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sábado, 18/04/2026

Mulheres que mudaram de carreira para trabalhar com café

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Em Brasília

Mariana Mesquita e Ju Morgado representam uma nova geração de profissionais apaixonadas pelo café no Distrito Federal. Ambas deixaram suas antigas carreiras para seguir o caminho dos cafés especiais, encontrando na barista uma nova vocação.

Mariana Mesquita, formada em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB), descobriu seu interesse pelo café ainda na universidade. Tudo começou quando uma professora a convidou para conhecer uma cafeteria próxima. No início, o sabor não a conquistou, mas ela se encantou com a maneira de preparar a bebida. Com o tempo, sua admiração cresceu e se transformou em paixão.

Ela relata que frequentava a cafeteria quase todos os dias para tomar chocolate quente e trabalhar, e aos poucos foi despertando seu interesse pelo café através do contato com os baristas.

Após esse contato, Mariana passou a trabalhar como freelancer no local. Ela também tenta unir seus conhecimentos da universidade com o mundo do café, pensando nas cadeias produtivas alimentares e nas possibilidades de intercâmbio entre as áreas.

Ju Morgado, formada em jornalismo, também mudou de profissão para seguir seu amor pelo café. Começou frequentando uma cafeteria perto do trabalho para escapar da rotina, e logo o interesse pelo café a conquistou.

Ela fez um curso hobby e depois decidiu trabalhar com hospitalidade e atendimento em cafeterias. Para Ju, o fascínio pelo café é intenso e profundo, algo que a envolve completamente.

Protagonismo feminino

De acordo com o Censo Agropecuário do IBGE, o protagonismo feminino no setor cafeeiro tem aumentado significativamente. Em 2017, mais de 40 mil propriedades agrícolas produtoras de café no Brasil eram geridas por mulheres, e a realidade no Distrito Federal acompanha essa tendência.

Ju destaca a importância da visibilidade do trabalho das mulheres no setor, que muitas vezes não recebe o reconhecimento merecido. Ela celebra a força e a dedicação de cada mulher envolvida nesse mercado.

Mariana reforça que teve contato desde o início com profissionais femininas muito competentes, o que a motivou a seguir esse caminho.

Desafios

Apesar da crescente participação feminina no setor, ainda existem obstáculos a superar, como o reconhecimento das mulheres na profissão. Ju relata que muitas vezes clientes confundem quem é o barista, subestimando as mulheres na função.

Outro desafio é a valorização da carreira. Não existem salários fixos ou regras claras, e para se aperfeiçoar é necessário investir em cursos e equipamentos caros. A profissão ainda não é oficialmente reconhecida, e as condições de trabalho nem sempre são adequadas.

Mariana compartilha que seu maior desafio é transformar seu trabalho em carreira estável, mesmo sentindo satisfação em viver do que gosta.

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