Goiânia – Três policiais militares, Edinailton Pereira de Souza, Luiz Frederico de Oliveira e Jonathas Atenevir Jordão, serão julgados nos dias 3 e 4 de setembro pelo Tribunal do Júri em Goiás pela morte do advogado Davi Sebba. O crime ocorreu em 5 de julho de 2012, poucos minutos antes do nascimento do filho do advogado, Gabriel Davi.
A decisão judicial determina que o julgamento será presencial, com a presença obrigatória do Ministério Público, das defesas e dos réus, além da intimação das testemunhas para o primeiro dia do julgamento.
O processo está em andamento há quase 14 anos, passando por diversos recursos apresentados pelas defesas dos acusados, que foram analisados e rejeitados pelas instâncias judiciais, possibilitando assim o agendamento do júri popular.
Contexto da violência policial
O caso ganhou destaque em Goiás e é frequentemente citado em discussões sobre violência policial e a responsabilização de agentes públicos. A morte de Davi Sebba também é mencionada em debates relacionados a abuso de autoridade e letalidade policial no país.
O advogado foi morto no estacionamento de um supermercado na capital goiana, enquanto fazia compras para sua esposa na maternidade. Ele foi abordado por três policiais militares à paisana e acabou sendo executado com um tiro no peito, que causou sua morte instantânea.
Pedro Ivo Sebba Ramalho, irmão de Davi Sebba, destaca que após quase 14 anos, o agendamento do julgamento representa um passo importante para a justiça. Ele afirma que a morte do advogado não destruiu apenas um projeto de vida, mas também deixou uma ausência permanente na família e se tornou um símbolo da violência policial injustificada e desumana que ainda faz vítimas.
