Nossa rede

Brasil

Em 30 dias, covid-19 mata mais no Brasil que AVC, violência e acidentes

Publicado

dia

Coronavírus fez 11,8 mil vítimas só nos últimos trinta dias e disputa a primeira posição das causas mais letais, perdendo apenas para os tipos de câncer

(Ricardo Moraes/Reuters)

Nos últimos trinta dias, o novo coronavírus fez 11.816 vítimas no Brasil, superando os registros mensais de óbitos de doenças historicamente letais no país, como as patologias nas artérias do coração, cerebrovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral e aneurisma, pneumonia e influenza. O mesmo se repete para mortes por causas externas, como acidentes de trânsito e agressões.

Com base no dados mais recentes consolidados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidades (SIM), do DataSUS, de 2018. O parâmetro de escolha foi o mês em que as doenças mais registraram mortes. A plataforma é alimentada pelas Secretarias Municipais de Saúde, com base em informações preenchidas na Declaração de Óbito pelos médicos.

Como o SIM mais recente não inclui os dados do ano passado, a reportagem também verificou os registros de mortes das mesmas doenças desde 2014 para identificar as doenças em que não há grandes variações ao longo dos anos. Já os números dos últimos trinta dias de registro da covid-19 foram escolhidos por serem, até agora, os mais expressivos.

De acordo com o SIM, a única classe de patologias que a covid-19 não supera para o período de 30 dias é o câncer, que engloba todos os tipos e registrou, em maio de 2018, seu mês mais letal, 19 mil vítimas. Já as doenças nas artérias do coração vitimaram 10,7 mil em julho do mesmo ano. No mesmo período, as cerebrovasculares chegaram a matar 9 mil.

Nas últimas décadas, os processos de urbanização e o desenvolvimento de estrutura de saneamento transformaram as maiores causas de mortes. “Hoje, 35% são causadas por patologias cardiovasculares, 20% câncer, 15% violência e 20% outros. A covid-10 deve mudar essa estatística”, diz o ex-presidente da Anvisa e professor da faculdade de Saúde Pública da USP, Gonzalo Vecina.

Cenário incerto para o futuro

Como ainda não há uma vacina contra a covid-19, é impossível fazer previsões para o futuro. Em 2018, os vários tipos de câncer responderam por 223 mil mortes e as doenças isquêmicas do coração vitimaram 115 mil pessoas e as cerebrovasculares, 99 mil.

Segundo projeção de Vecina, sem encontrar uma vacina, o Brasil vai precisar ter 70% de sua população infectada (147 milhões de pessoas) para que o novo coronavírus pare de circular.

Ainda que com a mortalidade em níveis considerados baixos, em 6,3% dos infectados, o cenário é de que haverá 529 mil mortos em decorrência do vírus. “A dúvida é saber em quanto tempo isso vai acontecer. Se for em um ano, a doença será a mais mortal disparada. Se for em cinco anos, o cenário é diferente”, explica Vecina.

Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Comentar

Brasil

Mar vai ‘engolir’ Recife? Entenda por que cidade é a capital brasileira mais ameaçada pelas mudanças climáticas

Publicado

dia

Por

Relatório da ONU mostrou que a capital pernambucana é a 16ª cidade mais ameaçada do mundo. Geografia, densidade demográfica e desigualdade social agravam a situação, segundo especialistas.

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

O Recife é a capital brasileira mais ameaçada pelo avanço do nível do mar, de acordo com o Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório também aponta a “Veneza brasileira” na 16ª posição entre as cidades do planeta que correm mais risco.

Entre as conclusões do relatório mais recente do IPCC, divulgadas em agosto, está a estimativa de que os seres humanos tenham sido responsáveis por um aumento de 1,07°C na temperatura do planeta.

aumento do nível do mar é apenas um dos efeitos das constantes mudanças climáticas apontadas pelos especialistas.

Diversos aspectos fazem com que o Recife seja a cidade mais afetada pelo avanço marítimo, como a geografia, a densidade demográfica e até mesmo a desigualdade social, segundo especialistas. Não quer dizer que a capital vai ser ‘engolida’ pelo oceano, mas sim que tem muitos desafios a enfrentar.

Em 2019, a prefeitura publicou um decreto reconhecendo a emergência climática na capital e anunciou que incluiria o tema no currículo das escolas.

