O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, junto a outros 11 países, condenou com veemência os ataques do exército de Israel contra uma flotilha de ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza. A interceptação ocorreu na quarta-feira, 29 de abril.
Além do Brasil, os países que se manifestaram contra os ataques foram Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão, África do Sul e Espanha.
Em nota oficial, os ministros dos países envolvidos afirmaram que as ações israelenses violam o direito internacional e o direito humanitário, ao prenderem ativistas humanitários em águas internacionais. Eles manifestaram preocupação com a segurança dos civis envolvidos.
A missão humanitária era organizada pela Global Sumud Flotilla. A organização informou que quatro brasileiros estavam na embarcação, incluindo o ativista Thiago Avilla, que já foi preso por forças israelenses em outras ocasiões.
Detalhes sobre a ação
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, 175 pessoas foram capturadas durante a interceptação da flotilha dirigida à Faixa de Gaza.
O governo israelense alega que o grupo terrorista Hamas está por trás da flotilha, com o objetivo de contrariar um plano de paz negociado na região.
As autoridades encontraram substâncias suspeitas nas embarcações, como preservativos e produtos que lembram drogas.
Por sua vez, a Global Sumud Flotilla rejeita as acusações e considera a ação de Israel uma forma de pirataria, caracterizando-a como uma captura ilegal dos ativistas.
