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terça-feira, 12/05/2026

Funcionária de clínica dopava dentista para roubar dinheiro no DF

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Em Brasília

Uma investigação da 5ª Delegacia de Polícia, na Área Central de Brasília, descobriu um caso envolto em suspense dentro de uma clínica odontológica. Uma auxiliar de saúde bucal, que era a única funcionária e de extrema confiança de uma cirurgiã-dentista, confessou ter dopado sua chefe para realizar transferências bancárias não autorizadas via Pix, que somaram R$ 93 mil. A suspeita foi alvo de mandado de busca na manhã de terça-feira, 12 de maio.

A dentista começou a apresentar sintomas estranhos no trabalho entre os dias 15 e 20 de abril, incluindo sonolência intensa, desmaios e lapsos de memória, ocorridos apenas no consultório. Ao mesmo tempo, notou ausências significativas em sua conta bancária causadas por transferências via Pix, totalizando R$ 93 mil, com uma tentativa frustrada de mais R$ 16 mil.

Investigação e rotina suspeita

O detalhe que chamou atenção foi que a dentista sempre usava sua própria garrafa de água e pedia à auxiliar que a reabastecesse enquanto trabalhava. A polícia suspeitou que ela pudesse estar sendo dopada no consultório. A funcionária admitiu ter colocado comprimidos de medicamento controlado na água da chefe.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita aproveitava os momentos em que a dentista ficava confusa e com perda de consciência para acessar o celular dela, usar senhas bancárias e fazer as transferências.

Padrão de vida mudou

Os investigadores também notaram que a auxiliar passou a comprar produtos caros, como iPhones e roupas novas, incompatíveis com sua renda habitual, o que aumentou as suspeitas. A dentista, única funcionária da clínica, tinha confiança total na auxiliar e permitia seu acesso às contas pelo celular dela.

As apurações indicam que o dinheiro desviado foi inicialmente enviado para a conta de uma terceira pessoa conhecida da suspeita principal, que depois repassava o valor de forma parcelada.

  • R$ 8 mil
  • R$ 30 mil
  • R$ 15 mil
  • R$ 40 mil

A mulher que recebeu os valores confirmou que os depósitos foram repassados e a Polícia Civil investiga seu envolvimento e o destino final do dinheiro.

Ações da polícia e investigação

Diante das evidências, a Polícia Civil pediu à Justiça mandados de busca e apreensão nos endereços das investigadas, além do bloqueio judicial de até R$ 93 mil para tentar recuperar o prejuízo.

O caso segue sob investigação para descobrir se há outros valores desviados ou compra de bens com o dinheiro obtido ilegalmente.

As investigadas podem responder por roubo mediante uso de substância para reduzir a resistência da vítima, além de furto com fraude em transferências sem dopagem.

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