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País passa por pior momento, mas crescerá, diz presidente do BC

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Roberto Campos Neto afirmou que economia deve dar sinais de melhora no último trimestre do ano

Campos Neto: presidente do BC falou durante evento em Brasília (Raphael Ribeiro/ BCB/Flickr)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira, 5, que o crescimento da economia brasileira está “abaixo do que gostaríamos”. “Estamos passando pelo pior momento. Vamos começar a crescer no segundo semestre, mais provavelmente no quarto trimestre”, comentou, durante evento em Brasília.

Campos Neto disse ainda que tem ocorrido um movimento de revisão para baixo, do crescimento das principais economias do mundo. “As curvas de juros estão precificando queda de juros em todas as economias e isso tem se acentuado nas últimas semanas”, comentou.

Sobre a inflação, ele reafirmou que, no Brasil, ela está sob controle, “bastante ancorada no curto, no médio e no longo prazo”. Ele lembrou que, no meio deste ano, o Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou sua meta de inflação para o ano de 2022, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual.

Segundo Campos Neto, as estimativas do mercado financeiro demoraram apenas uma semana para convergir para esta meta, o que demonstra confiança no trabalho do BC.

Política monetária

Ao falar sobre a política monetária, Campos Neto repetiu ideia contida em comunicações recentes do BC: a de que a instituição deixou espaço para uma queda adicional da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 6,00% ao ano.

Em sua apresentação, ao tratar rapidamente do mercado de câmbio, Campos Neto também pontuou que a estratégia atual gira em torno de quanto o BC possui de posição cambial líquida.

Nas últimas semanas, em meio aos leilões de venda à vista de dólares ao mercado, o BC tem reafirmado que as operações não afetam a posição cambial líquida, apesar de alterar o nível das reservas internacionais.

Na quarta-feira, dados divulgados pelo BC mostraram que a posição cambial líquida da instituição atingiu US$ 329,951 bilhões. Esta posição traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira – como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise, por exemplo.

A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).

O presidente do Banco Central afirmou também que a finalidade do projeto de simplificação cambial, a ser apresentado pelo governo é permitir que o real seja uma moeda conversível. Segundo ele, o projeto de simplificação cambial está pronto e deve ser votado “em breve”.

De acordo com Campos Neto, o projeto tratará de três vertentes principais para o câmbio: modernização, simplificação e segurança jurídica.

Campos Neto também tratou do projeto de autonomia do Banco Central, uma das bandeiras mais antigas da instituição. “Espero que projeto seja votado nas próximas semanas”, afirmou. “Já temos projeto de autonomia pronto. Ele deve avançar em breve”, acrescentou.

Mercado de crédito

Campos Neto que o mercado de crédito brasileiro passou por um “choque grande” nos anos anteriores e que a recuperação está ocorrendo agora. “A ideia sempre foi reinventar o setor privado”, disse.

Ele citou, em diversos momentos, a importância do crédito privado como substituto do crédito anteriormente fornecido por instituições estatais. “Queremos a troca do crédito público pelo privado”, afirmou.

Campos Neto afirmou ainda que a instituição não está contente com a queda do custo de crédito ao consumidor final, na comparação com a baixa mais recente da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 6,00% ao ano.

Segundo ele, porém, o spread – diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é efetivamente cobrado do cliente final – é mais alto no Brasil em função da baixa recuperação de crédito e do tempo maior de recuperação.

Ao tratar de modalidades específicas de crédito, Campos Neto reafirmou a importância do crédito imobiliário e do crédito voltado para a infraestrutura. No primeiro caso, ele lembrou lançamento recente feito pela Caixa Econômica Federal, de linha de crédito imobiliário indexada ao IPCA (o índice oficial de inflação).

De acordo com Campos Neto, a indexação ao IPCA – e não à TR – vai favorecer a securitização. “O mercado no Brasil é pouco securitizado. Criamos instrumentos, indexadores, mais fácies de serem securitizados. Queremos criar mecanismo para mercado poder securitizar”, disse.

