A Suprema Corte de Israel determinou que os judeus ultraortodoxos que se recusaram a cumprir o alistamento militar obrigatório percam os benefícios financeiros aos quais tinham direito.
A decisão foi unânime e anunciada no domingo, 26 de abril.
O juiz Noam Solberg foi o responsável pela decisão, que contou com o apoio dos demais magistrados da Corte.
O Tribunal destacou que não foram apresentadas ações concretas para cumprir o alistamento obrigatório, como estabelece a lei, não deixando alternativa senão essa punição.
O magistrado expressou pesar pela decisão, afirmando que, após várias tentativas de uma abordagem mais moderada, não restou outra escolha ao Tribunal.
Alistamento obrigatório em Israel
Em Israel, o alistamento militar é obrigatório para a maioria dos judeus a partir dos 18 anos. Os ultraortodoxos tinham uma autorização especial para não servir, desde que se dedicassem exclusivamente aos estudos religiosos.
Porém, essa exceção tem sido questionada pela Justiça. Em 2024, a Suprema Corte determinou que os ultraortodoxos devem retornar ao serviço militar.
A decisão recente reforça que somente os ultraortodoxos que se alistarem terão acesso aos benefícios financeiros, como tarifas reduzidas para compra de imóveis, creches para os filhos e atividades extracurriculares.
