Por Guilherme Abarno
O Governo Federal lançou em 4 de maio o Novo Desenrola Brasil, um programa que busca aliviar as dívidas dos brasileiros e reduzir o número de pessoas com débitos atrasados. A iniciativa oferece a chance de renegociar dívidas com descontos de até 90%, além de permitir o pagamento parcelado em até quatro anos com juros menores. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de 27 milhões de brasileiros podem ser beneficiados pelo programa.
A situação do endividamento no país vem se agravando, e em 2026 já afeta mais de 82 milhões de pessoas, um aumento de 9,4% comparado ao ano anterior, conforme dados do Serasa. No Distrito Federal, o problema é ainda mais grave, sendo a segunda região com maior proporção de pessoas inadimplentes, atrás apenas do Amapá.
O programa é dividido em quatro grupos principais: famílias, beneficiários do Fies, micro e pequenas empresas, e pequenos agricultores. O governo estima que até 20 milhões de famílias possam ser alcançadas, além de 15 milhões de aposentados que têm dívidas consignadas com o INSS, 700 mil servidores públicos, 1,5 milhão de estudantes com débitos no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e 800 mil agricultores que participam do crédito rural.
No aspecto regional, o endividamento continua alto. Segundo o Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa, mais de 1,4 milhão de habitantes do Distrito Federal estão inadimplentes. A maior parte das dívidas está relacionada a instituições financeiras e cartões de crédito (26,17%), um padrão que se repete no restante do país mostrando a dependência do crédito para complementar a renda.
Além disso, há muitas dívidas referentes a contas de serviços básicos como água, energia elétrica e gás (25,38%), além de financeiras (20,53%). Outros débitos estão ligados a serviços diversos (13,53%) e menor participação de setores como varejo, telecomunicações, securitização e cooperativas.
Para aderir ao programa, o beneficiário deve fazer contato direto com bancos ou financeiras, sendo o limite máximo para renegociação de até R$ 15 mil por pessoa e por instituição.