Em relação à infraestrutura, Campos Neto afirmou que o BC desenhou algumas medidas para que a oferta aumente. Uma delas é o mecanismo de proteção cambial, cujo projeto, conforme Campos Neto, está pronto.

Campos Neto pontuou ainda, em sua apresentação, que a educação financeira é a chave para combater alguns dos problemas na área de crédito. Segundo ele, uma das ideias discutidas é o lançamento de uma espécie de “programa de milhagem”, em que pessoas que fizerem cursos de educação financeira ganharão descontos em produtos financeiros. Ele não deu, porém, mais detalhes sobre a iniciativa.

Compulsório

O presidente do Banco Central afirmou também que o Brasil tem atualmente um “volume de compulsório alto, em torno de R$ 400 bilhões”. Segundo ele, a Assistência Financeira de Liquidez (AFL), que prevê a criação de duas novas linhas de crédito para as instituições financeiras, permitirá “reduzir bastante” os compulsórios.

Anunciadas no início de julho, estas linhas terão como garantia títulos e valores mobiliários emitidos por entidades privadas – e não apenas títulos públicos, como ocorre hoje nas operações de redesconto feitas pelo BC com os bancos.

De acordo com Campos Neto, existe atualmente um “estigma” no mercado bancário em relação ao uso do redesconto. Com as novas linhas, a intenção do BC é aumentar as possibilidades de acesso à liquidez pelos bancos.

No encerramento de sua apresentação, ele pontuou: “Estamos em um processo de se reinventar com o dinheiro privado.”

O presidente do Banco Central participou na manhã desta quinta da conferência “Agenda do Brasil para Crescimento Econômico e Desenvolvimento”, promovida pelo Council of the Americas (COA).

Após o evento desta quinta, Campos Neto foi instado por jornalistas a falar especificamente sobre o câmbio, mas o presidente do BC saiu sem dar entrevista.

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Economia

BC dos EUA deve sinalizar primeiro aumento de juros em março

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O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) se reúne a partir de terça-feira e divulgará comunicado na tarde da quarta-feira

(Lee Jae-Won/Reuters)

Representantes do banco central dos EUA vão sinalizar que elevarão a taxa básica de juros em março, marcando o primeiro aumento em mais de três anos, e que passarão reduzir o balanço patrimonial da instituição logo em seguida. Este é o cenário previsto por economistas consultados pela Bloomberg sobre o posicionamento do Federal Reserve na semana que vem.

A maioria dos 45 economistas participantes da pesquisa acredita que o Fed usará o encontro dos dias 25 e 26 de janeiro para comunicar um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de referência para combater as pressões inflacionárias. Dois deles esperam um acréscimo mais substancial, de 0,50 ponto, que seria o maior desde 2000.

Os economistas, sondados entre 14 e 19 de janeiro, estavam divididos nas apostas entre três e quatro aumentos de juros em 2022, em resposta ao fortalecimento do mercado de trabalho e à maior inflação em quase quatro décadas.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) se reúne a partir de terça-feira e divulgará comunicado na tarde da quarta-feira. Não serão publicadas previsões trimestrais para a economia e os juros nesta reunião. O presidente do Fed, Jerome Powell, participará de entrevista coletiva depois do anúncio.

“O Federal Reserve passou da paciência ao pânico com a inflação em tempo recorde”, afirmou Diane Swonk, economista-chefe da Grant Thornton, em sua resposta à pesquisa. “Esta é a primeira vez desde a década de 1980 que o Fed tenta acompanhar a inflação em vez de agir preventivamente. O risco é de uma reação exagerada e um zelo excessivo na luta contra a inflação, com uma freada muito brusca na política monetária”.

Em dezembro, o FOMC dobrou o ritmo de redução de compra de ativos e o plano é encerrar as compras de títulos em março. Powell afirmou em audiência com parlamentares que as compras terminariam naquele mês e a grande maioria dos economistas acredita que o cronograma será seguido. Alguns esperam conclusão já em fevereiro.

