Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979, apresentando uma redução de 15% em comparação com o ano anterior. A ocorrência de casos causados por Plasmodium falciparum, a forma mais severa da doença, caiu 30%, e os óbitos diminuíram 28%.
Esses dados foram destacados em 25 de abril, Dia Mundial de Combate à Malária, uma data estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2007. A campanha reforça a importância da prevenção, do diagnóstico rápido e do tratamento correto, além de reconhecer o trabalho dos profissionais de saúde, pesquisadores, gestores e comunidades.
No evento 18ª ExpoEpi, o Ministério da Saúde entregou os “Selos de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Malária” para os municípios rondonienses de Porto Velho, Itapuã do Oeste, Cujubim, Guajará-Mirim e Candeias do Jamari. Essa iniciativa valoriza experiências bem-sucedidas e fortalece a vigilância em saúde visando eliminar a doença.
Entre as ações adotadas está a ampliação do acesso a testes rápidos para diagnóstico em áreas remotas. Além disso, desde março de 2024, o país oferece o medicamento tafenoquina para o tratamento da malária causada por Plasmodium vivax. Em março de 2026, passou a disponibilizar a formulação pediátrica, priorizando as populações indígenas. O Brasil é o primeiro país a fornecer a tafenoquina pelo sistema público de saúde.
Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, ressaltou que “a eliminação da malária exige vigilância constante, inovação e compromisso coletivo. O Brasil tem progredido de forma consistente, mas continuamos empenhados em ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento rápido e ações preventivas, especialmente nas regiões mais vulneráveis”.
A malária é uma doença infecciosa causada por parasitos do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles. A maioria dos casos ocorre na região Amazônica, abrangendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
Os sintomas comuns da malária incluem febre, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça e dores no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e perda de apetite. Em casos graves, podem ocorrer convulsões, alteração da consciência, hemorragias, dificuldade para respirar e choque, sendo o risco maior para gestantes, crianças e pessoas infectadas pela primeira vez, especialmente por P. falciparum.
A doença tem cura, e o tratamento, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é simples e eficaz. Após o diagnóstico confirmado, o paciente recebe atendimento ambulatorial com medicamentos específicos ou é hospitalizado em casos graves. O diagnóstico e tratamento rápidos ajudam a interromper a transmissão e reduzem complicações.
Para prevenir a malária, recomenda-se o uso de mosquiteiros, roupas que protejam o corpo, telas em portas e janelas e repelentes. Ações coletivas incluem borrifação residual dentro das casas, distribuição de mosquiteiros tratados, saneamento básico, drenagem dos criadouros do mosquito e melhorias nas condições de moradia e trabalho.
Informações fornecidas pela Agência Brasil.
