A circulação antecipada de vírus que causam problemas respiratórios chamou a atenção no Distrito Federal este ano, mas o panorama atual mostra uma estabilização nos casos. De acordo com dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o DF está em alerta, acompanhando a tendência nacional, mas sem sinais de aumento contínuo.
Até o momento, foram contabilizados 1.445 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). A maioria das ocorrências não está relacionada diretamente à gripe ou à Covid-19, mas sim a outros vírus respiratórios, como rinovírus, metapneumovírus e vírus sincicial respiratório, que representam 56,8% dos casos. A influenza é responsável por 3,5% e a Covid-19 por 2%, com alguns casos ainda sem identificação do agente causador.
Em relação às mortes, uma foi causada por influenza A e cinco não tiveram o vírus definido.
Quando a gripe piora
A SRAG é uma complicação de quadros gripais comuns, iniciando com sintomas leves como febre, coriza e tosse, e podendo piorar com dificuldade para respirar. O clínico geral Gabriel Rabelo destaca que sinais de alerta incluem febre que não passa e desconforto respiratório, especialmente falta de ar. Ele recomenda acompanhamento médico para investigar outras doenças se os sintomas persistirem.
Crianças merecem cuidado especial
Crianças menores de 10 anos representam 80% dos casos de SRAG no DF, o que reforça a necessidade de atenção redobrada. O pediatra Ricardo André da Silva afirma que o principal sinal de gravidade é o desconforto respiratório, como respiração acelerada e retração no peito e abdômen. Ele alerta ainda para o risco de transmissão em casa, quando alguém próximo está doente.
Vacinação: a melhor defesa
A vacinação segue sendo o meio mais eficaz para evitar casos graves e mortes. A campanha contra a gripe, gratuita nas unidades básicas de saúde, vai até 30 de maio e prioriza grupos como crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades. Gestantes a partir da 28ª semana também podem se vacinar contra o vírus sincicial respiratório, protegendo os bebês.
Cuidar no dia a dia faz a diferença
Com a presença antecipada dos vírus, algumas medidas simples são fundamentais para reduzir o risco de contágio:
- Evitar contato com pessoas gripadas;
- Lavar as mãos com frequência;
- Evitar locais lotados nos períodos de maior circulação viral;
- Não sair de casa quando tiver sintomas.
