O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), lançou sete centros chamados Cidadania PopRua na cidade de São Paulo. O evento ocorreu no Sesc Santo Amaro e contou com a participação de autoridades e representantes de várias instituições.
Esses centros oferecem atendimento público com equipes multidisciplinares que integram serviços de direitos humanos e cuidados básicos, como higiene, hidratação e guarda de pertences. Em São Paulo, os centros estarão localizados nos bairros Santo Amaro, Cidade Tiradentes, Santana, Cambuci, Vila Leopoldina, Brás e Sé.
A iniciativa tem como objetivo diminuir os problemas sociais e de saúde, especialmente para pessoas vulneráveis pelo uso de substâncias, além de facilitar o acesso a políticas públicas. Um dos principais focos é ouvir com atenção para garantir o acesso à justiça e promover os direitos civis dessas pessoas.
Caroline Reis, secretária-executiva do MDHC, destacou a importância de um atendimento especializado e com respeito aos direitos humanos. “Queremos acolher essas pessoas com carinho, ouvindo suas necessidades, oferecendo apoio, e proporcionando condições mínimas de dignidade, como banho, corte de cabelo e um local para guardar seus pertences, inclusive para seus animais de estimação”, disse.
Durante a mesma semana, foram inaugurados centros semelhantes em Belém (PA), Distrito Federal e Belo Horizonte (MG). No total, estão previstas 47 unidades do Cidadania PopRua em 21 estados e no Distrito Federal, seguindo o Plano Ruas Visíveis.
No mesmo evento, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou o primeiro censo nacional da população em situação de rua, uma importante novidade para obter dados oficiais exclusivos dessa parte da população brasileira.
A metodologia do censo será desenvolvida com a ajuda da sociedade civil para garantir dados que ajudem a criar políticas públicas mais eficientes. O presidente do IBGE, Márcio Pochmann, explicou que os censos anteriores não incluíam pessoas sem endereço fixo, razão pela qual o novo censo é fundamental para medir essa população.
O censo piloto será feito em cinco capitais escolhidas por suas características diversas: Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Goiânia (GO) e Florianópolis (SC). A previsão é que o levantamento ocorra em 2028, depois de planejamento e consultas com movimentos sociais, pesquisadores e gestores.
Pochmann ressaltou que a metodologia brasileira pode servir como exemplo mundial, já que não existe um padrão internacional para pesquisas desse tipo. Embora sejam usados dados de programas sociais e levantamentos regionais, o censo nacional permitirá políticas mais precisas para enfrentar o aumento da população em situação de rua.
Com informações da Agência Brasil
