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domingo, 07/06/2026

Ons usa plano emergencial para reduzir energia excedente

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Em Brasília

ANDRÉ BORGES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ativou pela primeira vez um plano emergencial criado para diminuir a geração de energia elétrica no Brasil, por causa do excesso de oferta esperado para este domingo (7).

Essa ação foi tomada para evitar riscos de desequilíbrio no sistema elétrico, diante da previsão de que a energia disponível será bem maior que o consumo, o que pode provocar falhas na transmissão e apagões.

Desde que a regra foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2025, esta é a primeira vez que o ONS precisa usar esse mecanismo.

O sistema elétrico deve sempre equilibrar a energia produzida com a consumida. Quando a produção ultrapassa muito a demanda, aumenta o risco de desligamento automático de aparelhos.

Em nota divulgada no sábado (6), o ONS informou que a previsão para domingo aponta consumo menor de energia. Inicialmente, o Operador determinou uma redução na geração das usinas que coordena diretamente. Como isso não foi suficiente para eliminar o risco, foi necessário ativar o plano emergencial.

Esse plano visa principalmente cortar a geração das pequenas usinas solares privadas e microgeradores que não são gerenciados diretamente pelo ONS.

O ONS continuará monitorando e coordenando as ações no Sistema Interligado Nacional (SIN), ajustando os recursos disponíveis conforme a demanda da sociedade, em contato direto com o setor. O órgão segue atento à nova realidade da energia no país, garantindo a segurança e eficiência do sistema de acordo com as regras vigentes.

Embora o ONS já reduza a geração de grandes usinas eólicas e solares há anos, esta é a primeira vez que utiliza esse novo regulamento para envolver pequenos geradores conectados às redes das distribuidoras.

A regra foi criada após alertas do ONS sobre o aumento dos riscos de energia excedente em períodos de baixa demanda.

O procedimento inclui o monitoramento das condições do sistema com até sete dias de antecedência, emissão de avisos prévios às distribuidoras, confirmação da necessidade na véspera e indicação da quantidade de energia a ser cortada. As distribuidoras, por sua vez, comunicam os geradores afetados.

O ONS não decide diretamente quais usinas serão desligadas; essa decisão cabe às distribuidoras. A metodologia prioriza as usinas que vão gerar mais energia naquele momento e aplica um rodízio para que os cortes não afetem sempre os mesmos geradores.

A geração solar é o foco principal porque o problema ocorre nos horários de maior produção solar, normalmente entre o fim da manhã e o meio da tarde. Em um domingo ensolarado com baixo consumo, as usinas solares produzem muita energia quando o sistema não precisa dela.

Além das usinas solares, podem ser desligadas pequenas centrais hidrelétricas, usinas que usam biomassa e pequenos parques eólicos.

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