A Operação Compliance Zero entra em uma nova fase que traz à tona as ligações políticas de Daniel Vorcaro com líderes do Centrão. Esta etapa aprofunda as investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master e aumenta a pressão sobre a delação premiada do banqueiro.
O foco principal recai sobre o presidente do Partido Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), acusado pela Polícia Federal de utilizar seu mandato para beneficiar interesses do antigo banco. Para que a delação de Vorcaro seja aceita, ele precisa apresentar provas inéditas e revelar nomes importantes, evitando qualquer seletividade. Os advogados do banqueiro já entregaram documentos complementares às autoridades para tentar fechar o acordo.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República avaliam a profundidade das provas apresentadas e se ainda são necessárias novas diligências. A análise dos anexos pode levar meses, mostrando que o caso está longe do fim.
Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde março, no âmbito da terceira fase da investigação que apura a venda de carteiras de créditos fraudulentas. A defesa manifesta a disposição do banqueiro em colaborar integralmente, sem proteger nenhum envolvido, apesar das tentativas do Centrão de negociar uma delação seletiva.
Recentemente, a análise dos celulares apreendidos com Vorcaro revelou arquivos digitais relevantes para a investigação. O inquérito, com vigência renovada, deve ser prolongado por decisão do Supremo Tribunal Federal, mantendo as investigações em andamento e sob rigoroso acompanhamento das autoridades.
