destacou a importância da colaboração entre o país e a Otan, enquanto Stoltenberg reafirmou o desejo da Aliança de apoiar e treinar as forças de segurança iraquianas na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Os dois líderes debateram a crise que afeta o Oriente Médio, após a morte na sexta-feira do general Qasem Soleimani, comandante da Força Quds, divisão de elite da Guarda Revolucionária do Irã, após ataque realizado pelos Estados Unidos, em Bagdá.

Abdel Mahdi e Stoltenberg debateram os esforços para para se esquivar da explosão de uma guerra na região, por uma redução da escalada, solucionar o começo da crise e evitar que os povos dos países locais sofram com as consequências de um conflito.

O Conselho do Atlântico Norte, o máximo órgão de tomada de decisões da Otan, se reuniu de forma extraordinária ontem, para falar sobre a escalada de tensão entre Teerã e Washington. Os participantes pediram moderação e que não haja um novo conflito.

 

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EUA rejeita reivindicações sobre Mar do Sul da China e agrava tensão

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Os EUA enviam navios de guerra com frequência para Mar do Sul da China para demonstrar apoio à liberdade de navegação no local

Porta-aviões norte-americano USS Nimitz é reabastecido no Mar do Sul da China 07/07/2020 Marinha dos Estados Unidos (Christopher Bosch/Reuters)

Os Estados Unidos rejeitaram na segunda-feira as reivindicações da China sobre recursos marítimos na maior parte do Mar do Sul da China, o que levou Pequim a criticar os EUA e dizer que a posição norte-americana aumenta a tensão na região e ainda sublinhou um relacionamento cada vez mais exasperado.

A China não ofereceu nenhuma base legal coerente para suas ambições no Mar do Sul da China, e há anos vem intimidando outros países do litoral do sudeste asiático, disse o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, em um comunicado.

“Estamos deixando claro: as reivindicações de Pequim sobre recursos marítimos na maior parte do Mar do Sul da China são completamente ilegais, como é sua campanha de assédio para controlá-los”, disse Pompeo, crítico destacado da China no governo Trump.

Há tempos os EUA se opõem às reivindicações chinesas de expansão territorial no Mar do Sul da China, e com frequência enviam navios de guerra à rota marítima estratégica para demonstrar apoio à liberdade de navegação no local – mas os comentários de segunda-feira refletiram um tom mais duro.

O mundo não permitirá que Pequim trate o Mar do Sul da China como seu império marítimo”, disse Pompeo.

O comunicado dos EUA apoia uma decisão tomada quatro anos atrás em conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que invalidou a maioria das reivindicações chinesas de direitos marítimos no Mar do Sul da China. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, repudiou a rejeição norte-americana da pretensão chinesa.

“Ela atiça intencionalmente uma polêmica a respeito das reivindicações de soberania marítima, destrói a paz e a estabilidade regionais e é um ato irresponsável”, disse ele em uma coletiva de imprensa de rotina.

“Os EUA enviaram repetidamente grandes frotas de aviões e navios militares sofisticados ao Mar do Sul da China… os EUA são os encrenqueiros e destruidores da paz e da estabilidade regionais.”

A China reclama 90% do mar potencialmente rico em recursos energéticos, mas Brunei, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã também reivindicam partes dele.

Cerca de 3 trilhões de dólares de mercadorias atravessam a rota marítima todos os anos. A China construiu bases em atóis da região, mas diz que suas intenções são pacíficas.

Analistas disseram que seria importante ver se outros países adotam a postura dos EUA e o que Washington pode fazer –se é que fará algo– para fortalecer sua posição e impedir que Pequim crie “fatos nas águas” para reforçar suas reivindicações.

