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sexta-feira, 08/05/2026

Mulher é presa suspeita de liderar grupo de imigração ilegal para os EUA

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Goiânia – A Polícia Federal prendeu na última quinta-feira (7) uma mulher suspeita de comandar um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos. A mulher, identificada como Maria Helena de Sousa Netto Costa, mantinha contato com coiotes nos EUA e organizava a compra de passagens para imigrantes entrarem ilegalmente no país.

A presa é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Segundo a polícia, cada brasileiro que entrava ilegalmente pagava, em média, 20 mil dólares pelo serviço.

Em cinco anos, 477 pessoas foram levadas aos Estados Unidos por esse esquema, mas os investigadores acreditam que a quantidade real pode ser maior. No total, cinco grupos suspeitos movimentaram cerca de 240 milhões de reais entre 2018 e 2023.

Investigações e prisão

Maria Helena foi detida em sua residência em Goiânia. A investigação começou em 2022, após um grupo de migrantes ser parado no aeroporto de Congonhas e citar seu nome. O marido dela e mais familiares também foram alvo de buscas nessa operação.

A polícia informou que a suspeita atuava no contrabando de imigrantes para os EUA via México há mais de 20 anos. Ela ainda organizava a contratação de advogados para os casos de prisões.

Crimes e organização

Maria Helena e outras três pessoas presas na capital goiana são investigadas por promoção de migração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Se condenados, podem cumprir até 23 anos de prisão.

As investigações mostram que o esquema funcionava de forma estruturada para organizar toda a viagem dos migrantes, desde o Brasil até os Estados Unidos, passando por países como México e Panamá. O grupo tinha membros em diferentes estados brasileiros e no exterior, responsáveis por logística, recepção dos migrantes e movimentação financeira.

Para esconder a origem do dinheiro, que somou cerca de 240 milhões de reais, eram usadas empresas de fachada e esquemas de lavagem de dinheiro com laranjas.

O governador de Goiás, Daniel Vilela, declarou que o caso é investigado desde os anos 2000 e não tem ligação com ele, sua esposa ou o governo estadual, garantindo que o casal não está sendo investigado.

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