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Inscrições para a Fuvest 2020 começam nesta segunda; saiba como participar

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Candidatos têm até as 12 horas do dia 20 de setembro para se inscrever no site da Fuvest; taxa de inscrição é de R$ 182

Fuvest: inscrições para o vestibular 2020, principal acesso à USP, abrem ao meio-dia desta segunda-feira, 12 (USP Imagens/Divulgação)

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) abre ao meio-dia desta segunda-feira, 12, as inscrições para o vestibular 2020, principal acesso à Universidade de São Paulo (USP). Os candidatos têm até as 12 horas do dia 20 de setembro para se inscrever no site da Fuvest.

A taxa de inscrição é de R$ 182.

A USP disponibilizará 11.147 vagas em 2020, das quais 8.317 para seleção via Fuvest e 2.830 vagas via Sistema de Seleção Unificada (Sisu), voltado aos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Das 8.317 vagas pela Fuvest, 5.424 serão pela modalidade de ampla concorrência; 1.857 para estudantes que, independentemente da renda, tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas; e 1.036 para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) que também tenham estudado em colégios públicos.

Como participar do vestibular Fuvest?

O candidato deve realizar a inscrição para o vestibular até o meio-dia de 20 de setembro pelo site da Fuvest. Os locais de prova da primeira fase serão divulgados no dia 14 de novembro.

As provas serão aplicadas em duas fases: a primeira em 24 de novembro; e a segunda, nos dias 5 e 6 de janeiro. Haverá ainda provas específicas para os cursos de Artes Visuais, Artes Cênicas, Música (São Paulo) e Música (Ribeirão Preto).

A lista de convocados para a segunda fase do vestibular será divulgada no dia 9 de dezembro. Já a lista de aprovados será publicada em 24 de janeiro.

A taxa de inscrição é de R$ 182. O boleto para o pagamento deve ser gerado até 20 de setembro e pago antes do término do expediente bancário no dia 24 de setembro. Não haverá devolução do valor.

Os candidatos poderão escolher entre 10 cidades da região metropolitana de São Paulo e 25 cidades do interior e do litoral do Estado para realizar a prova.

Segurança

A Fuvest utilizará o sistema de reconhecimento facial para identificação e controle de presença durante a aplicação das provas. Para o cadastro inicial da inscrição, é necessário anexar uma foto, cuja imagem deve ter fundo sem detalhes, destacando o rosto do candidato e sem acessórios.

Para coibir fraudes, a Fuvest poderá efetuar filmagem dos locais de aplicação de prova. As imagens serão preservadas na forma da lei.

Será utilizado detector de metais para ingresso nas salas de prova, com o objetivo de garantir a segurança dos candidatos e lisura do exame.

Não será permitido o uso de nenhum tipo de relógio individual ou de outro dispositivo de controle de tempo levados pelo candidato, bem como qualquer tipo de equipamento eletrônico (calculadora, telefone celular, computador, tablet, reprodutor de áudio, máquina fotográfica, filmadora, equipamento eletrônico do tipo vestível – como smartwatch, óculos eletrônicos, ponto eletrônico).

O candidato deverá utilizar o seu próprio número de CPF e o número do seu documento de identidade. A utilização do CPF na inscrição garantirá o acesso do candidato, e apenas dele, com senha de segurança, aos seus dados e a seu desempenho no vestibular.

Já o candidato estrangeiro que não possuir o CPF para se inscrever, deverá entrar em contato com a Fuvest via sistema de atendimento “fale conosco”, para iniciar sua inscrição.

O que levar para realizar as provas

Além dos documentos, o candidato deve levar caneta esferográfica de tinta azul, pois as provas, tanto da primeira fase quanto da segunda etapa, devem ser feitas à tinta. É permitido o uso de lápis (ou lapiseira) para rascunho e de borracha, apontador e régua transparente. O candidato poderá levar, em todos os dias de prova, água e alimentos leves.

