O Irã apresentou uma nova proposta aos EUA visando a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do conflito atual. A proposta principal sugere o adiamento das negociações sobre o programa nuclear para focar primeiro na estabilização militar e econômica.
Fontes indicam que essa estratégia busca destravar a diplomacia, que está emperrada pelas divisões internas na liderança iraniana sobre concessões nucleares aceitáveis. Essas informações foram divulgadas pelo portal Axios.
Embora pareça um caminho mais rápido para a paz, a proposta apresenta um dilema para a Casa Branca. Ao separar o fim das hostilidades da questão nuclear, o Irã tenta eliminar o principal trunfo do presidente Donald Trump.
O presidente americano considera o bloqueio naval e a pressão militar essenciais para forçar Teerã a abandonar seu estoque de urânio enriquecido e suspender permanentemente o enriquecimento, que são pontos centrais de sua estratégia de guerra.
Dos EUA, a resistência ao plano iraniano é clara. Trump indicou recentemente que planeja manter o cerco naval que limita as exportações de petróleo do Irã.
Pressão sobre infraestrutura
A estratégia de Washington se baseia na vulnerabilidade da infraestrutura do Irã: sem poder escoar a produção, o sistema de oleodutos enfrenta riscos técnicos significativos. Trump acredita que essa pressão extrema fará o regime ceder em breve.
Esse cenário será discutido em uma reunião importante da equipe de segurança nacional dos EUA nesta segunda-feira (27/4), onde será decidido se aceitarão a dissociação proposta pelo Irã ou manterão a estratégia de “pressão máxima”.
A reunião ocorre em um momento de alta tensão, após o fracasso das tentativas diplomáticas durante a visita do chanceler iraniano ao Paquistão.
