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sexta-feira, 29/05/2026

Fazenda fala sobre crescimento de 1,1% no PIB no primeiro trimestre

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Em Brasília

O Ministério da Fazenda divulgou informações sobre o crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda afirmou que o resultado está em linha com o esperado pelo mercado e supera a previsão da própria pasta, que era de 1,0%. No entanto, a SPE prevê uma desaceleração econômica nos próximos trimestres.

“O crescimento deve desacelerar, pois o efeito das políticas públicas vai diminuindo, mas a queda do custo do crédito deve ajudar a compensar parte dessa desaceleração. Espera-se uma retomada no último trimestre com uma reação da indústria devido à flexibilização monetária em andamento”, explicou a SPE.

Atualmente, a taxa básica de juros, Selic, está em 14,5%, conforme decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom). O próximo encontro do Copom ocorrerá em meados de junho.

Detalhes sobre o PIB brasileiro

  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país durante um ano.
  • Um crescimento do PIB indica uma expansão da economia, enquanto um recuo aponta para contração econômica.
  • Para 2026, o Ministério da Fazenda projeta um crescimento do PIB de 2,3%, enquanto o Banco Central prevê 1,6% e o mercado financeiro estima 1,89%.
  • No ano de 2025, o crescimento foi de 2,3%, menor que os 3,4% de 2024.

Resultado do primeiro trimestre

O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o último trimestre de 2025. O setor agropecuário foi o que mais cresceu, com aumento de 2%, seguido pela indústria com 1% e pelo setor de serviços com 0,5%. Esses números coincidem com a maioria das expectativas dos economistas.

Perspectivas anuais

Após esse resultado, o Ministério da Fazenda mantém sua previsão de crescimento do PIB para 2026 em 2,3%. O Boletim Focus do Banco Central indica uma expectativa mais cautelosa, com avanço estimado em 1,89%. Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê crescimento de 1,6%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também revisou para cima sua projeção, prevendo um crescimento de 1,9% para o PIB do Brasil, o que pode colocar o país novamente entre as dez maiores economias do mundo.

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