Aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta quinta-feira, 30 de abril, que o país não aceitará as exigências feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz.
Contexto do conflito
- Desde o final de fevereiro, os EUA, Israel e o Irã estão em guerra após bombardeios no território iraniano.
- O Irã respondeu aos ataques atingindo bases americanas em países do Oriente Médio e locais em Israel. Grupos aliados, como o Hezbollah e milícias do Iraque, também se envolveram na ofensiva.
- Inicialmente, Trump acreditava que o conflito duraria poucas semanas, mas após impactos econômicos globais, os EUA anunciaram um cessar-fogo em 7 de abril.
- Uma tentativa de negociar a paz, mediada pelo Paquistão em 10 de abril, não teve sucesso.
Mensagem do líder iraniano
Segundo Khamenei, a região do Oriente Médio enfrenta um “novo capítulo” após o fracasso dos EUA no conflito que já dura três meses.
Ele declarou que forças estrangeiras que causam problemas na região do Golfo Pérsico e do Mar de Omã não têm lugar, a não ser no fundo dessas águas.
Programa nuclear em foco
O programa nuclear do Irã é um dos principais pontos de tensão. Os EUA desejam impedir que o país desenvolva armas nucleares, enquanto o Irã defende seu direito ao uso pacífico da energia nuclear.
Em abril de 2025, representantes de Washington e Teerã retomaram negociações, após cinco anos sem contato oficial, mas os esforços não avançaram antes dos ataques recentes.
Para pressionar, o governo dos EUA iniciou um bloqueio naval contra portos iranianos em 13 de abril, visando prejudicar a economia do Irã.
Khamenei destacou que o povo iraniano está preparado para proteger o que considera seu patrimônio nacional, incluindo avanços em ciência e tecnologia nuclear.
“Noventa milhões de iranianos, dentro e fora do país, consideram o potencial científico e tecnológico nacional um patrimônio a ser defendido, assim como as fronteiras do país”, afirmou o líder supremo.
