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sexta-feira, 17/04/2026

Mãe de Maceió cuida de cinco filhos com autismo e enfrenta desafios

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Luana Rodrigues de Araújo é uma mãe de Maceió que cuida de cinco filhos com autismo, além de lidar com outras condições como TDAH e ansiedade. Apesar de ter perdido grande parte da visão, ela transformou os desafios do dia a dia em um movimento de apoio para outras famílias em Alagoas.

Com 45 anos, Luana dedica-se a apoiar seus filhos, que possuem diferentes níveis de autismo e outras condições, e enfrenta uma rotina intensa de cuidados, incluindo escola, terapias e consultas médicas. Ela é confeiteira e usa sua experiência para fortalecer sua família e sua comunidade.

Luana Rodrigues de Araújo explica que muitas vezes precisa ajudar seus filhos a entender o mundo e também traduzir o mundo para eles. A rotina exige muita paciência e adaptação, pois cada criança tem suas particularidades e necessidades específicas.

A saúde de Luana é uma preocupação constante. Ela perdeu a visão de um dos olhos em uma cirurgia e no outro olho sua visão foi reduzida pela metade devido a descolamento de retina e glaucoma. Isso a obrigou a se mudar para perto de uma rede de apoio formada por amigas e vizinhos para conseguir lidar melhor com as demandas da casa.

A família é composta por cinco filhos com diferentes desafios: Cauã (17 anos) e Davi (14 anos) têm autismo nível 1 e ansiedade; Helena (11 anos) tem TDAH, autismo nível 1 e ansiedade; Benício (9 anos) tem TDAH e autismo nível 2; e Mateus (7 anos) tem TDAH e autismo nível 2, com dependência maior para cuidados pessoais.

Comunicação funcional foi uma conquista difícil para os filhos mais novos, que antes não falavam. Luana destaca que cada criança tem um jeito e uma frequência própria, e isso exige atenção e adaptação constantes.

Antes de ser conhecida como mãe dedicada, Luana se destacou como confeiteira, recebendo apoio financeiro para expandir seu negócio. No entanto, as demandas da maternidade e da saúde passaram a ser sua prioridade máxima.

Luana também enfrentou o desafio da falta de reconhecimento do autismo de seus filhos, mesmo com sintomas claros. Ela buscou diversas avaliações para validar a realidade da sua família e reforçar seus direitos.

Ela fundou a ABAFE (Associação Brasileira das Famílias Atípicas Empreendedoras) para ajudar outras famílias com pessoas com deficiência, organizando feiras e oferecendo suporte para geração de renda e troca de apoio.

O grupo já conta com mais de 400 famílias e inspira iniciativas semelhantes em outras regiões do Brasil.

Especialistas explicam que o autismo e o TDAH podem ser herdados dentro das famílias por causas genéticas combinadas com ambiente, o que resulta em diferentes níveis e necessidades entre irmãos.

Apesar dos desafios, a falta de serviços integrados no Brasil dificulta o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo, aumentando a carga emocional e financeira para famílias como a de Luana. Ela defende a criação de políticas públicas focadas em oferecer apoio constante às famílias afetadas.

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