Na reunião da próxima semana, as autoridades discutirão como e quando normalizar a política monetária após quase dois anos de juro próximo de zero e gigantescas compras de ativos em resposta à pandemia de Covid-19.

De acordo com 43% dos economistas sondados, o FOMC provavelmente fará alterações no comunicado para sinalizar claramente uma alta na taxa básica na reunião seguinte, em março. Outros 43% entendem que as autoridades vão indicar que um aumento pode ser apropriado em breve, deixando o exato momento desse acontecimento mais flexível.

“O aumento dos juros em março é praticamente uma certeza, em nossa opinião, e será o primeiro de muitos passos de aperto monetário este ano, na luta do Federal Reserve para controlar a inflação. Até o meio do ano, esperamos que o FOMC reconheça que ainda precisa fazer mais para ter maior chance de alcançar a meta de inflação de 2%. Assim, o comitê provavelmente subirá os juros cinco vezes este ano (toda vez em incrementos de 0,25 ponto percentual)”, diz Anna Wong, economista-chefe para os EUA da Bloomberg Economics.

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Economia

Governo federal negocia PEC para reduzir preço dos combustíveis

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Governo propõe zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol. A arrecadação federal seria reduzida em cerca de R$ 50 bilhões

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem que negocia com o Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para reduzir o preço dos combustíveis e da energia elétrica ainda este ano, em que planeja disputar a reeleição.

“Nós temos uma Proposta de Emenda à Constituição, que está sendo negociada com a Câmara e com o Senado, para nós diminuirmos, ou melhor, podermos ter a possibilidade de praticamente zerar os impostos dos combustíveis, PIS e Cofins. Então, é uma possibilidade”, afirmou Bolsonaro, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

A proposta do governo de zerar os tributos sobre combustíveis reduziria a arrecadação federal em cerca de R$ 50 bilhões, segundo um integrante da equipe econômica ouvido pelo Estadão. Seriam zeradas as alíquotas de PIS/Cofins sobre gasolina, diesel e etanol. O impacto para o consumidor, no entanto, seria pequeno: redução entre R$ 0,18 e R$ 0,20 no preço do litro do combustível.

Incluindo a isenção dos impostos federais (PIS/Cofins) cobrados sobre a conta de luz, a perda da arrecadação pode chegar a R$ 57 bilhões ou ser até maior. Segundo Bolsonaro, que não deu detalhes da proposta, a PEC daria “alívio” aos consumidores. “Se bem que a questão da inflação está no mundo todo acontecendo.”

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) exige que o governo compense o efeito na arrecadação com redução de um tributo elevando outro. A PEC seria uma forma de driblar esta exigência e permitir também que governadores possam isentar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sem fazer compensação, mas, segundo técnicos ouvidos pela reportagem, bastaria a aprovação de lei complementar para dispensar a exigência neste caso. Técnicos da área econômica são contrários à proposta por ser caríssima em termos fiscais para uma redução pequena no preço do combustíveis.

Segundo apurou o Estadão, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não se opõe à medida, encabeçada pelo Senado. Quem está à frente das negociações é o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO). Guedes, no entanto, foi contrário à ideia de se criar um fundo de estabilização para amortecer as oscilações nos preços dos combustíveis.

Nesta semana, depois de cobrado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que pretende pautar um projeto para diminuir os impactos da alta nos combustíveis. Segundo ele, o tema será submetido aos líderes da Casa em fevereiro.

Lira criticou a postura de governadores e afirmou que cobranças sobre o tema precisam ser dirigidas ao Senado. Os governadores encerraram o congelamento do ICMS sobre os combustíveis. Lira classificou a decisão como eleitoreira e disse que os governadores acusam o Executivo e o Congresso “para fazer uma cortina de fumaça”.

Incômodo

Pacheco citou um projeto da bancada do PT como proposta para reduzir o preço dos combustíveis. A Câmara aprovou projeto que muda o modelo de cobrança do ICMS e recebeu críticas de governadores e senadores.