Vista da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, evidencia proximidade de prédios e mar — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Vista da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, evidencia proximidade de prédios e mar — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Águas como patrimônio

Para discutir os efeitos e possíveis ações para minimizá-los, ocorre em Recife, até a sexta-feira (15), o Fórum Internacional Recife Exchange Netherlands (RXN), que tem como tema “águas como patrimônio: visões e estratégias sobre o aumento do nível do mar no Recife e Países Baixos”. A inscrição é gratuita.

De acordo com o professor Marcus Silva, do departamento de oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), durante o século 20, estima-se que o nível do mar tenha sido elevado entre 30 e 40 centímetros, a nível global. No entanto, cada região é afetada diferentemente pela mudança.

“As cidades apontadas no relatório são Recife, Rio de Janeiro e Santos (SP). Aqui, temos a questão do nível da cidade em relação ao mar, já que o Recife é a cidade mais baixa do Brasil, está no nível do mar. Além disso, a cidade tem uma zona urbana muito próxima da planície estuarina. São Luís, por exemplo, é mais alta, e não deve ter tanto problema”, explicou Marcus Silva.

Pedras foram colocadas para conter avanço do mar na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Pedras foram colocadas para conter avanço do mar na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Os especialistas apontam que a velocidade com que o mar avança tem aumentado exponencialmente, cada vez mais rapidamente. Isso não significa, no entanto, que as cidades devam ser tomadas pelas águas e deixar de existir, mas sim que vão surgir problemas problemas, específicos de cada localidade, aos poucos.

Temos um patrimônio histórico e cultural muito próximo do mar, e isso aliado a um adensamento populacional e uso do solo extremos, dentro de uma zona costeira. Há uma população em vulnerabilidade social, porque no Recife a desigualdade, a diferença social é grande. Há comunidades que subsistem do que vem do estuário, como no Bode, Ilha de Deus, Brasília Teimosa [Zona Sul] e Afogados [Zona Oeste]”, declarou.

No Fórum Recife Exchange Netherlands, os pesquisadores buscam pensar formas de se adaptar ao avanço do mar. “São soluções de adaptação e proteção. Precisamos, o máximo que pudermos, pensar num convívio compartilhado com a água”, diz.

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

Recife é uma cidade no nível do mar e cortada por rios; na foto, vista da região central da capital, com mar ao fundo e rio em primeiro plano — Foto: Reprodução/TV Globo

Para Marcus Silva, uma das alternativas pensadas pelos especialistas incluem, por exemplo, a engorda da Praia de Boa Viagem, cuja orla é imediatamente repleta de prédios e edificações em frente ao mar. Processo semelhante foi concluído em 2013 em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

O que diz a prefeitura

Por meio de nota, a administração afirmou que busca caminhos e soluções que dialoguem com a agenda global de sustentabilidade e que a cidade “vem adotando uma série de medidas através de um planejamento público para mitigação dos futuros impactos de forma coordenada, integrada e em parcerias locais e internacionais”.

Ver mais

Brasil

Prefeitura de SP decide manter obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos

Publicado

dia

Por

Na semana passada, gestão municipal chegou a anunciar que pretendia relaxar a regra a partir da segunda quinzena de outubro. Medida foi criticada por especialistas e pelo Conselho de Secretários da Saúde.

Fotos: Camila Batista / Semsa( Fotos Públicas)

A Prefeitura de São Paulo mudou de ideia e decidiu manter a obrigatoriedade da utilização de máscaras de proteção facial contra a Covid-19 em locais públicos. A decisão foi confirmada no início da tarde desta quinta (14), em coletiva de imprensa virtual.

Na semana passada, a gestão municipal afirmou que pretendia flexibilizar a regra em ambientes externos a partir da segunda quinzena de outubro. A proposta era avaliada pela área técnica da secretaria Municipal da Saúde.

Em nota, a gestão municipal nega que tenha recuado. Afirma que a medida estava apenas em estudo.

A prefeitura não deve estabelecer uma nova data exata para liberar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos ao ar livre.

A previsão é a de que a regra seja mantida até pelo menos meados de novembro.

Um dos tópicos do estudo realizado pela gestão municipal aponta a “importância da manutenção das medidas não farmacológicas de prevenção”.

Destaca, ainda, a “importância do isolamento do caso e quarentena  de contatos próximos para interromper a cadeia de transmissão”.

