Mariana Brasil e Caio Spechoto
Folhapress
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (30) que vai aumentar a quantidade de etanol e biodiesel presentes na gasolina e no diesel, respectivamente.
Ele afirmou: “Se queremos ajudar a proteger o planeta, o Brasil é um exemplo com combustível limpo e eficiente. Nesta semana, vamos anunciar o aumento do etanol de 30% para 32% e do biodiesel de 15% para 16%. Vamos avançar 1% por vez para mostrar ao mundo que, se alguém quer criar combustível renovável, não precisa investir tanto em pesquisa. Venham ao Brasil, onde temos a tecnologia pronta”.
O governo planeja essa mudança para tentar diminuir o impacto do aumento dos preços do petróleo, causado pelo conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que elevou o preço do combustível no mundo.
A confirmação oficial deve ser divulgada a partir da próxima semana, depois que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reunir no dia 7 de maio.
O anúncio foi feito durante a apresentação de uma nova fase do programa Move Brasil, que oferece crédito para a compra de caminhões e ônibus. Essa iniciativa beneficia especialmente os caminhoneiros, categoria que antes tinha mais afinidade com o governo anterior.
Lula afirmou na cerimônia: “No governo, não é só palavra que gera resultados, é o tamanho do projeto”. Ele destacou o papel do ministro do Orçamento e Planejamento, Bruno Moretti, que tem conseguido liberar recursos para os projetos.
“Quando falta dinheiro, seja no planejamento ou no orçamento, chamamos o Bruno Moretti. Ele procura nas reservas e encontra recursos para realizarmos as ações”, disse.
Entre as principais medidas do governo para enfrentar os efeitos da guerra estão a redução dos impostos PIS e Cofins sobre o diesel e o incentivo para que os estados também reduzam o ICMS.
Até o momento, governadores não mostraram muito interesse em aderir a essa medida, apesar do apoio do governo federal e da pressão do presidente Lula.
Enquanto isso, a Petrobras aumentou os preços dos combustíveis, consumindo parte do benefício proporcionado pelas ações do governo.