A lista de obras de leitura obrigatória

Poemas Escolhidos – Gregório de Matos

Quincas Borba – Machado de Assis;

O cortiço – Aluísio Azevedo;

A relíquia – Eça de Queirós;

Minha vida de menina – Helena Morley;

Angústia – Graciliano Ramos;

Claro enigma – Carlos Drummond de Andrade;

Sagarana – João Guimarães Rosa;

Mayombe – Pepetela

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Liderança indígena no Amapá não foi assassinada, sugere laudo da PF

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Segundo a Polícia Federal, a perícia apontou que a causa da morte do cacique foi afogamento. Um laudo toxicológico deve ser divulgado em 30 dias

Índios Waiãpi relataram que fugiram da aldeia após ameaças
(foto: Apu Gomes/AFP)

A Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira, (16/8), informações sobre o laudo preliminar da morte do indígena Emyra Waiãpi, encontrado morto em julho deste ano no Amapá. Segundo a PF, a perícia apontou que o cacique não foi assassinado e que os indícios são de morte por afogamento.
O documento, assinado por dois médicos legistas, detalha que não foram encontradas lesões de origem traumática no corpo exumado. Além disso, o exame interno indica que a ferida encontrada na cabeça do cacique tratava-se de uma lesão superficial.
“O laudo conclui que o conjunto de sinais apresentados no exame, corroborado com a ausência de outras lesões com potencial de causar a morte, sugere fortemente a ocorrência de afogamento como causa da morte de Emyra Waiãpi”, detalha a PF.

Indígenas denunciaram invasão

No dia 27 de julho, índios da Terra Indígena Waiãpi, localizada nas bacias dos rios Amapari e Jari, no Amapá, pediram ajuda a órgãos federais, após encontrarem o corpo do cacique afogado em um rio. Segundo eles, garimpeiros haviam invadido a região e estavam acampados no interior da terra indígena.
Os indígenas relataram ainda que os invasores entraram na aldeia durante a noite e se instalaram em uma das casas, ameaçando os índios, que fugiram para outras aldeias da região.
A PF fez buscas na região um dia depois das denúncias e não encontrou vestígios de não-índios na área demarcada. O corpo do cacique foi exumado no dia 2 de agosto e a avaliação necroscópica ocorreu na própria terra indígena, com autorização da família e de outros líderes indígenas.
Segundo a perícia, a morte de Emyra ocorreu entre os dias 21 e 23 de julho. A PF aguarda agora um laudo complementar toxicológico, que deve ser entregue em 30 dias. As amostras foram encaminhadas ao Laboratório de Toxicologia Forense.”O resultado servirá apenas para auxiliar na investigação das circunstâncias dos fatos, não interferindo, contudo, na conclusão pericial quanto à causa da morte por afogamento”, concluiu a PF.
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Desmatamento na Amazônia cresceu 15% nos últimos 12 meses

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Somente em julho de 2019, a destruição das florestas somou 1.287 km². É um aumento de 66% em relação a julho do ano passado

Desmatamento avança na floresta Amazônica
(foto: Étore Medeiros/CB/D.A Press)

O desmatamento na Amazônia aumentou 15% nos últimos 12 meses, quando comparado com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Entre agosto de 2018 e julho de 2019, foram desmatados  5.054 km². Pará, Amazonas e Mato Grosso lideram o ranking do período.

A estatística é divulgados um dia depois do anúncio oficial do fim do Fundo Amazônia, financiado pela Alemanha e Noruega. Mais de R$ 100 milhões seriam usados para proteger a floresta e desenvolver projetos na região.

Somente em julho de 2019, mês que fecha o calendário oficial do desmatamento, a destruição das florestas somou 1.287 km². É um aumento de 66% em relação a julho de 2018. O Acre, que tradicionalmente não costuma aparecer na lista dos estados que mais desmatam, ocupou a terceira posição do ranking com um aumento de 257% no mês.
Os municípios com maiores áreas desmatadas, em julho de 2019, foram Altamira (128 km²) e São Félix do Xingu (96 km²), no Pará, e Porto Velho (78 km²), em Rondônia.
A Unidade de Conservação com a maior área desmatada (82 km²), em julho de 2019, foi a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará. Em Rondônia estão localizadas as outras duas Unidades de Conservação com maior área desmatada no mês: Florex Rio Preto-Jacundá e Resex Jaci-Paraná que perderam 40 e 25 km², respectivamente.

