Graciele da Silva sabe bem o valor do leite materno doado. Após 14 anos dividindo seu leite entre sua filha recém-nascida e o sobrinho, hoje é a vez de sua filha mais nova, Maitê, se beneficiar dessa generosidade para se recuperar. Prematura, com convulsões e internada em Taguatinga, Maitê recebe o leite por sonda nasal, que tem sido essencial na sua melhora.
Na capital federal, uma rede de solidariedade formada por 14 bancos de leite e sete postos de coleta tem garantido o alimento a milhares de recém-nascidos. De janeiro a março de 2026, 4.089 bebês ganharam essa chance, superando levemente os números do ano anterior. Porém, a coleta ainda não atingiu a meta ideal de 2 mil litros mensalmente, com março acusando 1.700 litros coletados.
Segundo Graça Cruz, coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno, o foco está nos bebês prematuros e enfermos. Ela destaca a importância do leite materno, considerado padrão ouro pelo Ministério da Saúde para a alimentação infantil até a primeira infância, com a recomendação da continuidade da amamentação até os 2 anos.
As doadoras podem se cadastrar pelo programa Amamenta Brasília, pela internet ou pelo telefone 160 (opção 4). O banco de leite mais próximo orienta sobre higiene, coleta e armazenamento, garantindo segurança e qualidade.
Graciele resume a importância da doação: “Se não fosse o banco de leite, eu não sei o que seria da minha Maitê. O leite está ajudando na melhora dela, ela está saudável, ganhando peso e em breve vai sair do hospital”.

