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sexta-feira, 08/05/2026

Ex-padrasto de MC Ryan, Diabo Loiro é investigado por lavagem de dinheiro do PCC com rodeios

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A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo iniciaram uma ação chamada Operação Caronte na manhã de sexta-feira, 8, para desmontar um grupo que usava empresas de transporte e rodeios para lavar dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). O principal investigado é Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro” e ex-padrasto do cantor MC Ryan SP, que também foi recentemente investigado por uma possível ligação com lavagem de dinheiro do grupo criminoso.

Estamos tentando contato com os advogados de Eduardo Magrini. O espaço está aberto para respostas.

Diabo Loiro foi preso em outubro do ano passado durante uma investigação do Gaeco, parte do Ministério Público que combate o crime organizado, por suspeita de planejar um ataque contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

A Operação Caronte cumpriu 11 mandados de busca em cidades do interior de São Paulo, como Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. A Justiça bloqueou R$ 10 milhões nas contas dos suspeitos e também proibiu que vendam veículos e outros bens relacionados.

Até agora, foram apreendidos caminhões, carros, dinheiro em espécie e vários animais como bois e cavalos. Entre os animais está o boi “Império”, considerado um dos melhores ranqueados do Brasil.

O filho de Eduardo Magrini, Mateus Magrini, também está sendo investigado e foi alvo das buscas. Ele teria movimentado dinheiro ilegal com uma empresa musical.

Mateus foi alvo de outra operação policial junto com MC Ryan em 15 de abril. O cantor é ex-enteado de Diabo Loiro.

As investigações mostraram uma rede que envolvia pessoas usadas como “laranjas”, empresas de transporte e uma companhia de rodeios usada para movimentar dinheiro do PCC. Os investigadores destacam que Diabo Loiro controlava essas empresas e mostrava uma vida de luxo nas redes sociais.

Segundo o Ministério Público, esse esquema vem funcionando desde 2016. As suspeitas aumentaram após análises fiscais e bancárias feitas pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro do Ministério Público e por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que mostraram movimentações incompatíveis com a renda declarada.

Diabo Loiro é considerado um integrante importante do PCC no interior de São Paulo. Ele tem cerca de 30 anos de envolvimento em crimes, incluindo condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998.

Antes de ser preso, Eduardo Magrini se apresentava nas redes sociais como influenciador digital, compartilhando fotos de viagens, rodeios e carros de luxo com cerca de 105 mil seguidores.

O nome da operação, Caronte, faz referência a uma figura da mitologia grega que levava as almas dos mortos pelo rio até o submundo de Hades.

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