A Polícia Militar de São Paulo oficializou a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso acusado de assassinar a soldado Gisele Alves Santana e por fraude em processo legal. Na hierarquia militar, essa medida corresponde à reserva remunerada.
Geraldo Leite Rosa Neto está detido preventivamente desde 18 de março. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 9 de junho, assinada pelo coronel Antonio Thomazelli Júnior, diretor responsável por inatividade e pensões militares.
Segundo a Polícia Militar, a transferência para a reserva foi feita conforme a lei e não impede que ele seja responsabilizado criminal e disciplinarmente. A partir da aposentadoria, o oficial terá seu vínculo financeiro com a São Paulo Previdência (SPPrev). A perda do posto e do salário só ocorrerá após decisão final do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
O inquérito conduzido pela Corregedoria está concluído e foi enviado para o Judiciário. A Polícia Civil também finalizou seu inquérito, que tramita de forma independente. Um Conselho de Justificação foi instaurado e está em andamento desde março.
Gisele Alves Santana era esposa do tenente-coronel e foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro no apartamento onde moravam em São Paulo. O oficial chamou ajuda e registrou o caso como suicídio inicialmente, mas a polícia alterou o registro para morte suspeita. Exames do Instituto Médico Legal indicaram evidências de agressão incompatíveis com suicídio, e a família contesta essa versão desde o início.
Informações fornecidas pela Agência Brasil.