Nota do Conselho de Secretários da Saude

Na semana passada, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota nesta sexta-feira (8) na qual defende a manutenção da obrigatoriedade do uso de máscaras no Brasil.

Ver mais

Brasil

Nove estados liberam retorno das aulas presenciais para todos os alunos; veja situação pelo país

Publicado

dia

Por

Governo de SP, que tem a maior rede do país, anunciou na quarta-feira (13) que, a partir de 18 de outubro, atividades serão 100% presenciais.

Escolas estaduais de Mato Grosso retomam aulas 100% presenciais na segunda-feira (18). — Foto: Tchélo Figueiredo/SECOM-MT

As aulas presenciais para todos os alunos, todos os dias, foram autorizadas na rede estadual em 9 estados do país,  Em outros 12, as aulas ainda seguem formato híbrido — ou seja, parte presenciais e parte à distância. Em 2 estados, o retorno obrigatório é só para parte dos estudantes.

  • Já autorizaram retorno das aulas presenciais: AM, AP, CE, ES, MA, MS, PA, PR e SC;
  • Definiram data de retorno: BA, MT, PI e SP;
  • Retomaram para alguns anos: AL e RR;
  • Seguem com aulas em formato híbrido: AC, DF, GO, MG, PB, PE, RJ, RN, RS, SE e TO.

As aulas presenciais já estão autorizadas em Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná e Santa Catarina.

Em Roraima, as aulas presenciais foram retomadas apenas para o último ano do Ensino Médio e para o Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Em Alagoas, o estado autorizou a volta presencial para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

Na quarta-feira (18), o governo de São Paulo anunciou que as aulas presenciais voltam a ser obrigatórias para 100% dos alunos no estado a partir da próxima segunda-feira (18), mesma data em que serão retomadas as aulas neste formato na Bahia e em Mato Grosso.

Especialistas pedem reformas e protocolos

Ethel Maciel, phD em Epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santos (Ufes), só concorda com a volta do ensino 100% presencial e obrigatório nas escolas de São Paulo mediante a manutenção dos protocolos da OMS e ao menos a disponibilização de testes.

“Temos que pensar no retorno sob o ponto de vista pedagógico, mas epidemiológico, e sob este último o panorama ainda é ruim. Ainda não há vacinas para as crianças e os adolescentes acabaram de tomar a 1ª dose. A falta dessa proteção propicia a transmissão, de modo que é ruim retomar sem a que a gente tenha ao menos um programa de testagem. Isso já traria uma segurança porque poderíamos monitorar as crianças, os familiares e uma orientação sobre o que fazer em casos positivos”, argumentou.

O professor Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, acompanha a doutora Ethel sobre o receio, e alerta sobre a estrutura das escolas para esta nova fase no ensino durante a pandemia.

“Eu acho um tanto preocupante este retorno. As crianças não estão todas vacinadas, ainda tem havido muitos relatos de professores com Covid-19 e soube de poucas obras para adequar as escolas para essa situação, com refeitórios e banheiros públicos ainda um tanto descuidados, sem ventilação, com necessidade de aumentar as equipes da limpeza. É mesmo gravíssimo o prejuízo que o ensino à distância causa, mas a perda da vida também é”, argumentou Janine.

Veja a situação por estado:

Alagoas

O estado autorizou, no final de setembro, a volta das aulas presenciais para alunos do 5º e do 9ª anos do Ensino Fundamental e para estudantes do 3º ano do Ensino Médio.

Amapá

No estado, as aulas presenciais estão autorizadas para todas as etapas de ensino desde 2 de agosto. Na prática, o retorno depende da adaptação de cada escola às regras de distanciamento e outras medidas de segurança e, por isso, algumas escolas ainda seguem com aulas remotas.

Amazonas

As aulas na rede estadual do Amazonas voltaram a ser 100% presenciais no final de agosto.

Bahia

Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado.

Ceará

As aulas presenciais estão liberadas na rede pública estadual. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), 86% de todas as unidades de ensino da rede cearense “já estão em transição para priorizar atividades presenciais”.

Espírito Santo

No estado, as aulas voltaram a ser totalmente presenciais na segunda (11).

Maranhão

Está autorizada a volta 100% presencial nas escolas públicas estaduais do Maranhão, mas apenas algumas delas retomaram as aulas nessa modalidade. Segundo o governo, o processo de retomada das aulas presenciais no estado será feito de forma gradual.

