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sexta-feira, 08/05/2026

PF prende quatro pessoas em Goiás por suspeita de esquema de imigração ilegal

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A Polícia Federal prendeu quatro pessoas na quinta-feira (7) em Goiás durante uma operação que investigava um esquema de imigração ilegal para os Estados Unidos. Esta ação, chamada Operação Travessia, também ocorreu no Amapá.

As investigações, realizadas entre 2018 e 2023, revelaram cinco grupos suspeitos que atuavam de forma organizada e internacional. Estes grupos movimentaram cerca de R$ 240 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, essas organizações facilitaram a entrada ilegal de pelo menos 477 brasileiros nos Estados Unidos.

Os suspeitos coordenavam toda a jornada das viagens, desde o Brasil, utilizando aviões, passando por países como México e Panamá, até a travessia terrestre para os Estados Unidos.

Além disso, os grupos contavam com integrantes de outros estados do Brasil e do exterior, responsáveis pela logística, recepção dos imigrantes e operações financeiras.

Foi descoberta também a existência de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro e esconder a origem dos recursos financeiros movimentados.

Uma das pessoas presas preventivamente é Maria Helena de Sousa Netto Costa, que é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Segundo a TV Anhanguera, ela foi detida em Goiânia.

O governador declarou que ele e sua esposa, Iara Netto Vilela, não têm qualquer ligação com o caso.

“São fatos investigados desde meados dos anos 2000, conforme informou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás”, diz o comunicado oficial.

A defesa de Maria Helena afirmou à TV Anhanguera que recebeu a notícia da prisão com surpresa e aguarda o acesso total aos autos para analisar os fatos tecnicamente.

Os advogados consideram a prisão preventiva desnecessária, argumentando que a investigada não oferece risco à ordem pública, ao andamento do processo ou à aplicação da lei.

“As providências para a liberação imediata dela já estão em andamento. A defesa confia no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Estamos à disposição”, diz a nota da defesa.

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