O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou nesta sexta-feira, 8, que as suspeitas de crimes ligadas ao Banco Master devem ser investigadas, independentemente de quem esteja envolvido. A fala foi em resposta à operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) contra o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI).
O PP integra a aliança política de Tarcísio. Um evento estava marcado para a próxima segunda-feira, 11, em São Paulo, para anunciar apoio à reeleição do governador, com a presença de Ciro Nogueira. Entretanto, o encontro foi adiado devido à ação da PF.
Tarcísio classificou o caso como um escândalo sério que precisa ser esclarecido, sem exceção. “Todas as pessoas envolvidas devem ser investigadas,” afirmou.
O governador ressaltou que a operação e as investigações não afetarão sua campanha para a reeleição. Ele apoia a pré-candidatura de seu ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP), ao Senado e destacou que o caso não tem relação direta com sua campanha.
As declarações foram dadas após a inauguração de melhorias no Hospital Geral de Itaquaquecetuba, Região Metropolitana de São Paulo. No evento, estiveram presentes também o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e o pré-candidato bolsonarista à segunda vaga ao Senado, André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Tarcísio minimizou o impacto do cancelamento do evento do PP, destacando a força da ampla aliança que inclui Republicanos, PL, PSD, MDB, PP, União e Podemos.
Ele afirmou que o país enfrenta um grande escândalo nacional, de proporções enormes, e que os fatos precisam ser apurados. Tarcísio espera que haja total esclarecimento e que os valores desviados sejam recuperados.
Estadão Conteúdo