Mato Grosso

Na próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais serão retomadas para 100% dos alunos das escolas do estado. Estudantes com comorbidades poderão optar pela modalidade remota.

Mato Grosso do Sul

Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomadas no início de outubro.

Pará

De acordo com informações da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), as aulas 100% presenciais na rede estadual estão liberadas desde 1º de outubro. Alunos que estudam em unidades em reforma e aqueles que comprovem casos excepcionais podem seguir as aulas de forma remota.

Paraná

As aulas presenciais para estudantes da rede estadual foram retomadas no final de setembro. Apenas alunos com comorbidades puderam seguir na modalidade remota. Segundo a Secretaria da Educação e do Esporte (Seed), em algumas escolas há a necessidade de revezamento dos alunos para garantir o distanciamento dentro da sala de aula. Nesses casos, os alunos que estão em casa podem acompanhar as aulas de forma remota nos dias designados.

Piauí

O estado anunciou o retorno faseado das aulas na rede estadual, a partir de segunda-feira (18), seguindo o cronograma abaixo:

  • 18/10: 3º ano do Ensino Médio
  • 25/10: 5º e 9º anos do Ensino Fundamental
  • 1/11: 1º ao 8º ano do Ensino Fundamental e 1ª e 2ª anos do Ensino Médio

 

Roraima

Na rede estadual, as aulas presenciais foram retomado apenas para alunos do 3º ano do Ensino Médio e do Ensino para Jovens e Adultos (EJA).

Santa Catarina

Todos os alunos da rede estadual de Santa Catarina devem frequentar a escola presencialmente, com exceção dos estudantes que pertencem a grupos de risco para Covid-19 — alunos que pertençam a estes grupos podem frequentar a escola presencialmente, desde que apresentem laudo médico liberando o retorno. Nas escolas que não têm condições de garantir o distanciamento entre os estudantes em sala de aula, é permitida a adoção da modalidade híbrida.

São Paulo

O governo do estado anunciou a retomada obrigatória das aulas presenciais para 100% dos alunos a partir da próxima segunda-feira (18).

Ver mais

Brasil

Pandemia derrubou em 35% número de consultas oftalmológicas em 2020

Publicado

dia

Por

Cerca de 3,7 milhões de atendimentos deixaram de ser feitos

© Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A pandemia de covid-19 afetou de forma significativa o número de consultas e cirurgias relacionadas à visão no âmbito Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. De acordo com dados apurados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a partir de registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, cerca de 3,7 milhões de consultas deixaram de ser realizadas, uma queda de 35%. No caso das cirurgias, houve uma redução de 390 mil procedimentos, queda de 27%. A comparação é em relação a 2019, ano pré-pandemia.   

Sem a realização de consultas e exames para detectar problemas logo na fase inicial, milhares de pessoas foram prejudicadas. “Certamente, elas receberão um laudo sobre o estado de sua saúde ocular com os problemas instalados em estado mais avançado. Desta forma, o controle dessas doenças fica mais complexo e difícil, com aumento da possibilidade de comprometimento da visão, seja total ou parcial”, avalia o presidente do CBO, José Beniz Neto.

Consultas

Segundo o levantamento do CBO, em 2019, foram realizadas 10,8 milhões de atendimentos médicos em oftalmologia pelo SUS. No ano seguinte, a quantidade baixou para 7,1 milhões, a maior queda em termos absolutos entre todas as especialidades disponíveis na rede pública, segundo a entidade. Os dois primeiros meses após a decretação de calamidade pública (abril e maio de 2020) apresentaram os piores índices, com redução de 74% e 71%, respectivamente, no total de procedimentos.

Nestes dois meses, foram realizadas, em 2019, um total de 1,8 milhão de consultas. No mesmo intervalo, durante o primeiro ano da pandemia, foram oferecidas 509 mil, o que representa menos de um terço. Para a CBO, “esse resultado tem consequência direta no diagnóstico e no tratamento precoces de doenças oftalmológicas, como glaucoma, catarata ou retinopatia diabética”.

Cirurgias

No caso das cirurgias, os dados do SIA/SUS também mostram que, em 2020, no primeiro ano da pandemia, foram realizados quase 390 mil procedimentos cirúrgicos no aparelho da visão a menos do que em 2019. Em 2020, foram realizadas pouco mais de 1 milhão de cirurgias oftalmológicas. No ano anterior, houve o registro de 1,4 milhão.

