Diante do aumento de doenças respiratórias e novas variantes de vírus, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), criaram a máscara Vesta, que vai além da proteção física comum.
Essa máscara usa nanotecnologia feita com quitosana, uma substância retirada da casca de crustáceos como caranguejo, camarão e lagosta. Entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira envolve e destrói a membrana de vírus, bactérias e fungos, impedindo que eles passem e causem doenças.
Com aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no modelo PFF2, a máscara tem propriedades que matam vírus, bactérias e fungos, protegendo contra vários vírus respiratórios, incluindo coronavírus e gripe.
O projeto começou em 2021, durante a pandemia de covid-19, liderado pela professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, com a participação das pesquisadoras Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Em 2023, os testes clínicos finais foram feitos com coordenação do professor Rodrigo Luiz Carregaro, mostrando que a máscara é eficaz e segura.
Hoje, a tecnologia está quase pronta para uso real e produção em grande escala. O desenvolvimento contou com investimentos de R$ 76.825 pelo convênio Transparência Covid (2020), em parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão do edital Demanda Induzida (2021).
Esse avanço impulsiona a inovação científica no Distrito Federal, criando soluções importantes para a saúde pública.
