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segunda-feira, 11/05/2026

Patroa ameaça dopar e levar doméstica grávida para sítio

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Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, empresária de 36 anos, é acusada de agredir e torturar a doméstica Samara Regina, de 19 anos, no último dia 17 de abril, em Paço do Lumiar, Maranhão.

Após as agressões em sua casa, a patroa teria ameaçado dopar a funcionária e levá-la a um sítio da família.

Em entrevista, a doméstica contou o momento de tensão que viveu. Ela foi acusada de furtar um anel e, por conta disso, sofreu agressões físicas intensas. Samara acreditava que não sairia viva daquela situação.

Ela relatou: “Ele falou que se o anel não aparecesse logo, eles iam me levar para um sítio. A Carolina até citou que ia preparar um sonífero pra poder me colocar no carro. Eu já sabia que eu não sairia viva dali. Estava sendo espancada. Eu não sabia onde o anel estava, não sabia se ele estava na casa ou se ela tinha perdido fora. E pelas atitudes deles, eu não ia sair viva mesmo.”

A doméstica, que está grávida de seis meses, foi obrigada a se ajoelhar enquanto um amigo de Carolina a agredia com coronhadas e a patroa com tapas. Durante as agressões, o amigo da patroa ameaçou que, se o anel não aparecesse, a gestante poderia perder o filho.

“A minha preocupação estava o tempo todo no meu filho. Meu desespero estava no que ia acontecer comigo e com o meu neném”, contou a vítima, que levou vários socos e tentou proteger a barriga o tempo todo.

Tortura e Justiça

Carolina Sthela está presa preventivamente e pode responder na Justiça pelo crime de tortura. O delegado responsável, Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil de Araçagi, afirmou que o caso está sendo investigado como tortura e lesão corporal gravíssima, com risco de aborto.

As investigações estão no começo, e a Polícia Civil já ouviu depoimentos da patroa e da vítima.

O Tribunal de Justiça do Maranhão manteve a prisão preventiva de Carolina Sthela, que foi transferida para a Unidade Prisional de Ressocialização Feminina, em São Luís.

A prisão preventiva do policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de ajudar a patroa nas agressões, também foi mantida pela Justiça.

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