Papa Leão XIV manifestou sua condenação à pena de morte nesta sexta-feira, 24 de abril. O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou a retomada do uso de pelotões de fuzilamento para execuções federais.
O líder da Igreja Católica ressaltou que a vida humana é sagrada desde a concepção até a morte natural e deve ser protegida sempre. Ele destacou que o direito à vida é a base de todos os demais direitos humanos e que a sociedade só pode crescer respeitando essa sacralidade.
“A Igreja Católica sempre ensinou que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte natural, é sagrada e merece ser protegida. De fato, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por isso, somente quando uma sociedade tutela a sacralidade da vida humana pode florescer e prosperar”, afirmou o pontífice em mensagem enviada para um evento na Universidade DePaul, em Chicago.
No mesmo comunicado, o papa Leão XIV pediu que os Estados Unidos reconsiderem a pena de morte em âmbito federal, destacando uma decisão prévia do estado de Illinois que já havia tomado essa medida.
Ele também lembrou que a Igreja condena a pena de morte por ameaçar a dignidade humana. O papa expressou apoio àqueles que lutam para abolir essa prática, tanto nos Estados Unidos quanto no mundo inteiro.
O governo norte-americano anunciou que, além do pelotão de fuzilamento, pretende ampliar os métodos de execução, incluindo uso de gás letal e eletrocussão.
Na quinta-feira, 23 de abril, Leão XIV já havia se pronunciado contra a pena de morte ao comentar execuções recentes no Irã.
