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sexta-feira, 01/05/2026

BC restringe serviços de câmbio a instituições autorizadas

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Nathalia Garcia
Folhapress

O Banco Central anunciou nesta quinta-feira (30) uma nova regra que limita a prestação de serviços de pagamento e transferência internacional usando operações agrupadas de câmbio, conhecidas como eFX, apenas a instituições autorizadas.

Essa medida, que começa a valer em 1º de outubro, permite que instituições sem autorização continuem oferecendo o serviço eFX, desde que solicitem a aprovação do Banco Central até maio de 2027.

O serviço eFX consiste em operações cambiais feitas em conjunto, onde a instituição reúne várias transações pequenas de clientes e realiza uma única operação com o valor total. Isso torna os pagamentos e transferências internacionais mais rápidos e simples.

Essas operações incluem pagamentos para outros países, transferências entre contas em diferentes nações e compra de produtos ou serviços no exterior.

De acordo com o Banco Central, a nova regra visa aumentar a segurança, transparência e adequar o Brasil às normas internacionais contra fraudes financeiras.

Para proteger os usuários, as instituições autorizadas precisarão fornecer relatórios mensais detalhados ao Banco Central e usar contas separadas exclusivamente para os recursos dos clientes do eFX.

Podem atuar nesse mercado bancos comerciais, corretoras de câmbio, instituições de pagamento e outros tipos. Atualmente, entre 100 e 150 instituições oferecem o serviço de eFX no Brasil.

A norma também amplia o uso do serviço para investimentos no mercado financeiro nacional e internacional, com limite de US$ 10 mil por operação. Transações maiores deverão continuar sendo feitas individualmente. A ideia é tornar os investimentos em portfólio mais ágeis.

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