A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma quadrilha que aplicava um golpe milionário usando ‘laranjas’ para criar perfis financeiros falsos e obter crédito ilegalmente. A operação resultou no bloqueio de mais de R$ 11 milhões em contas ligadas ao grupo e na apreensão de veículos adquiridos com o dinheiro do golpe.
A investigação revelou que o grupo atuava há mais de cinco anos, manipulando identidades de vítimas para abrir contas bancárias e contratar consórcios com documentos falsificados. A estratégia permitia que os criminosos utilizassem as contas em nome dos ‘laranjas’ para obter empréstimos e ampliar os lucros em um ciclo contínuo de fraude.
Após a liberação das cartas de crédito, os veículos eram comprados e revendidos rapidamente com descontos, enquanto as parcelas dos financiamentos deixavam de ser pagas, deixando as dívidas em nome dos clientes formais e ocultando os reais beneficiários.
Estrutura da organização
O grupo criminoso possuía uma forte ligação familiar, com duas irmãs como líderes e a participação de seus atuais e ex-companheiros. A investigação indicou um alto grau de confiança interna e divisão coordenada de funções. A maioria dos envolvidos era composta por homens entre 20 e 60 anos, distribuídos em diferentes níveis de atuação.
Ações da polícia
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades do Distrito Federal e Entorno, incluindo Ceilândia, Taguatinga, Guará, Vicente Pires e Águas Lindas de Goiás (GO). Foram expedidos mandados de prisão contra investigados identificados pelas iniciais K.C.B., R.F.S., L.A.R.N., L.S.F. e L.M..
Além dos veículos, armas de fogo usadas pelos criminosos foram apreendidas. Os bens permanecerão à disposição da Justiça e poderão ser vendidos para ressarcir parte dos prejuízos causados às vítimas.
Investigações e penalidades
A operação, denominada Vitruvio, contou com o apoio do Departamento de Operações Especiais e do Departamento de Trânsito do DF. Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo da participação individual de cada um.
