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segunda-feira, 11/05/2026

EUA retiram urânio perigoso da Venezuela

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Os Estados Unidos concluíram a retirada de 13,5 kg de urânio altamente enriquecido da Venezuela, um material que restava de um antigo reator de pesquisa usado em parceria entre os dois países. A operação foi anunciada pelo Departamento de Energia dos EUA na última sexta-feira, dia 8 de maio.

A retirada foi feita em poucas semanas com ajuda de autoridades venezuelanas, especialistas do Reino Unido e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que é ligada à ONU e monitora a segurança nuclear mundial.

“A retirada segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela é um sinal de esperança para o futuro do país”, disse Brandon Williams, chefe da Administração Nacional de Segurança Nuclear dos EUA.

Como foi feita a operação

  • Primeiro, o urânio radioativo foi guardado em contêineres especiais para garantir segurança.
  • Depois, foi transportado por terra até um porto venezuelano a cerca de 160 km do ponto inicial.
  • No porto, o material foi colocado em um navio de uma empresa britânica especializada, que levou a carga até os Estados Unidos.
  • A carga chegou aos EUA no começo de maio.
  • Este urânio veio de um reator antigo chamado RV-1, que era usado para pesquisas e foi desligado em 1991.
  • Como o reator não é mais usado, o material foi considerado excedente e retirado.

Colaboração internacional

O governo dos Estados Unidos destacou que a operação teve a colaboração de vários países e órgãos, incluindo técnicos da Venezuela, especialistas do Reino Unido e supervisão da AIEA.

O Departamento de Energia afirmou que esta ação reforça o empenho mundial para evitar a proliferação de armas nucleares e garantir a segurança dos materiais radioativos.

Agora, esse urânio será processado nos Estados Unidos para possíveis usos civis na área nuclear.

Autoridades norte-americanas ressaltaram que a operação é muito importante estrategicamente. O governo do presidente Donald Trump tem defendido maior controle sobre materiais nucleares em todo o mundo, inclusive no Irã, que está em conflito com os EUA há quase três meses.

Segundo o Departamento de Energia, a experiência desta operação na Venezuela pode ajudar a guiar ações futuras para controlar estoques de urânio em outros países.

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