O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou um investimento de R$ 53 milhões para construir um sistema que levará água à maior reserva indígena urbana do Brasil, localizada em Dourados, Mato Grosso do Sul.
A reserva indígena é composta pelas aldeias Bororó e Jaguapiru, onde vivem cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena. Essas comunidades enfrentam a falta de água há mais de cinco anos. A situação piorou com um surto recente de chikungunya na cidade, afetando principalmente os indígenas. Dados do Ministério da Saúde indicam 3.596 notificações da doença em Dourados, com 1.314 casos confirmados, sendo 914 indígenas.
Ao assumir o ministério, Eloy Terena autorizou o início das obras para atender essa necessidade urgente das comunidades. As lideranças indígenas pediram a criação de um grupo para monitorar semanalmente o uso dos recursos do governo local e federal, não somente para essa obra, mas para ações contra a chikungunya.
Os recursos foram repassados ao estado do Mato Grosso do Sul, que realizará o projeto pela empresa de saneamento Sanesul. A autorização final para começar as obras, que incluem a perfuração de dois grandes poços e a instalação de rede de distribuição nas aldeias, foi assinada recentemente. O projeto aguarda aprovação da Caixa Econômica Federal para o repasse do dinheiro.
A Sanesul fez o cadastro para os poços junto à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com previsão para contratar e começar os trabalhos ainda neste semestre. Os editais para as próximas fases serão publicados assim que os recursos forem liberados pela Caixa. A expectativa é que a obra termine em até dois anos.
Enquanto isso, as aldeias são atendidas por 15 poços instalados de emergência em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), equipados com caixas d’água, bombas e painéis solares. Os novos poços prometem resolver o problema definitivamente, com a construção dos poços e a instalação da rede de água nas aldeias.