 

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Universidade da Rússia diz ter terminado teste de vacina contra covid-19

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Segundo a OMS, vacina está na fase 1 de testes; somente 2 estão na fase final, sendo elas a da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a chinesa Sinovac

Coronavírus: Rússia é o quarto país mais afetado pela doença (Gavriil GrigorovTASS/Getty Images)

Os testes clínicos de uma vacina que está sendo desenvolvida na Rússia contra o novo coronavírus foram concluídos, segundo a Universidade de Sechenov. Neste domingo (12), a chefe da pesquisa, Elena Smolyarchuk, afirmou à agência de notícias russa TASS que a pesquisa mostrou que a vacina é efetiva contra a doença. Apesar disso, a vacina, que é desenvolvida pelo Gamaleya Institute, consta na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) como em “fase 1 de testes”.

Para uma vacina ser aprovada e distribuída, ela precisa passar por três fases de testes. A fase 1 é a inicial, quando as empresas tentam comprovar a segurança de suas vacinas em seres humanos; a segunda é a fase que tenta estabelecer que a vacina produz sim imunidade contra um vírus, já a fase 3 é última fase do estudo, tenta demonstrar a eficácia da vacina. Para que uma vacina seja finalmente disponibilizada para a população, é necessário que essa fase seja finalizada e que a proteção receba um registo sanitário. Por fim, na fase 4, a vacina é disponibilizada para a população.

“A pesquisa foi concluída e mostrou que a vacina é segura. Os voluntários serão liberados nos dias 15 e 20 de julho”, disse Smolyarchuk. Apesar da alta, os voluntários seguirão sendo monitorados por seis meses para checar os efeitos da proteção.

Segundo o jornal russo Moscow Times, a intenção da Rússia é que a vacina já comece a ser distribuída em agosto.

De tal forma, é provável que a vacina da Rússia não seja distribúida já em agosto, por estar somente na fase 1 de testes, de acordo com a OMS.

Os testes clínicos começaram com 38 voluntários pagos no começo de junho, quando, também, os militares russos iniciaram uma testagem paralela da mesma vacina, sem divulgar os números exatos de pessoas que foram testadas. No ínicio deste mês, Smolyarchuk afirmou que os pacientes que receberam uma dose da medicação tiveram efeitos colaterais como dor de cabeça e temperatura alta — resolvidos em 24 horas, segundo ela.

A Rússia é o quarto país mais afetado pela covid-19 no mundo, segundo o monitoramento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Por lá são 732.547 infectados e 11.422 mortes.

Segundo a OMS, atualmente 158 vacinas estão sendo criadas e outras 23 já estão em fases de testes clínicos. De todas elas, apenas duas estão na última fase de testes, sendo elas a versão da AstraZeneca com a Universidade de Oxford e a chinesa Sinovac.

Nunca antes foi feito um esforço tão grande para a produção de uma vacina em um prazo tão curto — algumas empresas prometem que até o final do ano ou no máximo no ínicio de 2021 já serão capazes de entregá-la para os países. A vacina do Ebola, considerada uma das mais rápidas em termos de produção, demorou cinco anos para ficar pronta e foi aprovada para uso nos Estados Unidos, por exemplo, somente no ano passado.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. Para a covid-19, as farmacêuticas e companhias em geral estão literalmente correndo atrás de uma solução rápida.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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Farmacêuticas dos EUA querem iniciar fabricação de vacina em setembro

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Governo Trump ajudou a financiar o desenvolvimento de quatro vacinas contra a covid-19 até agora

Covid-19: companhias farmacêuticas em parceria com o governo dos Estados Unidos estão a caminho de fabricar ativamente a vacina até o final do verão do hemisfério norte (Dado Ruvic/Reuters)

Companhias farmacêuticas em parceria com o governo dos Estados Unidos estão a caminho de fabricar ativamente a vacina para a Covid-19 até o final do verão do hemisfério norte, disse uma autoridade do governo nesta segunda-feira.

“Se você disser quando literalmente os materiais da vacina estarão em produção e manufatura, será daqui provavelmente quatro ou seis semanas, mas estaremos fabricando ativamente até o final do verão”, disse a autoridade, que não quis ser identificada.

Ele acrescentou que o governo já está trabalhando com empresas para equipar e aparelhar instalações de fabricação e para adquirir materiais brutos.

