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domingo, 03/05/2026

IA melhora gestão hospitalar no DF com apoio da FAPDF

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A saúde pública do Distrito Federal está recebendo uma grande ajuda com um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), através do Programa Desafio DF de 2025. Chamado “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”, o projeto busca criar uma plataforma inteligente para acompanhar, em tempo real, o percurso do paciente dentro do sistema de saúde, desde a entrada no hospital até a alta.

Coordenado pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), o projeto terá início no Hospital Regional do Gama (HRG) e deve se expandir para outras unidades públicas. A implementação começa em setembro deste ano. A coordenação está sob responsabilidade de Marcelo Estrela Fiche, pesquisador com experiência em economia aplicada, gestão pública e inovação.

“A ciência não é só feita em laboratórios, ela serve para ajudar a população a resolver problemas reais. Isso é o que a FAPDF busca ao investir em pesquisa e tecnologia aplicada: transformar conhecimento em soluções que melhoram a saúde pública no Distrito Federal”, destaca Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.

O projeto pretende acabar com a fragmentação atual no atendimento, pois as informações estão espalhadas em sistemas que não conversam entre si, causando atrasos em exames, erros na administração de medicamentos e internações mais longas. A plataforma vai juntar dados assistenciais, operacionais e administrativos em um grande banco de dados, usando processos para extrair, transformar e carregar informações de várias fontes, criando um perfil clínico único para cada paciente.

Usando inteligência artificial clínica, o sistema vai analisar uma grande quantidade de dados para identificar riscos, como sepse ou insuficiência respiratória, e acionará automaticamente os protocolos de atendimento. Também enviará alertas em tempo real para evitar erros ou atrasos, permitindo um modelo preditivo em vez de apenas reagir aos problemas.

A segurança dos dados é uma prioridade, com anonimização das informações, uso de blockchain para rastreamento e respeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O sistema ainda terá um módulo de inteligência epidemiológica para analisar dados da população, mapear surtos e prever demandas, ajudando a gestão pública a usar os recursos de forma eficiente.

Com investimento maior que R$ 3,8 milhões e execução prevista para 12 meses, o projeto promete reduzir eventos adversos, diminuir o tempo de internação e melhorar o uso dos recursos hospitalares, transformando o cuidado em saúde no Distrito Federal.

Com informações da FAPDF

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