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domingo, 03/05/2026

Irã rejeita pedidos dos EUA sobre programa nuclear

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Aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, afirmou nesta quinta-feira, 30 de abril, que o país não aceitará as exigências feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz.

Contexto do conflito

  • Desde o final de fevereiro, os EUA, Israel e o Irã estão em guerra após bombardeios no território iraniano.
  • O Irã respondeu aos ataques atingindo bases americanas em países do Oriente Médio e locais em Israel. Grupos aliados, como o Hezbollah e milícias do Iraque, também se envolveram na ofensiva.
  • Inicialmente, Trump acreditava que o conflito duraria poucas semanas, mas após impactos econômicos globais, os EUA anunciaram um cessar-fogo em 7 de abril.
  • Uma tentativa de negociar a paz, mediada pelo Paquistão em 10 de abril, não teve sucesso.

Mensagem do líder iraniano

Segundo Khamenei, a região do Oriente Médio enfrenta um “novo capítulo” após o fracasso dos EUA no conflito que já dura três meses.

Ele declarou que forças estrangeiras que causam problemas na região do Golfo Pérsico e do Mar de Omã não têm lugar, a não ser no fundo dessas águas.

Programa nuclear em foco

O programa nuclear do Irã é um dos principais pontos de tensão. Os EUA desejam impedir que o país desenvolva armas nucleares, enquanto o Irã defende seu direito ao uso pacífico da energia nuclear.

Em abril de 2025, representantes de Washington e Teerã retomaram negociações, após cinco anos sem contato oficial, mas os esforços não avançaram antes dos ataques recentes.

Para pressionar, o governo dos EUA iniciou um bloqueio naval contra portos iranianos em 13 de abril, visando prejudicar a economia do Irã.

Khamenei destacou que o povo iraniano está preparado para proteger o que considera seu patrimônio nacional, incluindo avanços em ciência e tecnologia nuclear.

“Noventa milhões de iranianos, dentro e fora do país, consideram o potencial científico e tecnológico nacional um patrimônio a ser defendido, assim como as fronteiras do país”, afirmou o líder supremo.

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