O governo Trump ajudou a financiar o desenvolvimento de quatro vacinas para a Covid-19 até agora através do Programa Operação Velocidade de Dobra, que tem como objetivo produzir 300 milhões de doses da vacina até o final de 2021.

O governo norte-americano ofereceu outorgas de centenas de milhões de dólares até 1 bilhão de dólares para a Johnson & Johnson, a Moderna Inc, a AstraZeneca Plc e a Novovax Inc.

Também foi assinado um contrato de 450 milhões de dólares no início do mês com a Regeneron Pharmaceuticals Inc para ajudar a fornecer tratamentos para pacientes que estão doentes com o vírus.

Testes clínicos para terapias podem produzir resultados em questão de semanas, tornando possível a produção de centenas de milhares de doses até o outono, afirmou a autoridade do governo.

 

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Google, Microsoft e Facebook se juntam contra nova regra de vistos dos EUA

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Novas regras do governo Trump barram a entrada de alunos se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia

Aeroporto: há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA (Kate Munsch/Reuters)

Estudantes estrangeiros já foram impedidos de ingressar nos Estados Unidos devido às novas regras do governo Trump que barram a entrada de alunos no país se as respectivas instituições de ensino realizarem aulas exclusivamente online durante a pandemia de coronavírus, de acordo como um documento judicial registrado no domingo.

O documento assinado por dezenas de universidades e faculdades foi apresentado em apoio a uma ação civil da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que tenta derrubar as novas regras de imigração emitidas no dia 6 de julho, que pegaram instituições acadêmicas de todo o país de surpresa.

O texto afirma que as autoridades imigratórias “já estão impedindo que estudantes em retorno reentrem no país” e citou o caso de um aluno da Universidade DePaul que voltava da Coreia do Sul e foi barrado no Aeroporto Internacional de San Francisco.

A Universidade DePaul não quis liberar o aluno para conceder entrevista. Um porta-voz da Agência de Proteção da Alfândega e da Fronteira dos EUA não comentou sobre os estudantes cujo ingresso está sendo negado em respeito às novas regras.

O comunicado foi somente um de uma série de documentos apresentados por várias associações comerciais, sindicatos trabalhistas e empresas de tecnologia, como Google, Microsoft, Facebook e Twitter, para apoiar a ação civil. Estes foram seguidos por mais de duas dúzias de cidades grandes e pequenas e condados que repudiaram a regra do governo Trump.

Há mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros em universidades e faculdades dos EUA, e muitas escolas dependem da renda destes, que muitas vezes pagam mensalidades integrais.

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

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Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

Por que a África do Sul voltou a proibir bebida alcoólica na pandemia

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou nesta segunda-feira (13) uma série de medidas para conter o avanço do coronavírus no país. Entre elas, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas e toque de recolher noturno.

A África do Sul registra 4079 mortes e 276 mil casos de covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins.

A proibição do consumo de álcool voltou apenas três semanas após ter sido proibida. O objetivo é conter as internações em emergências e a violência doméstica.

“Atualmente, existem evidências claras de que a retomada das vendas de álcool resultou em uma pressão substancial nos hospitais, incluindo unidades de trauma e UTI, devido a acidentes de trânsito, violência e trauma relacionado”, disse Ramaphosa.

O governo também disponibilizou 28 mil novos leitos hospitalares para pacientes do covid-19. Entretanto, o presidente enfatizou que o país ainda enfrenta “uma grave escassez de mais de 12 mil profissionais de saúde, principalmente enfermeiros, médicos e fisioterapeutas”.

Ramaphosa observou que a taxa de infecções no país fica em torno de 12 mil casos por dia, mas afirmou que a África do Sul tem uma das mais baixas taxas de mortalidade no mundo, em cerca de 1,5% em comparação à média global de cerca de 4,4%.