Na avaliação do CBO, os protocolos que restringiram o acesso dos pacientes às cirurgias eletivas para ampliar a infraestrutura de atendimento para pessoas com covid-19, assim como para reduzir a exposição ao vírus dentro das unidades, foram os fatores que contribuíram para que este quadro de queda na produção se instalasse.

Retomada

Os dados de janeiro a junho de 2021 sugerem uma tendência de recuperação no volume de consultas, mas os índices não devem superar a produção de 2019, último período em que o atendimento aconteceu sem intercorrências, prevê o CBO. Isso porque até o primeiro semestre de 2019, cerca de 5,2 milhões de consultas oftalmológicas haviam sido realizadas na rede pública. Já no ano atual, no mesmo intervalo, este total ficou em 4,8 milhões.

Na avaliação dos especialistas, esta melhora do desempenho é consequência do avanço da vacinação e da maior facilidade de acesso dos pacientes às unidades de atendimento ambulatorial e hospitalar. Neste processo de retomada dos cuidados com os olhos, o levantamento aponta que os pacientes de 60 a 64 anos foram os que mais realizaram consultas no primeiro semestre de 2021, com 534,5 mil atendimentos. Pessoas entre 60 e 74 anos representaram 31% do total de consultas feitas, em seguida, a faixa de menores de 1 ano ocupa o quarto lugar nos consultórios oftalmológicos, com o total de 412,1 mil atendimentos no período analisado.

O levantamento revela ainda que a faixa etária de 65 a 69 anos foi a que mais realizou cirurgias nos olhos no primeiro semestre de 2021. Pessoas a partir dos 55 anos representam 67% de todos os procedimentos cirúrgicos realizados no período, somando 404 mil cirurgias do aparelho da visão. Considerando o primeiro semestre deste ano, a cirurgia do aparelho de visão mais realizada foi a facoemulsificação com implante de lente intraocular dobrável. Ela corresponde a 37% do total dos procedimentos realizados, somando 265 mil cirurgias. Em seguida, aparecem: tratamento cirúrgico de pterigio (79,3 mil) e fotocoagulação a laser (70,8 mil).

Entre janeiro e julho de 2021, com a retomada das cirurgias eletivas nos hospitais, houve uma melhora no número de cirurgias do aparelho da visão, mas o cenário ainda é preocupante, na avaliação do CBO. Neste intervalo, foram registrados 717,7 mil procedimentos, patamar 29% superior aos 555,4 mil de 2020, mas ainda é 13% inferior aos dados de 2019 (829,5 mil).

Em termos regionais, o levantamento aponta que o Nordeste teve a redução percentual mais significativa, com 39% menos cirurgias em 2020, em comparação com o ano anterior. Em seguida, estão Centro-Oeste (-34%), Sul (-33%) e Sudeste (-22%). O Norte sofreu déficit de apenas 1%. Agência Brasil

Ver mais

Brasil

Futuro da energia: preservar nascentes para aumentar reservatórios

Publicado

dia

Por

Projetos de reflorestamento ajudam a aumentar volume dos rios

© Maurício de Almeida – Repórter da TV Brasil

 

No meio de uma região quente e seca em pleno sertão nordestino, surge uma espécie de oásis. A água cristalina que está brotando na Caatinga não é uma miragem, mas sim o resultado do reflorestamento realizado em uma das nascentes do Rio São Francisco na comunidade rural de Brejo da Brásida, no município baiano de Sento Sé.

Uma equipe formada por moradores da região cuidam de 26 nascentes. Tudo começa com a retirada das pedras, da areia e da terra que fizeram a nascente secar. Depois, mudas de árvores da Caatinga são plantadas e o local é cercado para evitar que animais comam a vegetação. Com o terreno preparado a água que está no subsolo começa a brotar na superfície.

Erick Almeida, que é coordenador científico do projeto na comunidade de Brejo da Brásida, diz que sem as nascentes recuperadas nenhum tipo de atividade econômica é viável na região. “Uma coisa que a gente sempre gosta de deixar bem claro é que isso não é uma boa ação. É um imperativo: nós temos que recuperar as nascentes”.