Há um incômodo geral na classe política em relação ao preço dos combustíveis ao mesmo tempo em que a Petrobras tem um dos maiores lucros entre as petroleiras. Nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) abriu uma investigação para apurar “possível abuso de posição dominante, por parte da Petrobras, no mercado de combustíveis”. A estatal tem até hoje para prestar esclarecimentos.

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BNDES publica edital de privatização da Codesa nesta sexta-feira

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Projeto prevê a transferência do controle da companhia e a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho, no litoral capixaba

Porto de Vitória, no Espírito Santo: leilão marcado para 25 de março (Thiago Guimarães/Secom-ES/Divulgação)

 

O contrato prevê a concessão dos dois portos por 35 anos, que podem ser prorrogados por mais cinco anos. A previsão é de que sejam investidos 1,3 bilhão de reais durante o período contratual, que, segundo o BNDES, podem ser potencializados pelo desenvolvimento de novos negócios e instalação de novos terminais.

O texto do edital foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e elaborado pelo BNDES em 14 de janeiro. Segundo o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, a desestatização da Codesa será um “marco na história” da infraestrutura brasileira, por abrir uma “janela de oportunidades inédita” para a logística do país.

O Porto de Vitória tem potencial para dobrar a movimentação de cargas e passar de 7 milhões de toneladas para 14 milhões de toneladas a cada ano durante a concessão. São 500 mil metros quadrados e 14 berços de atracação. Cerca de metade destas áreas está disponível para o desenvolvimento de novos negócios.

O Porto da Barra do Riacho, especializado no embarque de celulose, movimenta atualmente 8 milhões de toneladas por ano. Dois berços de atracação são dedicados a granel líquido e acessos terrestres ferroviário e rodoviário. Dos 860 metros quadrados de área total disponível, 522 mil metros quadrados são greenfield, ou seja, ainda a serem utilizados.

O investidor que assumir a operação dos portos terá que comprar as ações da Codesa por 327 milhões de reais, além de assumir os compromissos e o endividamento da companhia. Vencerá o leilão quem oferecer o maior ágio à outorga mínima, fixada em 1 real, e que deverá ser paga à vista.

A empresa que assumir a Codesa deverá pagar à União contribuições fixas anuais de 24,75 milhões de reais e contribuições variáveis anuais equivalentes a 7,5% da sua receita. Além disso, será cobrada uma taxa anual de fiscalização da Antaq, de 3,188 milhões de reais.

A Codesa é a primeira entre as companhias docas que o governo pretende privatizar. O próximo deve ser o Porto de Santos, considerado o maior da América Latina, que deve gerar 16 bilhões de reais em investimentos, segundo o Ministério da Infraestrutura.

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Cadastro Positivo avança e já reduz taxas de empréstimos

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Para o Cadastro Positivo, quanto mais informações na base de dados, melhor, de modo a produzir uma análise mais eficaz do risco de crédito

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O Cadastro Positivo entra em nova fase, com a inclusão de dados das contas de luz até o fim de março. Há expectativa também da entrada de informações das contas de gás, água e esgoto, além de dados sobre boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) de empresas, ainda em 2022.

Para o Cadastro Positivo, quanto mais informações na base de dados, melhor, de modo a produzir uma análise mais eficaz do risco de crédito, servindo de alternativa à “lista de negativados” e beneficiando bons pagadores com melhores condições em empréstimos.

Até o final do ano passado, as avaliações praticamente só contavam com dados do sistema financeiro. Só em setembro, o Cadastro Positivo passou a incluir dados das empresas de telecomunicações.

Mesmo assim, pesquisa do Banco Central e dos birôs de crédito, que transformam os dados em pontuação de risco de crédito, apontam redução média de 10,4% nas taxas cobradas e melhora das notas, desde que a adesão passou a ser automática, em 2019.

A Associação Nacional de Bureaus de Crédito (ANBC) contabiliza que os inscritos no Cadastro Positivo saíram de 6 milhões, em 2017, para mais de 100 milhões atualmente, sendo 95% pessoas físicas. A expectativa é de que o número chegue a 150 milhões, com a inclusão das contas de luz, gás, água e esgoto. Por outro lado, os pedidos para retirada de dados somam 360 mil, segundo a Boa Vista, um dos quatro birôs registrados pelo BC como gestores de banco de dados (GBDs) do Cadastro Positivo.