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Europa discute relação distante com Turquia e América Latina

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Os ministros de relações exteriores da UE se reúnem para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina

A BASÍLICA DE SANTA SOFIA: novo palco de distancialmente entre a Turquia e a União Europeia (REUTERS/Murad Sezer/Reuters)

Os ministros de relações exteriores da União Europeia se reúnem nesta segunda-feira (13) para debater a relação com dois aliados cada vez mais distantes: a Turquia e a América Latina.

O encontro ocorre dias depois de o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, decidir converter a basílica de Hagia Sophia (“Santa Sofia”) em uma mesquita, causando consternação entre líderes europeus. O comissário de relações exteriores da União Europeia, Josep Borrell, considerou a decisão da Turquia “lamentável”.

O monumento construído no ano 532 durante o Império Bizantino é considerado um patrimônio histórico da humanidade. Ele foi um importante templo da igreja católica romana e da igreja ortodoxa durante séculos e, em 1453, foi convertido em uma mesquita durante o Império Otomano. Em 1935, a basílica foi transformada em um museu.

A mudança de status do templo é apenas o mais recente movimento do governo de Ancara para se distanciar dos valores e das políticas defendidos pela União Europeia. Desde o ano passado, a Turquia tem promovido atividades de perfuração no Mar Mediterrâneo em uma área que a Grécia e Chipre consideram fazer parte do seu território. O caso levou a União Europeia a adotar sanções contra a Turquia em novembro.

Outro foco de tensão foi uma recente provocação de navios turcos contra uma fragata da França no mês de junho. A embarcação francesa operava em uma missão da Otan e tinha ordens para inspecionar um navio de bandeira da Tanzânia suspeito de contrabandear armas para rebeldes da Líbia.

Os navios da Turquia – que também é membro da Otan – impediram a ação e provocaram a fragata francesa. Por causa do incidente, a França pressiona para que novas sanções contra a Turquia sejam aplicadas pela União Europeia e pretende colocar o tema em discussão na reunião ministerial desta segunda-feira.

Durante anos a Turquia foi uma potencial candidata a se juntar à União Europeia. Mas as negociações estão estagnadas desde que um golpe de Estado frustrado contra o presidente Recep Erdogan levou a uma escalada autoritária do seu governo. Erdogan também vem se aproximando cada vez mais do presidente russo Vladimir Putin. Recentemente, a Turquia finalizou um acordo com a Rússia para comprar mísseis antiaéreos do modelo S-400, capazes de derrubar caças americanos.

Entretanto, a dependência econômica da União Europeia limita as ações do presidente da Turquia. Os países do bloco europeu são o destino de metade das exportações da Turquia e fornecem 36% dos produtos importados pelo país. Além disso, as empresas europeias correspondem a 65% dos investimentos estrangeiros diretos na Turquia. E, apesar de a pandemia ter interrompido o fluxo de turistas, a Turquia recebe todos os anos milhões de turistas de países da União Europeia, especialmente da Alemanha. O custo da briga com a Europa, portanto, tende a ser alto para o governo Erdogan.

No caso da América Latina, a discussão da UE é sobre uma ajuda ao combate à Covid-19. Os europeus até agora pouco cooperaram no combate à pandemia fora de suas fronteiras. “A China, primeiro epicentro da crise, tem sido mais solidária”, diz o ex-secretário de comércio exterior Welber Barral. Sinal disso é que o principal bilionário chinês, Jack Ma, fundador do comércio eletrônico Alibaba, se comprometeu a enviar máscaras e luvas a profissionais de saúde de países latinos severamente atingidos pela pandemia, inclusive o Brasil.

Para além da apatia, os europeus olham os governos da América Latina com desconfiança cada vez maior, em particular o do Brasil. “A imagem do País está muito abalada por causa da política ambiental equivocada do governo Bolsonaro”, diz Carlos Braga, professor de economia internacional na Fundação Dom Cabral e mediador de negociações com a UE quando trabalhou no Banco Mundial, nos anos 2000. “Essa situação atrapalha a cooperação inclusive em outras áreas, como o combate à Covid-19”.

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terça-feira, 14 de julho de 2020

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