Nelsinho Padovani, deputado federal, trocou de partido três vezes durante a janela partidária no Paraná. Ele iniciou sua trajetória no PL, passou pelo Republicanos e encerrou sua filiação no PP antes do prazo final para mudanças, que terminou dia 3 de abril.
Essas movimentações ocorreram em acordo entre líderes partidários do centrão, com o objetivo de formar uma base forte para as eleições gerais de 2026.
Padovani não pretende concorrer à reeleição para deputado, mas articula sua participação em uma chapa majoritária para o governo do Paraná. Sua primeira escolha, o PL, optou por lançar o senador Sergio Moro para esta disputa.
No Republicanos, foi convidado pelo presidente estadual Pedro Lupion, que também filiou o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, um dos possíveis candidatos a governador na sucessão do atual chefe do Executivo, Ratinho Jr (PSD).
Com a filiação de Curi ao Republicanos, Padovani buscou outro partido para fortalecer a base. Optou pelo PP, que formará uma federação com o União Brasil, partido ao qual era filiado antes da janela. No PP, Padovani tenta se viabilizar como candidato a vice na chapa de Curi.
Curi ainda aguarda a definição sobre o apoio oficial do governador para a disputa. Ele concorre internamente com outros pretendentes dentro do partido, como Guto Silva e Rafael Greca. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também deixou o PSD para se filiar ao MDB e entrar na disputa pelo Palácio Iguaçu.