O reflorestamento no Brejo da Brásida faz parte do projeto Águas Brasileiras, que é realizado por meio de uma parceria de cinco ministérios. “O programa é realizado com as parcerias firmadas entre o Governo Federal, a iniciativa privada e as associações de moradores. A ideia é unir forças para recuperar as nascentes e ajudar a aumentar o volume de água dos rios”, explica a secretária de Fomento e Parcerias com o Setor Privado do Ministério de Desenvolvimento Regional, Verônica Sanchez .

barragem de Sobradinho
Sobradinho, no extremo norte da Bahia, que é o maior reservatório do país – Maurício de Almeida – Repórter da TV Brasil

A coordenadora da associação de moradores de Brejo da Brásida, Mariluze Amaral, diz que o investimento nas nascentes é fundamental para evitar um colapso no sistema hídrico do país. “O programa Águas Brasileiras vem abrir esse portal fechado, escondido, porque de agora em diante as pessoas vão saber que é possível recuperar nascentes e que o governo brasileiro tá pensando nisso. E isso é muito bom”.

A preservação das nascentes melhora a qualidade de vida de quem mora em regiões secas e também ajuda a aumentar o volume de água dos rios. Um trabalho essencial principalmente numa época de pouca chuva. No caso do São Francisco, a água que fica armazenada na barragem de Sobradinho, no extremo norte da Bahia, que é o maior reservatório do país. Ele é utilizado para abastecer seis hidrelétricas que geram energia para todo o país. Sem o cuidado com as nascentes, o reservatório, que atualmente que está abaixo da metade, ficaria com um nível de água ainda menor.

Sul

A preocupação com qualidade das nascentes também está presente no Sul do país. Os técnicos da usina de Itaipu sabem que para gerar energia é preciso cuidar da matéria-prima fundamental, que é a água por isso diversos projetos são desenvolvidos para preservar os recursos hídricos da bacia do Paraná, que abastece o reservatório da usina.

O superintendente de Gestão Ambiental, Ariel Scheffer, diz que o objetivo é garantir a qualidade de água e evitar a erosão nas margens que provoca “a queda de terra e de outros detritos que causam o assoreamento do reservatório e diminuem o volume de água”.

Um cinturão verde com 24 milhões de árvores foi plantado ao redor do reservatório que tem margens em 15 municípios do Paraná e um do Mato Grosso do Sul. Este trabalho só foi possível com a parceria dos fazendeiros que cederam parte das propriedades.

O agricultor Milton Dillmann inicialmente não queria reflorestar uma área de lavoura, mas depois chegou a conclusão de que contribuir para a preservação da água era fundamental. “Eu entendi que preservando as nascentes todos nós ganhamos e ainda ajudamos a aumentar o volume de água do reservatório de Itaipu”. Agência Brasil

Ver mais

Brasil

Rio envia mais de 20 milhões de doses de vacinas a 92 cidades

Publicado

dia

Por

Assim, 56% da população adulta estão com o esquema vacinal completo (primeira e segunda doses ou dose única) e mais de 90% com a primeira dose

 

(crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Secretaria de Saúde (SES)  do estado do Rio já distribuiu mais de 20 milhões de doses das vacinas contra a covid-1 aos 92 municípios fluminenses. Assim, 56% da população adulta estão com o esquema vacinal completo (primeira e segunda doses ou dose única) e mais de 90% com a primeira dose.

Segundo o secretário de Saúde, Alexandre Chieppe, “essa é a campanha de vacinação de maior sucesso da história do Rio de Janeiro. Faltando pouco menos de um trimestre para acabar o ano conseguimos superar muitas dificuldades alcançando essa marca.”

A Secretaria de Saúde é responsável pela distribuição de doses de imunizantes contra a covid-19 a todo o estado.

Os ofícios contendo as quantidades que destinadas a cada município são enviados assim que é realizada a conferência das doses entregues pelo Ministério da Saúde. Como a distribuição das doses para os municípios é realizada entre 24h e 48h após a chegada da remessa, as secretarias municipais são informadas da quantidade durante a logística de entrega das vacinas.

Das 20 milhões de doses aplicadas, mais de 11 milhões foram em mulheres e nove milhões nos homens. Desse total, 41% são doses da AstraZeneca, 31% da CoronaVac, 25,7% da Pfizer e 1,8% da Janssen.As informações estão disponíveis para consulta no vacinômetro do estado.

Ver mais
Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade
Publicidade

Viu isso?