“Com a entrada de informações de telecomunicação, estimamos que 9 milhões de CPFs entraram no mercado, com a possibilidade de ter acesso ao crédito. Bancos e empresas de varejo que vendem a crédito não tinham acesso a essas pessoas. São pessoas que não são bancarizadas, mas que têm emprego, pagam suas contas de telefone”, diz Dirceu Gardel, presidente da Boa Vista.

Mesmo que o cadastro não esteja “completo”, BC e os birôs já encontram efeitos positivos. Em pesquisa divulgada ontem, com cerca de 2 mil consumidores, a Boa Vista reportou queda média de 10,4% das taxas cobradas no crédito pessoal não consignado, mesmo resultado apontado para redução média do spread (diferença entre a taxa que o banco cobra do cliente e a que ele paga na captação dos recursos) nessas operações no relatório do BC de maio de 2021.

O BC comparou tomadores de crédito com pontuações baseadas no Cadastro Positivo com aqueles que ainda não estavam cadastrados no banco de dados. A queda média chegou a 15,9% para os tomadores com melhor nota.

O presidente da ANBC, Elias Sfeir, avalia que o Cadastro Positivo também pode atenuar o aumento do custo final dos tomadores de empréstimos ao atuar sobre os spreads bancários. “Cerca de 35% do spread está ligado à inadimplência”, observa.

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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem em meio a onda de Ômicron

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Economistas preveem que as solicitações de auxílio-desemprego passarão a diminuir à medida que as infecções têm queda

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 286 mil (Bryan Woolston/Reuters)

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego subiu de forma inesperada na semana passada, provavelmente porque uma onda de infecções por Covid-19 no inverno dos Estados Unidos atrapalhou a atividade empresarial, o que pode restringir o crescimento do emprego neste mês.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram para 286 mil, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 15 de janeiro, ante 231 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 220 mil pedidos para a última semana.

Os EUA estão relatando uma média de 732.245 novos casos de coronavírus por dia, de acordo com uma análise da Reuters a partir de dados oficiais, em um salto durante o inverno norte-americano impulsionado pela variante Ômicron. No entanto, há sinais de que os casos estão começando a diminuir em algumas regiões, incluindo Nova York.

Economistas preveem que as solicitações de auxílio-desemprego passarão a diminuir à medida que as infecções têm queda. Os pedidos caíram ante um recorde de 6,149 milhões alcançado em abril de 2020. As condições do mercado de trabalho seguem se apertando.

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Economia

Inflação desacelera em 6 de 7 capitais na 2ª quadrissemana de janeiro

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São Paulo foi a única capital a apresentar avanço na leitura feita pela FGV. A taxa registrou aceleração de 0,37% para 0,52%

Consumidores fazem compras em feira no Rio de Janeiro. (Ricardo Moraes/Reuters)

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de janeiro, na comparação com a primeira quadrissemana, informou nesta terça-feira, 18, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O IPC-S arrefeceu a 0,43% na segunda leitura do mês, após registrar 0,53% na primeira. A alta acumulada em 12 meses é de 9 52%, menor do que os 9,63% ocorridos no período até a primeira quadrissemana.

O alívio mais significativo no IPC-S Capitais foi registrado em Porto Alegre, onde a inflação desacelerou de 0,76% para 0,41%. Recife (0,64% para 0,34%), Brasília (0,22% para 0,02%), Salvador (0,73% para 0,58%), Rio de Janeiro (0,43% para 0,30%) e Belo Horizonte (0,74% para 0,65%) foram as outras cidades com descompressão da inflação na segunda quadrissemana.

São Paulo, por outro lado, foi a única capital a apresentar avanço nesta leitura. A taxa registrou aceleração de 0,37% para 0,52%, de acordo com a FGV.

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