Outro ponto de alerta é o desmatamento em Terras Indígenas. As três áreas indígenas mais desmatadas em julho ficam no Pará: as reservas Apyterewa e Trincheira Bacajá, ambas no sudoeste do estado, e a reserva Ituna/Itatá, no sudeste do Pará.

Desmatamento x Degradação

O desmatamento é um processo de conversão da floresta para outros usos da terra, como pastagens, áreas de cultivos agrícolas, mineração, ou mesmo, para fins de urbanização. Para isso, é necessário a remoção completa da cobertura florestal original, enquanto que a degradação florestal remove parcial e temporariamente essa cobertura.
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Auditores da Receita se sentem abandonados e perseguidos na Esplanada

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Segundo auditores ouvidos pelo Correio, vários profissionais falam em entregar o cargo e há mobilização na área de fiscalização para paralisação da atividade por falta de segurança jurídica

O clima na Receita Federal está pesado desde que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu suspender investigação fiscal contra 133 contribuintes — entre eles, Gilmar Mendes —, e determinou o afastamento temporário de dois servidores do órgão, na semana passada. Segundo auditores ouvidos pelo Correio, vários profissionais falam em entregar o cargo e há mobilização na área de fiscalização para paralisação da atividade por falta de segurança jurídica.

Há uma profunda decepção entre os auditores da Receita, não apenas com a decisão do Supremo, mas também com a falta de defesa pública da categoria por parte do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do secretário da Receita, Marcos Cintra. Desde a semana passada, o assunto tem dominado os corredores do órgão. Auditores trocam mensagens de decepção, por WhatsApp, e se sentem abandonados em um momento em que se dizem perseguidos pelos Três Poderes.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Receita entregue a lista de servidores que acessaram dados de autoridades nos últimos cinco anos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se referiu, na segunda-feira, a “excessos” quando falava de atos do Fisco no programa Roda Viva.  Para ele, o órgão acumulou muitos poderes “ao regular, fiscalizar e julgar” os contribuintes.

Sonegação

“A Receita Federal, por fazer o que faz, carrega um ódio grande da sociedade. Polícia combate bandido, isso dá Ibope. MP combate corrupção, isso dá Ibope. Receita cobra imposto … isso não dá Ibope. Sonegar no Brasil é conduta culturalmente tolerável e bem-vista. Em outros países é crime penalizado com cadeia”, diz uma das mensagens que circulou na Receita.

Desde domingo, um vídeo gavado pelo auditor e professor de cursos preparatórios de concurso para a Receita Diogo Moreira, em seu canal no YouTube, criticando a decisão do Supremo, somou mais de 10 mil visualizações. “Os dois auditores estavam efetuando fiscalização de empresas e parentes de ministros do STF. Ora, não me lembro de ter visto em nenhum lugar da Constituição, que todo mundo está sujeito ao Imposto de Renda e à fiscalização, exceto empresas e parentes do STF”, diz no vídeo. A operação de fiscalização, no total, tinha 133 alvos, dois eram relacionados aos ministros do STF e os outros 131, não. A Fiscalização está suspensa para todos os 133. Minha mãe, uma vez, caiu na malha fina. Eu juro que, se eu soubesse que era assim, eu tinha tentado intervir, de alguma forma, afinal, eu sou um auditor da Receita Federal, como que minha mãe pode ser fiscalizada?”, ironiza Moreira no vídeo.

O professor explica detalhadamente o processo para chegar aos 133 nomes. Segundo ele, há uma análise prévia, observando normas internas, que se seleciona os contribuintes que passam por uma filtragem eletrônica, sem que ninguém intervenha. Na semana passada, 195 integrantes da Receita Federal, incluindo funcionários e subsecretários, assinaram uma carta aberta pedindo que o STF reveja a decisão que suspendeu a investigação contra 133 pessoas e interrompeu o trabalho de dois auditores.

 

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