O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado na Casa Branca, foi avaliado de forma positiva pelo governo brasileiro. A reunião de cerca de três horas teve como foco melhorar a relação entre os dois países e discutir temas estratégicos para o Brasil.
Após o encontro, Lula voltou ao Brasil com a consolidação da aproximação diplomática com os Estados Unidos. Durante a reunião, foram abordados assuntos como cooperação no combate ao crime organizado, minerais críticos e terras raras, tarifas comerciais e investimentos. Também foram tratadas questões geopolíticas, incluindo o cenário no Irã e a situação de Cuba. Segundo Lula, Trump garantiu que não há intenção de invadir Cuba.
Cooperação contra o crime organizado
Lula esclareceu que a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, tema que está em análise nos EUA, não foi discutida. O governo brasileiro rejeita essa ideia por temer interferências externas.
Os líderes conversaram sobre a importância da cooperação no combate ao crime organizado na América Latina. O Brasil propôs a criação de grupos de trabalho com os EUA para tratar do tema, incluindo repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.
Parceria em minerais críticos
Outro ponto tratado foi a parceria para exploração de minerais críticos, especialmente terras raras. Lula enfatizou que o Brasil não tem preferência por parceiros internacionais e quer exercer soberania sobre a exploração e cadeia produtiva desses minerais.
O governo brasileiro informou ao presidente americano sobre o projeto de lei da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, recentemente aprovado na Câmara e enviado ao Senado. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, avaliou o resultado da reunião como altamente positivo para atrair investimentos norte-americanos.
Troca de elogios
Ao final, os presidentes trocaram elogios. Lula declarou estar satisfeito com o encontro e ressaltou a boa relação entre os países. Ele recordou o primeiro encontro com Trump na Assembleia Geral da ONU, em 2025, descrevendo a relação como uma conexão rápida e positiva.
Trump, por sua vez, chamou Lula de “o dinâmico presidente do Brasil” em rede social, destacando a produtividade da reunião e o diálogo sobre comércio e tarifas.
