O leilão do terreno de uma casa abandonada no Park Way, no Distrito Federal, foi cancelado nesta quinta-feira (7/5). A decisão ocorreu porque uma das proprietárias da casa não foi oficialmente avisada sobre o processo. Essa proprietária afirmou que desconhecia a situação do imóvel, que pertence a um casal separado desde 2012.
Após o divórcio, o casal decidiu evitar contato, mas não formalizou a divisão da propriedade na Justiça. Segundo a advogada Pollyana Cruz, que representa a ex-esposa, foi acordado que a mulher moraria em um imóvel em Águas Claras, enquanto o homem ficaria no terreno do Park Way. Ambos os imóveis foram comprados durante o casamento, que foi sob o regime parcial de bens.
A porta de entrada da casa está protegida por correntes e cadeados, mas um vidro quebrado permite ver detalhes do interior. Os móveis, quadros decorativos e até um porta-retratos continuam no lugar, como se o tempo não tivesse passado. Sobre a mesa de centro, as peças de um jogo de xadrez estão organizadas, despertando a curiosidade dos moradores de Brasília sobre o motivo do abandono.
O terreno ao redor da casa está cheio de perigos devido à falta de manutenção. Folhas caídas dificultam a aproximação, criando um efeito parecido com areia movediça. Além disso, há água parada e árvores que podem cair, gerando riscos.
O proprietário aparece no local de forma irregular e não se comunica com a administração do condomínio para resolver os problemas existentes. Ele também não realizou reparos nem retirou veículos abandonados no terreno. Esse homem possui ainda vários processos judiciais por falta de pagamento e questões criminais, como ameaça, casos relacionados à Lei Maria da Penha, difamação e fugir de local de acidente de trânsito.
A posição do proprietário
De acordo com o proprietário, a falta de notificação da ex-companheira dificulta a resolução do caso e aumenta a dívida do condomínio. Ele afirma que essa falha impede a realização do leilão, mencionando um caso anterior de leilão indevido em 2014.
O proprietário confirma a existência de outros processos relacionados à inadimplência, especialmente sobre os veículos guardados na propriedade, que aguardam decisão judicial.
Ele nega ter cometido agressões ou ameaças e afirma que essas são acusações falsas. O proprietário menciona que a única questão envolvendo funcionários da Secretaria de Saúde foi formalmente denunciada à ouvidoria do GDF.
