Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguardam a ida do petista ao Amazonas para definir a chapa da centro-esquerda ao Senado na região. O diretório estadual quer colocar o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, na segunda vaga do líder do MDB, Eduardo Braga.
A viagem de Lula a Manaus, prevista para entrega de obras do seu governo, será um momento importante para os pré-candidatos mostrarem força. O PT insiste em ter um representante na chapa majoritária, enfrentando resistência de Braga para assumir apoio público.
O PT acredita que Lula precisa de um palanque e porta-voz no Amazonas para combater a direita bolsonarista, papel que nem Braga nem Omar Aziz (PSD), senador e candidato ao governo, querem assumir, focando no eleitorado de centro.
No lado da direita, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta Maria do Carmo Seffair para o governo do estado e o deputado federal Alberto Neto para o Senado. Também concorrem o senador Plínio Valério (PSDB), que busca a reeleição, e o ex-governador Wilson Lima (União Brasil).
Pesquisa eleitoral aponta lideranças
- Alberto Neto (PL) – 27%
- Eduardo Braga (MDB) – 20,7%
- Marcelo Ramos (PT) – 8,8%
- Plínio Valério (PSDB) – 6,4%
- Wilson Lima (União Brasil) – 5,3%
- Marcos Rotta (Avante) – 4,3%
- Delegado Costa e Silva (Solidariedade) – 2,5%
- Branco/nulo – 6,4%
- Não sabe/não respondeu – 18,6%
A pesquisa foi feita entre 18 e 24 de março, com 1.220 entrevistados. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança.
O MDB está cauteloso para anunciar a chapa, aguardando a visita de Lula ao Amazonas e uma nova pesquisa para decidir oficialmente. Alguns membros do MDB temem que a entrada de Marcelo Ramos possa dividir o voto da centro-esquerda entre ele e Braga, favorecendo a direita no segundo voto.
Lula no Amazonas em 2022
Nas eleições de 2022, Lula obteve 51,1% dos votos válidos no Amazonas, contra 49,8% de Jair Bolsonaro. Apesar da vitória geral no estado, o petista perdeu em Manaus, que deu mais de 250 mil votos a mais para Bolsonaro.
A coligação apoiada pelo PT elegeu o senador Omar Aziz (PSD) para o Senado, derrotando Coronel Menezes (PL). As duas suplências do líder do PSD são ocupadas por petistas.
