O PDT entrou novamente com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para tentar impedir a eleição do novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O pedido, feito na noite de quinta-feira, quer anular a convocação da eleição marcada para a manhã de sexta-feira.
Além disso, o partido solicitou que qualquer eleição na Alerj seja suspensa até o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir um julgamento importante sobre a sucessão do ex-governador Cláudio Castro, que renunciou em março e causou mudanças na linha sucessória do estado.
Até agora, a Justiça ainda não analisou o pedido do PDT.
O partido alega que a convocação da eleição não seguiu os procedimentos corretos, pois a sessão foi marcada de forma rápida, sem dar tempo suficiente para o debate político e para o registro das chapas concorrentes.
Segundo o partido, isso dificultou a organização das chapas de oposição.
O PDT afirmou que deixar a minoria parlamentar de fora da eleição é um dano ao processo legislativo do estado e que essa forma rápida de marcar a eleição viola direitos importantes garantidos pela Constituição.
A eleição está marcada para a manhã desta sexta-feira e o cargo de presidente da Alerj está vago desde que Rodrigo Bacellar foi cassado após um julgamento que também tornou Cláudio Castro inelegível.
Em março, a Alerj chegou a eleger Douglas Ruas como presidente, mas a decisão foi anulada pelo TJRJ, que entendeu que os trâmites para substituir Bacellar ainda não estavam formalizados.
Na quinta-feira, a presidente em exercício do TJRJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães, rejeitou um pedido do PDT para que a eleição fosse feita por voto secreto. Ela explicou que a forma da votação é uma decisão interna do Legislativo e não deve ser definida pela Justiça.
